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Pesquisadores analisam qualidade de ostras vendidas em praias do Estado

Estudo é de professores e alunos do curso de Medicina Veterinária da Unidade de Viçosa do Campus Arapiraca
08 de Março de 2012
Pesquisadores analisam qualidade de ostras vendidas em praias do Estado

Pesquisadores analisam amostras no laboratório do curso

Diana Monteiro – jornalista

Está em desenvolvimento no curso de Medicina Veterinária da Unidade de Ensino de Viçosa pesquisa que avalia a qualidade higiênico-sanitária de ostras cruas comercializadas em praias da região metropolitana e do litoral alagoano mais frequentadas por turistas e população local.  A coordenadora da pesquisa Elizabeth Sampaio, informa que a primeira coleta do material foi feita nas praias de Pajuçara, Ponta Verde, Paripueira, Barra de São Miguel e Francês, e foi avaliada a qualidade do alimento que é de fácil contaminação.

“Nas praias alagoanas, os frequentadores têm o hábito de consumir ostra crua. Como se trata de um molusco filtrador, que pode carregar diversos microorganismos com riscos de causar, entre outros sintomas,  transtornos gastrointestinais, como náusea, vômitos, diarreias, febre e dores de cabeça, resolvemos realizar o estudo para avaliar sua qualidade. Entretanto, esses danos à saúde dependem da contaminação do produto, da quantidade ingerida e das condições imunológicas de cada indivíduo, entre outros fatores”, destaca Elizabeth Sampaio, que é docente da graduação em medicina Veterinária.

Ela considera a pesquisa uma importante contribuição para a área de saúde pública, com reflexos econômicos para as inúmeras famílias que têm na comercialização do produto o único ou principal meio de subsistência. “Não há dúvida de que, a partir do momento em que se fornece um alimento seguro e com qualidade, a comercialização tende a crescer. O consumidor passa a comprar mais o produto com a qualidade de consumo assegurada”, enfatiza a pesquisadora.

Parceria

Denominado de “Qualidade higiênico-sanitária de moluscos bivalves comestíveis comercializados nas praias do Estado de Alagoas”, a pesquisa é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). No Laboratório de Parasitologia da UFRPE são feitas as análises para detectar cistos de Giardia sp. e oocistos de Criptosporídeo sp. das ostras coletadas. O laboratório é supervisionado pelo professor Lêucio Alves, e os estudos científicos têm a co-orientação do professor Wagner Porto, coordenador da Unidade de Ensino Viçosa e participante do projeto.

A professora Elizabeth Sampaio acrescenta que a etapa que trata das análises microbiológicas das ostras se desenvolve no Laboratório de Experimentação e Análises de Alimentos da UFPE, sob a supervisão da professora Alda Livera, e constatou, inicialmente, a presença de coliformes termotolerantes (de origem fecal) nas amostras. Em abril, os pesquisadores farão a segunda coleta para a análise microbiológica e parasitológica.

Elizabeth Sampaio informa que a pesquisa integra o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e, além do professor Wagner Porto, conta com a participação de quatro alunos do curso de Medicina Veterinária, entre bolsistas e colaboradores. “Dentro da mesma temática, a Unidade de Viçosa tem em pleno desenvolvimento o projeto de extensão “Programa de educação continuada para manipuladores de ostras comercializadas em praias do Estado de Alagoas”, visando à educação para o controle de qualidade do produto”, destaca.

A pesquisadora acrescenta que, com base nos resultados obtidos, os manipuladores de ostras das praias recebem instrução de como garantir as condições higiênico-sanitárias adequadas para a comercialização do produto. A avaliação da qualidade do produto em criadouros para encontrar a fonte de contaminação do molusco também tem ampliado o raio de abrangência da pesquisa.

O projeto de extensão que trata sobre a avaliação da qualidade da ostra em criadouros gerou um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “Além do aprendizado, a participação nas pesquisas proporciona ao aluno o intercâmbio de conhecimento, no caso, com as universidades de Pernambuco, parceiras do estudo científico, e contribui para a formação acadêmica e profissional”, finaliza a pesquisadora.

Imagens
Avaliação das amostras de ostras
Pesquisadora coleta resultados
Equipe trabalha em vários projetos de pesquisa
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