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07/12/2017 09h30 - Atualizado em 07/12/2017 10h28

Pesquisa alagoana sobre o São Francisco é apresentada em Montevidéu

Equipe estudou rio como referência simbólica e funcional de duas comunidades ribeirinhas de Alagoas

Auceia participou do projeto como orientadora. Foto: arquivo pessoal

Ascom Ufal

Os resultados da pesquisa Viver e pertencer: vínculos territoriais e identidades no Baixo São Francisco alagoano, desenvolvida na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foram apresentados e tiveram destaque nessa terça-feira (5) durante um evento ocorrido em Montevidéu, no Uruguai. 

A equipe do projeto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/Ufal/Fapeal – Ciclo 2016/2017) participa do 31º Congresso da Associação Latinoamericana de Sociologia. O evento começou no último domingo e segue até a próxima sexta-feira (8). 

A pesquisa tem a orientação da professora Auceia Matos Dourado, da Unidade Educacional de Penedo, e da bolsista Darlyane Marina Salgueiro. Participaram também, como colaboradoras: Clyvya Dayanne Pereira, Jéssica Luciane Nascimento, Fernanda Gomes, Gleiciara Pereira. 

"Foi ótima a recepção. Eles se encantaram com a pesquisa e com o Baixo São Francisco", disse Auceia. O projeto surgiu da ideia de compreender o rio São Francisco como uma referência de identidade para as populações ribeirinhas, seja do ponto vista funcional ou simbólico.  

A pesquisa foi desenvolvida entre agosto de 2016 e agosto de 2017, baseada em duas comunidades ribeirinhas do Baixo São Francisco: Sudene, localizada no município de Piacabuçu, e Catrapó, no município de Penedo, em Alagoas. As duas têm como fonte de sobrevivência a pesca artesanal.  

"Nesse sentido, por meio de um trabalho de campo, com a realização de entrevistas, apreendeu-se que essas populações possuem uma profunda e rotineira relação com rio, e criam espaços e condições de vida, e de reprodução cultural e social. O território é recurso, abrigo, religião, meio de vida, e símbolo de uma relação de pertencimento", finaliza Auceia.