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31/12/1969 00h00 - Atualizado em 13/08/2014 12h14

Professor Molion debate aquecimento global na SBPC

Jacqueline Freire - estagiária de Jornalismo

Nesta quinta-feira, 17 de julho, o professor Luis Carlos Baldicero Molion, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Ufal, estará na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que acontece em Campinas/SP, para uma mesa-redonda coordenada pelo professor José Eli da Veiga, da USP, com o tema “Aquecimento global: da incerteza à necessidade agir”.

Na ocasião, será lançado o livro “Aquecimento Global: frias contendas científicas”, com um capítulo de autoria do professor Molion que, segundo apresentação do livro, feita pelo professor Veiga, “discute criticamente a hipótese de aquecimento global provocado por atividades humanas (antrópico). Procura demonstrar que ela carece de bases científicas sólidas e que está fundamentada principalmente em resultados de modelos de clima, cujas equações matemáticas não representam adequadamente os processos físicos que ocorrem na atmosfera, particularmente a cobertura de nuvens e o ciclo hidrológico”.

O artigo também “afirma que as projeções futuras desses modelos, resultantes de cenários hipotéticos, são meros exercícios acadêmicos, não confiáveis e, portanto, não utilizáveis para o planejamento das atividades humanas que vise ao bem-estar social. Argumenta que a influência humana no clima global, se existir, é muito pequena e impossível de ser detectada em face de sua grande variabilidade natural. Considera, portanto, que é mais provável um resfriamento global nos próximos vinte anos, em vez de um aquecimento”.

Senado convida professor para audiência sobre Clima

A Comissão de Meio Ambiente aprovou requerimento da senadora Fátima Cleide (PT-RO) para a realização de audiência sobre mudanças climáticas, com o depoimento do professor Luiz Carlos Baldicero Molion, da Ufal. Segundo o professor, a data ainda não foi agendada, apenas o assessor da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) entrou em contato com ele, perguntando sobre sua disponibilidade de comparecer ao Senado.

Para o professor, os constantes debates em torno do assunto devem ser melhor explicados. Sobre o Senado, Molion diz que é muito importante esclarecer a opinião dos legisladores sobre o tema, já que o assunto “está sendo tomado de uma forma emocional e não com o devido rigor científico”. Molion defende a idéia de que há uma probabilidade maior de haver um resfriamento da Terra nos próximos vinte anos.

Segundo ele, opiniões divergentes podem fortalecer o debate. “É claro que o presidente da Comissão Mundial do Clima conhece minha posição. Ano passado tivemos uma reunião na Agência Nacional de Águas em Brasília, mas a comissão não se manifestou. Independentemente disso tenho procurado proferir uma série de palestras no país”, revela.

Molion faz pesquisas sobre o clima há mais de vinte anos e contradiz a idéia do Aquecimento Global Antrópico da Terra desde a Eco 92, no Rio de Janeiro, quando se posicionou contra grande parte dos pesquisadores. Desde então, tem sofrido críticas da mídia, políticos e da academia. No entanto, para o pesquisador, tudo isto é parte de uma campanha para promover a “faixada verde” das grandes empresas. “É uma jogada para atrair votos pelo lado político e clientes para as empresas. A mídia brasileira, com a Globo, e nos EUA com a NBC e o grupo Times, tem mantido a história do aquecimento global por que isso vende. Exploram uma das características do ser humano que é o catastrofismo”, conclui.