Você está aqui: Página Inicial / Pós-Graduação / Mestrado em Antropologia Social / Revista Mundaú - Chamadas abertas

Revista Mundaú - Chamadas abertas

Revista Mundaú

Revista Mundaú

n.6 - Interfaces contemporâneas entre saúde e família

Débora Allebrandt(UFAL) e Waleska Aureliano(UERJ) (Organizadoras)

 

Recebe artigos até 30 de dezembro de 2018.

Publicação em junho de 2018.

 

Presentes historicamente na antropologia como importante linha teórica, os estudos de família e parentesco recuaram a partir dos anos 1970. Críticas realizadas no interior da disciplina apontaram que essas categorias seriam significadas através de uma noção biológica do vínculo, centrada na consanguinidade, algo típico das sociedades dos pesquisadores, mas não exatamente das sociedades tribais, até então alvo principal das pesquisas etnográficas. A partir dos anos 1990, o tema ressurge na antropologia fomentado pelos estudos das sociedades complexas e em relação com as áreas da saúde, das novas tecnologias reprodutivas e dos estudos feministas. Nesse cenário, muitas pesquisas se detiveram sobre as biotecnologias utilizadas nas escolhas reprodutivas contemporâneas, informadas por novos arranjos familiares e balizadas por diferentes questões: da reivindicação de autonomia das mulheres para o exercício de uma “maternidade independente” à judicialização da paternidade com os testes de DNA; da construção de famílias homoafetivas à transformação do “problema em ter filhos” em “problema médico”.

Família e parentesco ressurgem, assim, como categorias marcadas pelo direito e pela medicina, e informados pelas novas biotecnologias. Nesse processo, novas formas de organização política e representações sociais emergiram para tratar de questões relacionadas aos processos de saúde e doença, a constituição dos vínculos familiares e de parentesco, e a produção de identidades clínicas antes associadas ao “sangue”, e agora marcadas pela ideia do “patrimônio genético”. A família também se tornou alvo de políticas públicas em saúde no Brasil na consolidação da nossa abertura democrática, a exemplo do Programa Saúde da Família, alavancando uma série de estudos sobre a corresponsabilidade em saúde entre Estado e família, processo esse que se desenrola nas sociedades modernas desde o século XVIII.

Afinando-se com esse percurso histórico e contemporâneo, esse dossiê busca contribuições que tirem proveito da interface entre família e saúde para construir narrativas etnográficas, propor novas abordagens metodológicas e rever construtos teóricos afim de se aproximar das complexas realidades que são engendradas pela conjunção desses dois temas. São bem-vindos trabalhos que abordem: reprodução e construção do parentesco, adoção, tecnologias reprodutivas, hereditariedade e ancestralidade, políticas de saúde e tecnologias de governo aplicadas à saúde e à família.

 

Clique para Submissões e outras informações

 

Anteriores:

n.1 - Direitos diferenciados, conflitos e produção de conhecimentos

n.2 - Desafios e Dilemas da Ética em Pesquisa nas Ciências Humanas

n.3 - Antropologia e Imagem: Produções, acervos e coleções etnográficas

n.4 - Etnologia Indígena: Interfaces e diálogos do conhecimento

Próximos números:

n. 5 Cidades Comparadas: estudos em contextos urbanos contemporâneos

Próximas chamadas:

n.7 - 

n.8 - 

 

 

Confira também nossas seções Artigos, Debates, Resenhas e Encarte Visual que recebem contribuições em fluxo contínuo.