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Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática-PPGECIM da Universidade Federal de Alagoas foi efetivamente implantado no dia 26 de março de 2010 em sessão solene presidida pela Magnífica Reitora Prof.ª Ana Dayse Rezende Dorea. Na ocasião foi proferida a Aula Inaugural intitulada Linguagem, Cultura e História no Ensino da Ciência pelo Prof. Alexandre Medeiros da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Proceder-se-á a uma breve exposição de motivos acerca da necessidade da existência deste Programa de Pós-Graduação na UFAL.

O Estado de Alagoas detém um nível de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional o que já revela uma séria preocupação quanto a sua desejável inserção no pacto federativo nacional. Com aproximadamente 3 (três) milhões de habitantes, tem uma única Universidade Federal fundada em janeiro de 1961, ao apagar das luzes do governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira. Hoje, a UFAL conta com 7 (sete) cursos de doutorado (Letras, Física, Química, Educação, Matemática, Materiais e Biotecnologia-RENORBIO),  mais de 20 cursos de mestrado, sendo que o PPGECIM é o único na modalidade de mestrado profissional, e  cerca de 40 cursos de graduação.

As licenciaturas nas Ciências e na Matemática existem na UFAL desde a década de 70 do século XX. No que concerne aos Institutos de Ciências Básicas (Química, Biologia, Física e Matemática) a ênfase conferida aos seus respectivos desenvolvimentos foram historicamente muito mais dadas à pesquisa no sentido estrito dos conteúdos específicos dessas ciências, em detrimento mesmo das pesquisas em ensino de ciências, com suas conexões necessárias com as teorias de aprendizagem, com a História e a Filosofia da Ciência tal como hodiernamente  se reconhece em todo o mundo.


É evidente que as áreas de Ensino e de Pesquisa devem se potencializar ao invés de se excluírem mutuamente se pensarmos nos benefícios e repercussões sociais, sendo que este entendimento encontra enorme respaldo em amplos círculos de opinião.

Os Institutos de Ciências da UFAL (antigos Departamentos, hoje Unidades Acadêmicas) não formaram um número suficiente de licenciados para atender à demanda sequer do ensino da cidade de Maceió e o déficit constitui um problema grave consensualmente reconhecido.


Um ensino que inclua: (1) conquistas cognitivas do século XX; (2) um uso adequado das múltiplas mídias então disponíveis; (3) uma adequada compreensão das teorias da aprendizagem; e (4) uma conscientização histórica, filosófica e conceitual minimamente condizente com a complexidade de nossos tempos, nos autoriza a considerar que  um mestrado profissional voltado para o Ensino de Ciências e da Matemática constitui-se mesmo em algo muito desejável e até mesmo imprescindível.


Outrossim, a expansão das Universidades Federais implicou um razoável aumento da demanda que estava muito reprimida pelo lento desenvolvimento do país. Com a expansão da UFAL para outras cidades além de Maceió, tais como Arapiraca, Penedo, Delmiro Gouveia e Santana de Ipanema, a necessidade de atuar no ensino de ciências e matemática passou a requerer obrigatoriamente uma instância qualificada para formar professores: trata-se de uma premente urgência.


Um outro fato que corrobora  esta urgência revela-se pelo fato do Estado de Alagoas não dispor de um número suficiente de professores para atuar nem mesmo como tutores presenciais nos pólos do Sistema UAB/UFAL (hoje instalados nos municípios de Santana de Ipanema, Olho d´Água das Flores, São José da Laje e Maragogi), revelando com isto a grande carência de docentes com a necessária formação. E para completar este cenário, temos ainda que atender às demandas do Programa de Ações Articuladas do Ministério da Educação, no qual destaca-se a necessidade de formar 3.543 professores sem formação.