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10/08/2017 12h58 - Atualizado em 11/08/2017 12h22

Ressonância Magnética Nuclear vai beneficiar seis pós-graduações

O equipamento foi entregue à Ufal em 2012, mas só recentemente foi instalado no Núcleo de Ressonância

A reitora Valéria Correia garantiu aos pesquisadores os investimentos anuais para o laboratório

Lenilda Luna - jornalista

O Núcleo de Análises e Pesquisa em Ressonância Magnética Nuclear (NAPRMN), do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB), conta com um novo equipamento, que vai possibilitar pesquisas em seis programas de pós-graduação. Trata-se do Aparelho de Ressonância Magnética Nuclear AVvance 600 MHz Bruker, que foi adquirido em 2010, entregue em 2012, mas só foi instalado recentemente, no mês de julho.

O equipamento custou cerca de R$ 3 milhões e foi adquirido por meio do edital do Fundo Setorial de Infraestrutura (CT-Infra) que tem o objetivo de financiar projetos de implantação e recuperação da infraestrutura de pesquisa. "Para que o equipamento começasse a funcionar, foi necessário um investimento inicial de R$ 122 mil, utilizado na aquisição de material criogênico (nitrogênio e hélio líquidos), indispensáveis para a instalação", informou o professor Thiago Mendonça de Aquino, do IQB.

Os recursos para a instalação foram garantidos através de um projeto de pesquisa aprovado junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), submetidos pelos professores Thiago Aquino e Edson Bento. "Além disso, para o funcionamento do equipamento, a gestão da Ufal custeará a aquisição dos mesmos materiais criogênicos, num valor anual de R$ 180 mil", disse Aquino.

Segundo o professor, com o funcionamento deste equipamento, será possível efetuar a análise de macromoléculas, tais como peptídeos, proteínas, polímeros e polissacarídeos. "Na área de fármacos e medicamentos, poderão ser realizados vários estudos importantes para elucidação estrutural e controle de qualidade de produtos. Em adição, novas linhas de pesquisa de caráter multi-intertransdisciplinar, nas áreas de Química, Saúde e Biotecnologia poderão ser implementadas", relata o pesquisador.

Segundo o pró-reitor de Gestão Institucional, Flávio Domingos, esse laboratório precisa de manutenção constante. "Os equipamentos instalados necessitam recebimento de gases de forma sistêmica para seu funcionamento. Recebemos a demanda do IQB, que trabalhou incessantemente no processo de aquisição dessa modalidade de produtos. Avaliamos a situação e temos como fazer frente, do ponto de vista de orçamento", garantiu o pró-reitor.

Flávio Domingos ressalta o esforço da gestão para atender a essas demandas, diante dos cortes no orçamento da Universidade. "As demandas de manutenção com insumos têm sido incorporadas, mas a dificuldade maior encontra-se em novas aquisições. Desta forma, é fundamental que unidades acadêmicas que possuem demandas de insumos de laboratório informem à gestão central e, acima de tudo, iniciem os processos de compra através de seus técnicos em laboratórios e agentes-Sinfra", destaca o pró-reitor. 

Cerca de 45 pesquisadores, envolvendo orientando, além de parcerias nacionais e estrangeiras, vão se beneficiar com a instalação deste equipamento. "Mesmo em tempos difíceis para o orçamento das universidades, a gestão tem buscado utilizar os recurso de forma eficiente sem perder de vista o seu compromisso com a função social da Universidade e a indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão", declarou a reitora Valéria Correia.

A reitora ressalta que umas das diretrizes adotadas pela gestão é a destinação de recursos para espaços multiusuários que beneficiem um maior conjunto de cursos e programas. "A inauguração das instalações do equipamento de ressonância magnética nuclear ratifica o nosso compromisso com a pesquisa de qualidade e com nossos pesquisadores que prestam um serviço essencial à sociedade e à instituição", finalizou Valéria Correia.