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25/07/2020 14h52

Homenagem as Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas

Professora Cida .A arte foi feita pela integrante do CAPsi, Beatriz Rocha (@ma_bia_) e é baseada em uma foto da Cida. Com inspiração nos instagrans @daisesndrawings e @lapisepincel, foi produzida à mão e ficará no Centro Acadêmico de Psicologia.

"Axé pra quem é de Axé, Axé pra Cida" - Homenagem em comemoração ao mês das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas

 

Julho é o mês das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas e pensando nisso, neste mês o CAPSI homenageará algumas dessas mulheres que foram e são símbolos de luta e resistência, as quais, porém, continuam sendo invisibilizadas pelo machismo, pelo racismo e pela desigualdade de classes. Queremos aqui destacar mulheres que foram e são fundamentais, não só para a história do Brasil e do estado de Alagoas, como também para as nossas histórias, uma forma que encontramos de homenagear mulheres negras que estão no nosso cotidiano e são por nós admiradas, podendo ser nossas mães, avós, bisavós, irmãs, tias, amigas. Nesta primeira publicação, a nossa homenagem vai para uma mulher preta que atuou fortemente na construção do curso de Psicologia da Ufal, Campus A.C. Simões, nossa querida professora Cida, atuante não só em nossa formação, mas na história da universidade.

Maria Aparecida Batista de Oliveira, ou Cida, como é carinhosamente conhecida, nasceu na cidade de União dos Palmares, adquiriu o grau de magistério em sua cidade natal e tornou-se professora. Com menos de 18 anos de idade, lecionou na educação pública e no CESMAC. Iniciou sua trajetória na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), no ano de 1974, ao iniciar sua graduação em Filosofia. Em 1980, dois anos depois da conclusão de seu curso, inicia sua carreira acadêmica a partir do concurso para professora auxiliar na universidade. Especializou-se em Metodologia e Historiografia, tornando-se Mestra em História pela mesma universidade. Atualmente, Cida é coordenadora do Núcleo Temático Mulher e Cidadania; Ex-Presidenta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher  (CEDIM); pesquisadora nas áreas de relações de gênero e dominação, opressão contra as mulheres, submissão e machismo, mulher e violência e mulher e sofrimento, racismo e relações étnico raciais, diversidade religiosa e sexual; Ex-Presidenta da Associação dos Docentes da UFAL (ADUFAL); e, felizmente, professora da disciplina de Filosofia do nosso curso.

Especialmente em sua relação com a Psicologia, segundo relatos, Cida se apaixonou pela área ainda enquanto docente do CESMAC e unida a um grupo de professores/as prestaram concurso, que os/as tornaram docentes da Ufal. Como antes da instituição de qualquer curso, existiu um enorme trabalho burocrático que precedeu o início da psicologia na ufal enquanto graduação, e Cida estava completamente implicada nesse processo desde o envolvimento com a reitoria à iniciativas para conseguir professores/as concursados/as e finalmente estabelecer as bases de nosso curso. O curso surge no CHLA (Centro de Ciência humanas, Letras e Artes), atual ICHCA (Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Arte), em 1993, e Cida já atuava como professora, desde a primeira turma, de 94 até hoje.

Cida coleciona diversos prêmios e títulos, sendo eles: Prêmio Enfermeira Noracy Pedrosa de 2002, Secretaria da Saúde do Município de Maceió; Prêmio Deputada Selma Bandeira de 2003, Prefeitura Municipal de Maceió; Comenda Nise da Silveira de 2005, Governo do Estado de Alagoas; Comenda Selma Bandeira de 2006, Prefeitura Municipal de Maceió; Mérito Comunitário de 2009, Projeto Teteia; Mulheres Valorosas do Brasil de 2009, Academia de Letras e Artes do Nordeste - Núcleo do Estado de Alagoas - ALANE/AL; Medalha Honorífica dos 50 anos da Universidade Federal de Alagoas - UFAL de 2011; Comenda do Mérito Educativo Alagoano de 2014, Conselho Estadual de Educação; Tia Marcelina de 2015, Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos - SEMUDH.

Cida, quando entramos no curso de Psicologia uma das primeiras coisas que aprendemos é a respeito do afeto, da força dele. Você, sem dúvidas, é uma das pessoas que nos ensina/mostra como o afeto é poderoso, como ele é político, ancestral, preto. Cada abraço, beijo marcado (de batom vermelho, claro rsrs), cada “como você tá?”.. teu sorriso, tua alegria, expressavam a beleza e grandiosidade da vida, a possibilidade, a esperança. Nossos corações se alegram ao homenageá-la neste dia 25 de julho, dia este que representa as lutas e resistências de mulheres negras latino americanas e caribenhas, é gratificante poder trazer aqui um pouco do nosso afeto por ti, evidenciando a potência deste, a tua potência dentro do nosso curso, das nossas vidas. É com a tua homenagem que abrimos nossas publicações deste dia.

 

Axé!!!

 

Centro Acadêmico de Psicologia - CAPsi