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Histórico

Grandes modificações aconteceram em diferentes áreas do conhecimento nas últimas décadas. Estas mudanças provocaram grande impacto sobre as estratégias de ensino-aprendizagem e os processos de produção, desenvolvimento e distribuição do conhecimento. E, ajudaram a promover visões alternativas de ensino e propostas de mudança.

As descobertas sobre neurociências e a psicologia cognitiva sobre os processos da aprendizagem, o volume e a transitoriedade da base de conhecimentos necessários na prática na saúde, o acesso à saúde das pessoas e comunidades, bem como o maior acesso às informações em saúde e da conscientização das pessoas, mudou as expectativas e exigências para as escolas da área da saúde, obrigando-as a rever as situações e os ambientes de ensino-aprendizagem disponibilizados para os estudantes em sua formação.

A partir de 2001 os cursos da área da saúde da UFAL foram pressionados, através das diretrizes curriculares e das discussões internas, a rever, atualizar e reformar seus projetos pedagógicos para atender as necessidades da sociedade atual. Os cursos iniciaram suas novas propostas em 2006, onde a interdisciplinaridade surge como um princípio norteador dos projetos.

Ao longo dos anos, a área da saúde da UFAL responde às políticas públicas de saúde por meio de experiências educativas no trabalho com a finalidade de melhoria da qualidade da assistência e do ensino na saúde. No ano de 2001 foi criado o Núcleo de Educação Médica (NEMED), que assumiu um importante papel no estímulo e mobilização dos docentes para formação em nível de pós-graduação latu sensu, oferecendo cursos de especialização em educação médica (em cooperação com o CEDESS/UNIFESP), a especialização em educação em ciências da saúde, especialização em gestão pedagógica. O NEMED promoveu, ao longo dos últimos dez anos, diversos cursos, oficinas, seminários visando o ensino na saúde, o fortalecimento do novo projeto político-pedagógico (PPP) que atende às diretrizes curriculares.

A Comissão Interna de Educação Permanente em Saúde da Universidade Federal de Alagoas (CIEPS/UFAL) foi criada pela Resolução Nº 411-GR de 16 de junho de 2004, com o apoio do Núcleo de Saúde Pública da UFAL (NUSP). Desde então, a CIEPS vem sendo um espaço de desenvolvimento de debates sobre Educação Permanente, abordando temas relevantes para o ensino e a pesquisa no SUS de forma a integrar os cursos de graduação com os gestores do SUS. Este espaço de discussão vem possibilitando a definição de linhas de ação, projetos e programas em parceria com esses gestores, de forma a desenvolver a Política Estadual de Educação Permanente em Saúde enfatizando o ensino da graduação e propiciando
a integração Ensino-Serviço.

Os produtos deste espaço de debates foram orientadores para as propostas, em 2005, dos cursos de Medicina e Enfermagem ao Programa Nacional de reorientação da formação profissional na saúde (Pró-Saúde), e posteriormente dos cursos de Psicologia, Farmácia, Serviço Social e Nutrição (Pró-Saúde II), além de selecionar os projetos da UFAL para o Polo de Educação Permanente (PEPS). A participação em espaços como a CIEPS e a construção dos projetos para atender a estes programas têm permitido uma maior aproximação entre os docentes da área da saúde da UFAL e outras instituições do Estado.

Em decorrência deste interesse do corpo docente e discente pelo ensino na saúde surge, em 2004, o grupo de pesquisa Grupo de Estudo sobre Educação em Ciências da Saúde, cadastrado no CNPq. Em 2005 os cursos participam do Pró-Saúde I, em 2007 mais 5 cursos da UFAL conseguem atender ao Pró-Saúde II. A participação forte no Pró-Saúde foi importante para concretizar a proposta institucional do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde. No último ano (2009), a Telessaúde começa a se tornar uma realidade no espaço da UFAL.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL), o CNPq, através das bolsas do PIBIC, e os editais do PP-SUS tem permitido o crescimento da pesquisa na área do ensino na saúde no Estado de Alagoas. Mas, a pesquisa no ensino desenvolvida pelo grupo docente ainda não expressa a interdisciplinaridade necessária ao objeto, e vemos o Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde (PPES) como um instrumento de facilitação no exercício da interdisciplinaridade que buscamos.

O PPES para a UFAL tem não somente uma vocação para o diálogo entre os cursos da área da saúde, mas inscreve-se nas opções políticopedagógica- institucionais que foram feitas quando da implantação do novo estatuto da UFAL.

A presente proposta foi elaborada por muitas mãos, exigiu intensas e mobilizadoras reuniões coletivas para pactuar objetivos e atividades, a partir do seminário da CAPES em 16 e 17 de março de 2010, com as orientações para apresentação das propostas. Desde então, um grupo de docentes da UFAL dos cursos de Medicina, Enfermagem, Educação, Nutrição e Administração, capitaneados pela FAMED, iniciaram uma série de encontros para compreender melhor o mestrado profissional, a interdisciplinaridade, o potencial do grupo para atender ao edital e finalmente, construir a proposta.

Pensando nas responsabilidades que hoje competem ao professor formal ou informal (preceptor do serviço), aporta-se necessariamente naquela que diz respeito à ação de ensinar, alvo de rigorosas críticas nos vários relatórios sobre o Pró-Saúde e Educação Permanente. Neste cenário, considera-se estratégico a formação, em nível stricto sensu, modalidade mestrado profissional, de professores universitários e profissionais do serviço que atuem junto a alunos da graduação e residentes da área da saúde.

A importância e urgência de tal questão impõem, assim, a elevação dos padrões de qualidade das instâncias formadoras do profissional de saúde, tornando oportuno este Mestrado que se centra na ação de ensinar. Dessa maneira, o Programa, tem a finalidade de produzir impactos no campo da ação profissional, sendo regido por inovações no Ensino e uma visão-atuação crítica-científica dessa prática, através da pesquisa.

O PPES objetiva a formação de um mestre que:

  1. Elabore, planeje, implemente e avalie suas ações referentes ao ensino na saúde no seu âmbito de inserção;
  2. Incorpore ações inovadoras no ensino na saúde no seu âmbito de inserção;
  3. Incremente a produção local do conhecimento sobre o ensino na saúde visando a problematização das práticas nos serviços;
  4. Avalie de forma contínua, crítica e transformadora sua atuação na interação com os discentes, nos espaços de prática educativa;
  5. Desenvolva competência interdisciplinar na sua atuação junto aos discentes, nos espaços de prática educativa;
  6. Compreenda a relação entre a produção de conhecimentos científicos e as possibilidades de intervenção na realidade, especialmente a relação entre ensino, saúde e cidadania;
  7. Formule estratégias de articulação entre o ensino das várias áreas da saúde, e entre a Pós-graduação e a Graduação na saúde.