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15/06/2016 10h20

NOTA DE ESCLARECIMENTO

É do conhecimento da Direção do Instituto de Computação – IC que têm sido veiculadas, na internet e redes sociais, infundadas ilações sobre o processo de seleção do Programa de Pós-Graduação em Informática –PPGI de 2016. O fato tem repercutido de forma negativa sobre a ação dos integrantes do colegiado do programa, responsáveis pelo processo seletivo, e, por essa razão, a Direção do IC e a Coordenação do PPGI vêm, por meio desta, esclarecer a questão.

A controvérsia cinge-se à alegação de que os candidatos oriundos do curso de Ciência da Computação do Campus de Arapiraca teriam sido supostamente prejudicados no certame. No entanto, esses boatos, que tangenciam a má-fé, não exprimem a realidade dos fatos.

A questão pode ser resumida da seguinte maneira: na fase inicial do processo seletivo, após o preenchimento das planilhas de inscrição pelos candidatos, o PPGI divulgou, em atenção ao disposto no edital, a lista provisória de classificação dos inscritos. A adoção da planilha eletrônica com preenchimento pelo candidato tem como objetivo tornar o processo mais transparente e célere. Ademais, busca evitar que todos os candidatos tenham que enviar ou entregar a documentação, de modo que apenas os candidatos pré-selecionados necessitem proceder com a entrega da documentação comprobatória. Destarte, a listagem dos candidatos pré-selecionados não tem caráter definitivo, haja vista ainda estar pendente a análise da validação das pontuações obtidas pelos candidatos, mediante conferência dos comprovantes apresentados.

Ocorre que, na fase de conferência, a comissão de seleção observou que vários candidatos, talvez com a intenção de aumentar sua pontuação, tentaram inserir atividades não previstas no edital, tais como a participação em programas que não são considerados no processo seletivo (BDAI, PIBID, PIBIP, PAINTER). Houve, inclusive, casos em que candidatos adulteraram sua nota do POSCOMP e outros inseriram sua experiência de monitoria como atividade docente. Uma das críticas feitas ao processo seletivo, afirma que os alunos teriam sido informados previamente que os programas acima citados seriam contabilizados na seleção. Essa informação é inverídica. A mensagem usada como argumentação data de 29/11/2014, e é referente a uma seleção anterior.

Em decorrência das irregularidades mencionadas, a pontuação desses candidatos foi prejudicada nas fases subsequentes do processo de seleção, o que impossibilitou seus ingressos no PPGI. É imperioso frisar que, se tais irregularidades não fossem detectadas e sanadas oportunamente, os candidatos que procederam de forma adequada e correta sofreriam prejuízo de difícil reparação, o que não se pode admitir.

Como é notório, a Administração está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade e moralidade, donde se incluem as cláusulas dispostas no edital do certame, as quais reclamam a mais escorreita observância pelo órgão público.

Portanto, as acusações de que o processo seletivo não teria sido conduzido com a lisura e legalidade necessárias não merecem prosperar. Seu jaez difamador, sobretudo injusto, deve ser rechaçado com veemência por todos aqueles que conduziram com retidão o certame, os quais, ao contrário daqueles que acusam sem qualquer embasamento para tanto, estão a par de todos os fatos que ocasionaram a mudança nos resultados classificatórios.

O colegiado do PPGI e a Direção do IC lamentam bastante que alguns colegas docentes e discentes, que talvez não tenham compreendido completamente o processo, tenham se posicionado de forma agressiva e infundada nas redes sociais, o que contribuiu para o agravamento do ocorrido. Essa atitude, admoestável, macula não apenas o trabalho honesto de vários professores que integram o programa, como também a própria imagem do IC na Universidade Federal de Alagoas perante toda a comunidade.

Prof. Dr. Leandro Dias da Silva
Coordenador do PPGI

Prof. Dr. Marcus de Melo Braga
Diretor do IC