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Ufal decreta luto oficial de três dias por morte do reitor da UFSC

Andifes divulgou nota de pesar

Luiz Carlos Cancellier foi encontrado morto nesta segunda-feira

Ascom Ufal

Acompanhando as demais universidades do sistema federal de educação superior, a reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) decretou luto oficial de três dias pela morte do reitor Luiz Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (2), num shopping em Florianópolis.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota de pesar lamentando o fato. O documento afirma que o sentimento "é acompanhado de absoluta indignação e inconformismo com o modo como o reitor Cancellier foi tratado por autoridades públicas ante a um processo de apuração de atos administrativos, ainda em andamento e sem juízo formado".

Confira a íntegra abaixo.

Professor Élcio Verçosa recebe homenagem durante Seminário na Bienal

Atividade fez parte do seminário História, Debate Cultural e Teoria Social

Mesa do evento discutiu "Como se Pensar Alagoas?" na Bienal do Livro (Foto - Cairo Martins)

Danielly Bezerra – estudante de Relações Públicas

Como uma das primeiras atividades da programação da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas do último sábado (30), o seminário História, Debate Cultural e Teoria Social marcou o início da sequência de homenagens aos pesquisadores alagoanos que são referência no estado de Alagoas. Este primeiro momento foi dedicado ao pesquisador sobre a história da educação em Alagoas e professor emérito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Élcio Verçosa.

Com o tema Como se pensou Alagoas?, compuseram a mesa a reitora da Valéria Correia; o diretor da Editora da Ufal (Edufal), Osvaldo Maciel; o vice-reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Clébio Araújo; a professora e pesquisadora do Centro de Educação da Ufal (Cedu), Sandra Lira; a coordenadora do curso de Pedagogia do Campus da Ufal em Arapiraca, Gorete Amorim, e o pesquisador e sobrinho do homenageado, Lúcio Verçosa.

Com o tom emocionado, as falas dos membros da mesa e dos demais presentes relembraram as contribuições de Élcio Verçosa para o entendimento das problemáticas sociais alagoanas, da participação na militância política e da importância que suas discussões e pesquisas representam.

Bienal do Livro apresenta espetáculos de dança e teatro da Ufal

Atividade foi realizada no último sábado (30) no Centro de Exposições

Grupo Cara Crew foi um dos que se apresentou na Bienal do Livro de Alagoas (Foto - Letícia Sant'Ana)

Letícia Sant’Ana – estagiária de Jornalismo

Espetáculos de dança e teatro estão na programação do primeiro dia de atividades da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Parte das apresentações estão sendo realizadas nas Salas Ponta Verde e Jatiúca, no primeiro andar do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso.

O Poesia Itinerante, contemplado no Programa de Iniciação Artística (Proinart) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenado pelo professor Otávio Cabral, traz para o evento literário performances de poesias que contam com a participação do público. “Levamos os espetáculos para as comunidades, praças e escolas. Aqui, apresentaremos a performance Poesia, um grito de dor, encenada no lançamento do site da Bienal”, contou Rilton Costa, representante do Poesia Itinerante.

Outro projeto que passou pela Bienal do Livro foi o Poéticas e Talentos Coreográficos, coordenado pela professora Nadir Nóbrega, do Fórum Mestre Zumba. “A Bienal é um espaço de grande visibilidade para a cultura e uma oportunidade de se aproximar de uma nova plateia e ter um feedback das nossas construções”, afirmou. A Cara Crew, grupo formado por alunos do curso de dança da Ufal, misturou hip hop com ritmos alagoanos na performance Urbanestinos, nome que mescla o urbano e o nordestino. O projeto de extensão apresentará outras performances às 19h, na sala Ponta verde.

A Cia. Fulanos Ih! Sicranos, em atividade desde 2007, também marcou presença no evento literário, com o espetáculo quem sabe faz ao vivo, que conta a história do palhaço Belarrroba e a necessidade dele de escrever um livro. A narrativa é interpretada por Arthur Martins, que interage com o público durante a apresentação.

 

Livro Criminologia e Política Criminal é tema de mesa-redonda na Bienal do Livro de Alagoas

Debate fez parte da programação do segundo dia do evento

Livro Criminologia e Política Criminal é tema de mesa-redonda na Bienal do Livro de Alagoas (Foto - Mara Santos)

Mara Santos – estudante de Jornalismo

A mesa redonda Criminologia e Política Criminal, realizada na sala Umbu, na tarde do último sábado (30), trouxe para a 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas (Bienal), um debate sobre um assunto muito pertinente atualmente, que é a questão da corrupção e criminalidade. O tema também dá nome a um livro, publicado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), organizado pela professora e mestre em Sociologia Elaine Pimentel.

Todos os demais autores da obra expuseram suas perspectivas sobre a questão da criminalidade e das políticas públicas relacionadas a mesma. O procurador da República, Bruno Lamenha, disse que é preciso pensar na corrupção como um problema político e não moral.

“A corrupção surge como o grande problema histórico do país. E, se observarmos, desde a época do Império sempre que há uma crise política a corrupção surge como uma forma de explicar a crise”, declarou o procurador.

Além de Elaine Pimentel e Bruno Lamenha, outros seis autores, com diversas profissões como advogados, policiais, professores e cientistas sociais, participaram da mesa. O debate teve início às 14h e se estendeu até as 17h. Muita gente compareceu à sala Umbu, para ouvir os argumentos, participar e entender um pouco sobre a origem e os rumos da corrupção no Brasil.

Sávio de Almeida é homenageado no Seminário História, Debate Cultural e Teoria Social

Reitora e membros da Gestão participaram da homenagem durante a programação da Bienal do Livro

Professores Osvaldo Maciel e Sávio de Almeida durante homenagem na Bienal do Livro de Alagoas (Foto - Renner Boldrino)

Shirley Nascimento – jornalista

Muita emoção marcou a homenagem ao professor, historiador e escritor Luiz Sávio de Almeida, 75 anos, promovida pela 8ª Bienal do Livro de Alagoas, na tarde do último sábado (30), no Centro de Convenções. Integrante do Seminário História, Debate Cultural e Teoria Social, que ocorre em três momentos durante a programação, a cerimônia foi conduzida pelo diretor da Edufal e coordenador da Bienal, Osvaldo Maciel, e pelo professor e chefe de gabinete da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas, Fernando Medeiros.

A primeira pessoa a apresentar um depoimento sobre o homenageado foi a reitora da Ufal, Valéria Correia. “A escolha dessa homenagem tem uma lógica e uma perspectiva. Alagoas está sendo apresentada aqui através da história de trabalho e produção desses militantes comprometidos com as classes subalternas”. Ela se referia, também, aos outros dois intelectuais que estão recebendo o tributo durante a Bienal, o educador Élcio Verçosa e o cientista social Dirceu Lindoso. “Gostaria de dizer publicamente que você, Sávio, fez a história de Alagoas ao avesso. Obrigada por sua sabedoria e por tão generosamente tê-la compartilhado conosco”, disse.

Maciel, que foi aluno de Sávio de Almeida, falou sobre sua relação com o homenageado e com sua obra. “Até ler o trabalho dele, Alagoas era, para mim, a ‘Terra dos Marechais’. Mas Sávio nos oferece em sua obra um outro modelo de interpretação de Alagoas”, explicou. As pesquisas realizadas por Medeiros, outro historiador e ex-aluno, também sofreram influência do mestre. “Falar de Sávio é falar da nossa autobiografia intelectual. Foi acompanhando-o e observando-o que comecei a esboçar e a definir minhas pesquisas, inventei várias desculpas para procurá-lo ao longo dessa trajetória”, contou, visivelmente comovido. “É difícil escrever algo decente sobre a história de Alagoas sem passar por seus textos”, definiu.

A homenagem seguiu ainda por meio da fala de outros presentes na plateia. Ex-alunos, ex-colegas de trabalho, companheiros de militância política, de movimentos sociais, intelectuais, amigos e admiradores. Todos queriam relatar momentos vividos com Sávio e falar de sua admiração por ele. “Tudo isso faz a vida ser interessante”, afirmou o mestre. “Estou muito disposto a continuar aprendendo”, acrescentou.

Luiz Sávio de Almeida é alagoano, maceioense, professor, historiador, tem diversos livros publicados, organizou cursos, expedições, escreveu peças de teatro, atuou no jornalismo e vem influenciando gerações de estudiosos das mais diversas áreas, assim como artistas e intelectuais não apenas alagoanos, mas de todo o Brasil. Possui graduação em Ciências Jurídicas e Sociais pela Ufal, mestrado em Educação pela Michigan State University e doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de um sem-número de outros títulos, mas sempre diz que os mais importantes são os que lhe foram dados pelo povo pobre e humilde de Alagoas.

Gestão participa da primeira noite de lançamentos da Edufal na Bienal do Livro de Alagoas

Solenidade realizada no último sábado (30) foi marcada por agradecimentos

Reitora Valéria Correia, vice-reitor José Vieira e o diretor da Edufal, Osvaldo Maciel, comentam sobre os lançamentos da Editora Universitária (Fotos - Manuel Henrique)

Deriky Pereira - jornalista

Na noite do último sábado (30), foram lançados os primeiros livros do edital que a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio da sua Editora Universitária (Edufal), lançou em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) e Imprensa Oficial Graciliano Ramos. Na ocasião, os autores agradeceram a oportunidade e falaram um pouco de suas obras para os presentes.

A reitora Valéria Correia prestigiou a solenidade, parabenizou os autores, agradeceu à Fapeal e Imprensa Oficial pelo apoio e parceria. “Penso que a mais expressiva forma de publicizar o conhecimento da Universidade é por meio da publicação de livros. Essa parceria é, foi e está sendo muito importante pra Ufal onde a produção do conhecimento que vem se acumulando é uma forma de expressar e apresentar e contribuir com a sociedade”, declarou.

Ainda na ocasião, a reitora revelou seu orgulho com a Bienal do Livro de Alagoas. “Já é um sucesso a Bienal. Hoje a movimentação, a forma de organização do evento estão incríveis. Temos a Rádio Bienal, que é uma parceria com o Governo do Estado e já está sendo todo um sucesso, tem algo de diferente esse ano, que é essa maior circulação da sociedade alagoana”, salientou Valéria Correia.

O vice-reitor José Vieira enfatizou a importância da missão da Universidade ao dizer que, por meio de uma chamada pública, oferece aos autores a oportunidade de concorrerem e publicarem seus trabalhos de diferentes áreas para diferentes públicos.

“É a forma que, tradicionalmente, a academia tem de mostrar a sociedade o resultado de seus produtos e consolida a proposta da Universidade, que é ser um local em que o conhecimento é sistematizado e divulgado de modo continuo para a sociedade. A Edufal cumpre um papel estratégico para a nossa instituição, pois não existe Universidade sem produção acadêmica e a gente fica feliz e convida a sociedade para partilhar e desfrutar dessa produção, que enriquece o acervo cultural da Editora, afinal o papel de uma editora universitária é divulgar o conhecimento para o mundo”, afirmou Vieira.

Autores comemoram lançamento de obras

A professora do Instituto de Ciências Sociais (ICS), Luciana Santana, destacou que sua obra é uma contribuição não apenas para a área em estudo, mas também para Alagoas e para os alagoanos. “Tentamos fazer um resgate histórico a partir de reflexões sobre autores e pensadores alagoanos que tiveram influência sobre as ciências sociais em alagoas, no século 19 e 20, temos reflexões mais contemporâneas que tratam diretamente sobre a institucionalização das ciências sociais e a Ufal tem um papel muito importante nisso, principalmente a partir de 1994, quando é criado o primeiro curso da área em Alagoas. A partir daí, a gente tem colhido bons frutos e tem contribuído de forma bastante incisiva com a profissionalização da área.”

A professora Maria do Socorro Aguiar, uma das organizadoras do livro Políticas Públicas em Educação: Múltiplos Enfoques, disse que o livro é fruto de pesquisas do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) e disse esperar que “com as produções aqui presentes, que são reflexões acerca de realidade educacional de Alagoas e do Brasil, nós consigamos fazer minimamente com que a teoria produzida em nosso grupo se aposse dos homens e que com isso nós possamos fazer a diferença.”

A professora Elaine Pimentel, lançou Criminologia e política criminal: perspectivas, fruto de pesquisas desenvolvidas por alunos do curso de mestrado em Direito da Ufal. Citou o nome de todos como forma de agradecimento e elogiou a solenidade. “Parabenizo a organização do evento, é uma festa literária muito bonita e, também, um privilegio lançar um livro num momento como esse. É uma obra que é muito festejada. É bom saber que a ciência produzida na Universidade é de tanta qualidade. Estou feliz e agradecida de partilhar com a sociedade alagoana este momento”, disse ela.

Camerata da Ufal se apresenta no Teatro Gustavo Leite nesta terça-feira

Quem for assistir vai ouvir um repertório com peças de Mozart, Villa-Lobos e muito mais

Camerata da Ufal se apresenta no Teatro Gustavo Leite nesta terça-feira

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

Com um repertório que busca valorizar a música erudita instrumental brasileira, a Camerata Acadêmica da Escola Técnica de Artes (ETA) da Universidade Federal de Alagoas vem, há pouco mais de dois anos, proporcionando aos alunos participantes vasta experiência de uma construção musical com diversas vozes instrumentais. Para compartilhar todo o trabalho que vem sendo realizado, o grupo se apresenta nesta terça-feira (3) no Teatro Gustavo Leite, das 10h às 11h. A entrada é gratuita.

O concerto da Camerata faz parte da programação da 8ª edição da Bienal internacional do Livro de Alagoas, que acontece até o próximo domingo, dia 8 de outubro, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió. Quem for assistir vai ouvir um repertório com  peças de Mozart, Villa-Lobos e muito mais: Die Schlittenfahrt, de Leopold Mozart; Suíte dos Paraíba, de Rogerio Borges; Suíte Sergipaniando – Simão Pedro; Bachianas nº 5, de Heitor Villa-Lobos, com arranjo de Kleber Dessoles para saxofone solo; Mirim, de César Guerra-Peixe; e Cantogas e Cantares, de Tom K.

Sobre o grupo

A Camerata Acadêmica foi criada em abril de 2015, a partir de um projeto de extensão, cujo objetivo era trabalhar peças dos mais diversos períodos da música escritas para a formação camerística. “A Camerata tem seu núcleo de base com os instrumentos de cordas com arco, mas, também, busca a interação com instrumentos de outros naipes, dando aos alunos a rica experiência de uma construção musical composta das mais diversas vozes instrumentais”, disse a professora Lílian Pereira, diretora musical e regente do grupo.

De acordo com Lílian, o repertório trabalhado é vasto e vai desde o período Barroco até a produção contemporânea. Trabalhamos o repertório numa busca quase artesanal de produção das sonoridades características de cada período que nasce das proposições estéticas e históricas de cada compositor e buscando, sobretudo, a valorização da música erudita instrumental brasileira”, destacou.

E completa: “A Camerata traça um caminho importante na formação musical de seus integrantes e pretende enriquecer ainda mais o cenário musical alagoano, contribuindo para a formação de mais ouvintes, novos alunos e amantes da música, buscando parcerias fora do ambiente acadêmico a fim de difundir a música instrumental brasileira e de outros países”.

Lílian relembra que, em novembro de 2015, a Escola Técnica de Artes promoveu o 1º Encontro de Cordas. “A Camerata Acadêmica foi o núcleo dessa atividade, contando com a primorosa participação do violinista ítalo-brasileiro, Alessandro Borgomanero que atuou como professor e solista. Em outubro de 2016, o grupo recebeu dois músicos solistas da UFPB [Universidade Federal da Paraíba], Ulisses Silva e Victor Mesquita, para 2º Encontro de Cordas. Os dois encontros aconteceram com a primorosa parceria do Sesc Alagoas”, revelou.

Reitora Valéria Correia e docentes conduzem discussão sobre Gramsci na Bienal

Atividade fez parte da programação de sábado (30) no Centro de Convenções de Maceió

Reitora Valéria Correia e docentes conduzem discussão sobre Gramsci na Bienal

Letícia Bezerra – estudante de Relações Públicas

A reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Correia, os professores Adriano Nascimento e Marcos Del Roio compuseram a mesa-redonda Gramsci no Centenário da Revolução Russa, na tarde do último sábado (30) na 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Os palestrantes abordaram aspectos da Revolução, além de temas atuais, sob a perspectiva de Gramsci, filósofo marxista da área da Teoria Política e Sociologia. Dentro da temática contemporânea, Valéria Correia chamou atenção para o cenário político brasileiro: “Estamos em tempos sombrios”, associando a situação atual à forte influência do conservadorismo.

O professor Marcos Del Roio possui livros publicados acerca de suas pesquisas sobre Gramsci. Já Adriano Nascimento está em processo de produção de um livro sobre o mesmo pensador. Por sua vez, Valéria Correia faz parte do Núcleo de estudos Políticas públicas, controle social e movimentos sociais, que também segue a linha de pesquisa do filósofo. Durante a mesa redonda, ela apresentou os temas presentes em seu artigo publicado na coletânea sobre Gramsci e a crítica ao determinismo econômico.

A plateia contribuiu com perguntas sobre as visões do pensador acerca da consciência de classe social, além de comparar seus conceitos às questões partidárias de um ex-presidente do Brasil.

Precarização da Educação a Distância é debatida na Bienal

Atividade debateu as consequências da crise orçamentária na realidade da Universidade Aberta do Brasil

Atividade debateu as consequências da crise orçamentária na realidade da Universidade Aberta do Brasil

Marcio Cavalcante – jornalista

A Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizou no último sábado (30), uma mesa-redonda para debater as consequências da crise orçamentária na realidade da Universidade Aberta do Brasil (UAB). O encontro, que integrou a programação da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, em Maceió, aconteceu sob a orientação do coordenador da Cied, professor Gustavo Madeiro da Silva, e contou com a presença do assessor de Intercâmbio Internacional (ASI), professor Aruã Lima.

Madeiro e Lima traçaram uma linha de pensamento que questiona os rumos da educação no Brasil, em especial a Educação a Distância (EAD), e seu histórico processo de precarização. Aruã Lima observou que, em países asiáticos, a exemplo do Japão, onde há um grande investimento dos empresários locais, as pesquisas realizadas pelas universidades públicas atendiam especialmente as demandas dos empresários investidores, o que representa um grande risco para a Ciência em geral. Lima destacou, portanto, a necessidade de investimento público nas universidades para abrangência dos campos de pesquisas e amplitude das descobertas científicas.

“O que foi feito, no que tange à pesquisa, na Ásia e na América Latina, na mesma época após a Guerra Fria, nos mostra dois panoramas e duas agendas completamente diferentes: a Ásia amplamente industrializada e a América Latina comprometida, especialmente, com o desenvolvimento de pesquisas em Ciências Humanas”, destacou Lima.

Falta de investimentos

Para Madeiro, a distinção dos sistemas público e privado, com surgimento no Brasil após os anos 1950, é fator importante na precarização do ensino, quer da educação básica, quer do ensino superior. “Historicamente, o Brasil tem precarizado o ensino fundamental, abrindo mercado para escolas privadas oferecerem ensino de qualidade”, observou Madeiro, destacando que ao longo de décadas esta realidade passou a atingir a universidade brasileira.

“Mesmo com a guinada do acesso ao superior, o que pode ser observado nos últimos 12 ou 13 anos no Brasil, principalmente considerando o ensino a distância, é um episódio acentuado de precarização. Tal crescimento se deu, certamente, pelas facilidades do grande empresariado encontrar subsídios junto ao Poder Público para implantação de sistemas de educação a distância, oferecendo educação através de uma plataforma que barateia o processo e, em contrapartida, temos a baixa dos investimentos públicos na educação, sobretudo, no ensino superior”, adverte.

Por fim, Madeiro destacou que, apesar do esquecimento do Poder Público, a universidade pública é quem de fato produz ciência no Brasil.

Danças tribais atraem público e movimentam Bienal do Livro de Alagoas

Projeto é coordenado por professora da Escola Técnica de Artes da Ufal, Ana Clara Oliveira

Danças tribais atraem público e movimentam Bienal do Livro de Alagoas (Foto - Evelly Karine)

Shara Elaine – estudante de Relações Públicas

Poética de danças tribais é um trabalho de extensão que existe desde 2015, coordenado pela professora da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ana Clara Oliveira. O espetáculo reuniu diversas apresentações culturais na tarde do último domingo (1º), na Bienal do Livro de Alagoas.

A apresentação reuniu públicos de várias faixas etárias e envolveu a plateia de modo contagiante e emocionante. Os visitantes puderam assistir apresentações de danças artísticas ciganas com caráter cubano, espanholas, danças do vente, entre outras.

Além disso, entre as apresentações dos dançarinos se encontravam alunos e professores que vieram de diversas regiões do estado de Alagoas e de outros estados, como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e algumas parcerias.

O espetáculo conseguiu atrair a atenção do público que permaneceu do início ao fim das apresentações com uma duração de 3h30.

Reitora Valéria Correia preside mesa de abertura da 21ª Faubai

Evento teve início na noite do último domingo na programação da Bienal do Livro de Alagoas

Reitora Valéria Correia preside mesa de abertura da 21ª Faubai

Jennifer Macieira - estudante de Jornalismo

Teve início, na noite do último domingo (1), a 21ª edição do Congresso da Associação Brasileira da Educação Internacional (Faubai) no Nordeste, dentro da programação da Bienal de Alagoas. O evento busca debater a temática da internacionalização das Instituições de Ensino Superior e teve como organizador dessa edição o professor e assessor de Intercâmbio Internacional da Universidade Federal de Alagoas(Ufal) , Aruã Silva de Lima.

A solenidade de abertura ocorreu no Auditório B do Centro de Convenções e contou com a presença da reitora Valeria Correia, que presidiu a mesa e comentou sobre a importância em manter os recursos para a área da internacionalização das universidades mesmo no cenário de austeridade econômica em que se encontra o país. A reitora discorreu ainda sobre a satisfação em sediar o evento e realiza-lo durante a 8ª edição da Bienal do Livro de Alagoas. “É importante que todos saibam que é a única organizada e capitaneada por uma universidade federal”, ressaltou Valeria durante a solenidade, ao falar sobre a Bienal.

O professor Aruã Lima, por sua vez, pontuou que o que substanciou a elaboração do evento foi a intenção de trazer o retorno dos valores para o conceito de internacionalização. A mesa de abertura contou ainda com a presença do vice-reitor da Ufal, José Vieira da Cruz, do presidente da Faubai, José Celso Freire Junior e do coordenador da Faubai/Nordeste, José Guido Corrêa de Araújo.

Em seguida, teve início à programação do congresso, com a palestra do reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Sales. O evento continua durante os dias 2 e 3 de outubro, na 8ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Professora lança livro sobre blocos afros de Salvador em roda de conversa na Bienal

Atividade foi momento de descontração e conhecimento dos blocos afros não divulgados pela mídia tradicional durante o carnaval

Nadir Nóbrega falou sobre suas experiências como professora de dança, dançarina e mulher negra dentro dos quatro blocos afros de Salvador, que resultaram em sua tese de doutorado e, consequentemente, na publicação do livro (Foto - Thiago Prado)

Natália Oliveira - jornalista

O carnaval pode estar um pouco longe, mas o lançamento de um livro na 8ª Bienal do Livro de Alagoas trouxe o ritmo dos blocos afros de Salvador para mais perto. No início da noite do último domingo (1º), curiosos e admiradores da cultura negra se reuniram para prestigiar o lançamento do livro Sou negona, sim senhora: um olhar nas práticas espetaculares dos blocos afro Ilê Aiyê, Olodum, Male Debalê e Bankoma no carnaval soteropolitano dentro de uma roda de conversa realizada na sala Tamarindo, no Centro de Convenções de Maceió.

Coordenada pela autora do livro e professora de Dança da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Nadir Nóbrega, a roda de conversa foi um momento de descontração e conhecimento dos blocos afros, que não são comumente divulgados pela mídia tradicional durante o carnaval baiano.

Durante a conversa, Nadir Nóbrega falou sobre suas experiências como professora de dança, dançarina e mulher negra dentro dos quatro blocos afros de Salvador, que resultaram em sua tese de doutorado e, consequentemente, na publicação do livro. A professora explicou que a vontade de escrever a obra sobre a cultura afro surgiu quando ainda era estudante e percebeu que precisava falar sobre a história cultural negra.

“A ideia sempre existiu desde o meu primeiro livro na década de 1990. Vi e continuo vendo em minha vida que existem pouco livros publicados sobre a cultura negra. A maioria dos livros, que fala de nós negros, só fala do processo de escravização. Aspectos de cultura, de corpo, de dança são quase nada”, evidenciou.

Entre relatos e canções dos blocos afros, Nadir deu a dica a quem tem vontade de vê-los no carnaval: acompanhar a saída dos blocos em seus bairros de origem. De acordo com a professora, há um suspense para ver ver as pessoas dos blocos com as fantasias e os acessórios em suas mais perfeitas condições.

“A saída do Ilê é de uma emoção sem igual. Existe um processo ritualístico que é de tamanha importância para nós. É o poder de ver esse pertencimento negro, o encantamento que é fazer parte deste ritual que emociona quem assiste”, declarou.

Dirceu Lindoso é homenageado na 8ª Bienal do Livro de Alagoas

"Maior escritor vivo de Alagoas" recebeu homenagem das mãos da reitora Valéria Correia

"Maior escritor vivo de Alagoas" recebeu homenagem das mãos da reitora Valéria Correia (Foto - Renner Boldrino)

Letícia Sant’Ana – estagiária de Jornalismo

A mesa-redonda Alagoas, identidade cultural e projeto social homenageou no último domingo (1°) o professor Dirceu Lindoso, Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A solenidade foi realizada na sala Ipioca do Centro Cultural e de Exposição Ruth Cardoso.

“Penso que a Bienal em seu segundo dia já tem pleno sentido com essas homenagens. Já valeu a pena pelo significado que elas representam. Só tenho a agradecer pela sua presença e existência, Dirceu”, enfatizou a reitora Valéria Correia. A cerimônia fez parte do Seminário História, Debate Cultural e Teoria Social, que homenageia mais dois autores alagoanos: Sávio de Almeida e Élcio Verçosa.

O cientista social Golbery Lessa, presente na mesa-redonda, reforçou que a ocasião teve um significado muito profundo. “Nós temos medo de discutir a identidade alagoana diante dos poderes oligárquicos. Dirceu faz parte de uma geração de lutadores sociais, é capaz de transitar em várias áreas, sempre mantendo uma atitude política ética. Ele detona a visão de Alagoas pelas oligarquias. Esse debate sobre Dirceu é um debate sobre Alagoas”, explicou Lessa.

Obras como a formação de Alagoas boreal, a utopia armada: rebeliões de pobres nas matas do Tombo Real, entre tantas outras, são fonte inspiradora para autores, professores e pesquisadores. “A história do nosso estado obscurece o papel que tiveram os grupos minoritários, como os negros e índios. Dirceu redefiniu aspectos sobre a interpretação de Alagoas e reintroduziu essas pessoas na história. Na minha opinião, Dirceu Lindoso é o maior escritor vivo de Alagoas”, afirmou Bruno Cavalcanti, professor do Instituto de Ciências Sociais da Ufal.

Além de cientista social, o homenageado é reconhecido pelo seu trabalho como historiador, tradutor, romancista, poeta e é considerado um dos intelectuais mais conceituados de Alagoas. “A Ufal e a Edufal se sentem honrados em entregar essa pequena homenagem”, afirmou Osvaldo Maciel, coordenador da Bienal, ao final do debate.

“Estou muito emocionado. Ainda tenho muitos livros a editar na minha mesa. Tem muitas coisas sobre a história de Alagoas que me tocam”, contou Dirceu, que ouviu as falas de agradecimento da plateia pelo seu trabalho.

Camerata da Ufal é aplaudida de pé no Teatro Gustavo Leite

Grupo fez homenagem ao Xingó

Homenagem ao Xingó foi feita pela Camerata ao executar a música Sergipaneando, de autoria do violinista brasileiro Cesar Guerra Peixe (Fotos: Renner Boldrino)

Diana Monteiro – jornalista

Do erudito ao popular, como forró, baião, afoxé, a Camerata da Escola Técnica de Artes (ETA), da Universidade Federal de Alagoas, foi aplaudida de pé durante apresentação na manhã desta terça-feira (3), no Teatro Gustavo Leite, lotado por alunos de diversas escolas públicas de Alagoas em visita à 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Uma homenagem ao Xingó foi feita pela Camerata ao executar a música Sergipaneando, de autoria do violinista brasileiro Cesar Guerra Peixe. “A música instrumental deixa à vontade para que cada pessoa se encontre no som e no instrumento”, frisou a regente Lilian Pereira, explicando à vibrante plateia a dinâmica da apresentação.

A Saga dos Paraíba no forró do Zé Doidiça, do paraibano Rogério Borges, integrou a segunda parte da apresentação da Camerata, embalando os presentes nos vários ritmos. Ao final, Lilian, dirigindo-se aos estudantes, fez convite para visitar a ETA e conhecer os cursos técnicos ofertados, gratuitamente, à comunidade, a exemplo do curso de Música que proporcionou a formação da Camerata.

A programação artístico-cultural no Teatro Gustavo Leite, na manhã do quarto dia de atividades da Bienal, foi encerrada pelo Grupo LP Musical que executou músicas autorais em ritmos variados, como salsa e jazz. O grupo tem a coordenação do professor do curso da graduação em Música Milson Fireman, do técnico-administrativo Vanilson Coelho e conta com participação de alunos do curso.

 

Professora Noemi Loureiro ensina Danças Circulares

Diversão e empolgação tomaram conta da sala e levou todos para a roda

Mara Santos – estudante de Jornalismo

Dança, alegria e muita autoestima foi a proposta apresentada pela professora do curso de Licenciatura em dança da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Noemi Loureiro, neste quarto dia de atividades da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Bailarina e coreografa ela levou sua especialidade para a oficina: Danças Circulares – uma vivência pedagógica, na sala Tamarindo onde explicou sobre a origem, benefícios e possibilidades do estilo que faz as pessoas dançarem unidas.

O público presente, formado por mulheres, homens e crianças, ouviu atentamente a parte introdutória da oficina onde Noemi Loureiro contou um pouco da história das Danças Circulares. O estilo nasceu com o polonês Bernhard Wosien em 1976, mas só chegou ao Brasil na década de 90. A professora explicou que as danças têm o intuito de resgatar o outro, pela aproximação que proporciona, e a autoestima das pessoas.

“As danças vêm para esse encontro de mim para o outro, de sentir o outro e vivenciar o outro e com o outro. Ela vai formando sinopses que sempre vão refletir em nós, e no outro, todas as vezes em que formos dançar. É uma dança que transforma”, salientou.

Após a introdução, a bailarina colocou todos em uma roda e de mãos dadas iniciou a oficina. Cirandas, cantigas de roda, florais de bar e danças da Armênia, foram ensinadas ao público ao som de músicas características. A diversão e empolgação tomou conta da sala e levou todos para a roda.

Confira os lançamentos desta terça (3) na Bienal

Márcia Alencar – jornalista
Sete novos títulos são lançados logo mais, a partir das 19 h, com o Selo Edufal, no Café Literário Cantinho das Ideias no Estande da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), na 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece até domingo, 8 de outubro, no Centro Cultural e de Exposição Ruth Cardoso.
 
Com a presença dos autores e muitos autógrafos, serão lançados os livros: Docência universitária: repensando a inovação em sala de aula, de Maria Aparecida Pereira Viana; Língua portuguesa em debate: leitura, escrita e variação, de Adriana Cavalcanti dos Santos, Maria Auxiliadora da Silva Cavalacante, Yanna Liss Soares Gomes (Org.); Os processos recursivos na sociedade: uma análise da relação entre a cultura e a integração social, de Paolo Totaro;  Texto e retórica: diálogos na pesquisa, José Nildo Barbosa de Melo Júnior, Eduardo Pantaleão de Morais, Maria Francisca Oliveira Santos (Org.); Relações assimétricas na entrevista oral radiojornalística, José Nildo Barbosa de Melo Júnior; Perspectivas em retórica e análise da conversação: um percurso em gêneros textuais/discursivos, de José Nildo Barbosa de Melo Júnior, Maria Francisca Oliveira Santos (Org.) e Representações sociais: diálogos entre a Educação Física e estudos qualitativos, de Leonéa Vitoria Santiago (Org.)
 
Novos títulos à venda na Edufal
 
Uma média de 20 livros já foram lançados nesses três dias da agenda de lançamentos da Editora Universitária, a maioria selecionado pelo Edital Fapeal/Cepal/Edufal, que contemplou 60 obras escritas por professores vinculados a Programas de Pós-graduação existentes em Alagoas, e de pesquisadores doutores, com o objetivo de incentivar a disseminação da produção científica no Estado. O diretor Osvaldo Maciel destaca o caráter inovador dessa iniciativa para o crescimento do mercado editorial técnico-científico alagoano e para a socialização do conhecimento produzido na academia.
 
Entre esses, destaca-se dois da área de saúde:
 
Novas Tecnologias da Relação Interpessoal nos cuidados de Enfermagem – O olhar, a compaixão, o amor, o carinho, a tolerância, o vínculo, o perdão, a confiança, de Maria Cícera dos Santos de Albuquerque e Mércia Ziviani Brêda (org.). Este livro aborda as novas tecnologias da relação interpessoal para o cuidado de enfermagem. Teve origem na disciplina Abordagens Teóricas, Tecnológicas e Inovadoras do Relacionamento Interpessoal que compõe o PPG em Enfermagem da Ufal. Tem o objetivo de contribuir com os enfermeiros e equipe de enfermagem no cotidiano de suas práticas perante os usuários dos serviços, seus familiares e a comunidade.
 
Saúde atrás das grades – reflexão sobre a assistência no sistema prisional feminino, de Annuza Ayla Pereira dos Santos, Karlayne Raynaux Vieira de oliveira, Jessica de Melo Albuquerque e Marianny Medeiros de Moraes (org.). Neste livro, estão reunidos os resultados do projeto de extensão “Estratégias para integralidade e equidade da assistência às mulheres em situação prisional, visando à promoção da saúde e prevenção de agravos, realizado por estudantes e professores da Esenfar/Ufal e pertencentes ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Enfermagem na Saúde Materno Infantil (Gepesmi/Ufal/CNPq).

 

 

Curso de Dança apresenta Enquanto eu respirar na Bienal

A performance é uma das 70 atrações artístico-culturais promovidas pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) nesta Bienal

Natália Oliveira – jornalista colaboradora

Pulsar, vida, corpo, amar, respirar, adoração. Essas foram algumas das palavras que permearam a apresentação do espetáculo de dança Enquanto eu respirar realizado em duas sessões na noite da última segunda-feira (2), dentro da programação da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Com canções instrumentais ao fundo, as estudantes do curso de Dança da Ufal Dandara Alice, Cássia Muniz e Aíllian Lourenço fizeram apresentações solo e trio, relacionadas à adoração a Deus. A performance é uma das 70 atrações artístico-culturais promovidas pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) nesta Bienal e fruto do projeto de extensão Núcleo de Estudos da Dança na Adoração.

Segundo Noemi Loureiro, professora de Licenciatura em Dança e coordenadora do projeto, a ideia de criar o núcleo é resultante de uma inquietação sobre a exclusão de danças devocionais dentro do panorama da área arte em Alagoas. “A gente vê dança contemporânea, moderna, balé, sapateado, jazz, dança afro, danças étnicas, mas não vê dança gospel. Independente da minha crença, penso na dança como algo que precisa ser abrangido em todas as instâncias”, pontuou.

Ainda de acordo com a professora, o projeto foi pensado para trabalhar com as danças gospel e católica nas igrejas de Maceió. Em novembro, as ações do projeto serão levadas para comunidades da capital alagoana. “Haverá aulas e oficinas para falar sobre essa dança que pode ser levada para locais de adoração. O objetivo é que as pessoas assistam ao espetáculo e queiram inserir a dança gospel/católica em suas igrejas”, explicou.

As atividades promovidas pela Ufal continuam até o próximo domingo (8) no Centro de Convenções. Para ver a programação, basta acessar o site da Bienal do Livro.

 

Seminário de educação discute autonomia universitária e democracia brasileira

Mesa foi composta por José Vieira da Cruz, vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor Muniz Gonçalves (UFRRJ) e professora Josefa Eliana Souza (UFS).

Histórico de lutas e movimentos estudantis e a situação atual das universidades foi tema de debate (Foto: Manuel Henrique)

Marina Couto da Costa – Estudante de Relações Públicas  

Nesta segunda-feira, na sala Jatiúca foi realizada a segunda mesa de seminário sobre educação. A mesa foi composta por José Vieira da Cruz, vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor Muniz Gonçalves (UFRRJ) e professora Josefa Eliana Souza (UFS).  

Foi apresentada uma breve exposição sobre o histórico de lutas e movimentos estudantis e a situação atual das universidades, comentando sobre a crise na democracia brasileira, as limitações e cortes na educação e na pesquisa e a legislação que fere a autonomia universitária.  

O professor Vieira comentou sobre o seu livro que será lançado na próxima quarta (4), Da autonomia a resistência democrática: movimento estudantil, ensino superior e a universidade em Sergipe, 1950-1985, que trata de um histórico sobre as universidades dos anos 60 e 70  e faz uma analogia com os acontecimentos mais recentes para responder a pergunta colocada pelo professor Vieira Cruz “Como que o princípio da autonomia universitária e os caminhos da democracia brasileira pode nos ajudar a entender os caminhos atuais?”. 

A professora Josefa Eliana, finalizou apresentando os relatos de estudantes da UFS (Universidade Federal de Sergipe),  sobre experiências universitárias e sobre a democracia, principalmente relacionada com  o movimento estudantil. 



Serviço Social realiza 7º Simpósio durante Bienal do Livro

Evento discutiu o tema Estado, Trabalho, Seguridade Social e Serviço Social no contexto do neoliberalismo

Valéria Correia, recebeu representantes de diversas entidades e associações, e comentou os principais temas acerca do evento e da conjuntura política do Brasil

Danielly Bezerra – estudante de Relações Públicas

Na tarde desta segunda-feira, a Editora Cortez promoveu em conjunto com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o encontro de pesquisadores reconhecidos no campo do Serviço Social. Com o tema Estado, Trabalho, Seguridade Social e Serviço Social no contexto do neoliberalismo, a ocasião aconteceu no Teatro Gustavo Leite e contou com a presença de estudantes e demais professores.

Abrindo o evento, a reitora da Ufal, Valéria Correia, recebeu representantes de diversas entidades e associações, e comentou os principais temas acerca do evento e da conjuntura política do Brasil. “Esta Bienal acontece em um momento especial, com a celebração dos 200 anos de emancipação política de Alagoas. O sentido desta edição está na diferença. Estamos abertos para receber a todos. Todos os grupos, movimentos e entidades são bem-vindos neste espaço”, disse a reitora.

O simpósio se seguiu com a primeira mesa coordenada pela pesquisadora Clarissa Maranhão recebendo os professores da Universidade de Brasília (UnB), Evilásio Salvador e Ivanete Boschetti. Em suas falas, os professores comentaram a agenda política e econômica do atual governo e o lugar que a assistência social tem ocupado enquanto profissão e campo de pesquisa.

No momento seguinte, houve a segunda mesa onde mais uma vez Clarissa Maranhão mediou a participação da pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Yolanda Guerra, que reiterou a motivação ao debate e a luta pelos direitos sociais defendidos pelo campo do Serviço Social, além de expressar apoio à reitora, Valéria Correia, e ao trabalho desenvolvido pela gestão da Ufal.

Para dar início ao evento, compuseram a mesa a reitora da Ufal, Valéria Correia, a representante da Faculdade de Serviço Social da Ufal (FSSO), Rosa Predes, a representante da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss), a docente da Ufal, Andrea Pacheco e representantes de demais entidades da área do Serviço Social.

 

Outubro Rosa Pet realiza avaliação em tumores mamários

Animais serão atendidos de graça numa ação do curso de Medicina Veterinária da Ufal

Ascom Ufal

O Grupo de Estudo em Pequenos Animais, um projeto de extensão do curso de Medicina Veterinária da Ufal, realizará a campanha Outubro Rosa Pet, no próximo sábado (7). A atividade será no Arapiraca Garden Shopping, das 10h às 17h. A iniciativa partiu da preocupação com os números de animais diagnosticados com tumores mamários.

De acordo com os organizadores, aproximadamente, 52% dos tumores em cadela, são mamários, sendo que cerca de 50% deles têm características de malignidade. “Em gatas é a terceira neoplasia com maior incidência na espécie, porém são agressivos e malígnos, em sua maioria. Diferentes fatores podem estar envolvidos como causa com o tumor de mama, como fatores genéticos, ambiental e hormonal”, explicam.

Na ação, os alunos de Medicina Veterinária, coordenados pela professora Márcia Notomi, realizará a avaliação clínica gratuita das mamas de cadelas e gatas para identificação de possíveis tumores mamários. A população também receberá informação sobre o tratamento e formas de prevenção.

“O tumor deve ser identificado quando pequeno para evitar procedimentos cirúrgicos extenso, dispersão da neoplasia (metástases) e a elevação na mortalidade. Por isso, levem a sua gata ou cadela na ação Outubro Rosa Pet para uma simples avaliação ou ver aquele caroço na mama que não desaparece. Vamos manter seu animal de companhia forte e feliz”, convidam os organizadores.

Seguem abertas as inscrições para seleção de professores de Francês e Espanhol

O prazo se estende até o próximo domingo (8); atuação será no programa Idiomas sem Fronteiras

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

Estão abertas até domingo (8) as inscrições para o processo seletivo de professores bolsistas de língua espanhola e francesa, que atuarão no programa Idioma sem Fronteira (IsF) do Núcleo de Línguas da Ufal (NucLi). Serão disponibilizados um total de três vagas para alunos dos referidos idiomas, que não possuam vínculos empregatícios.

Para concorrer, é preciso ter disponibilidade de 20 horas semanais, estar familiarizado com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) do Programa, não receber nenhuma bolsa governamental ou institucional e possuir comprovante de proficiência em uma das referidas línguas.

O processo seletivo será dividido entre análise documental, prova de produção textual escrita e avaliação didática. O resultado final será divulgado no dia 23 de outubro no mural da Faculdade de Letras (Fale). Os selecionados receberão uma bolsa no valor de R$ 1.500 durante 12 meses.

Para se inscrever o candidato deve preencher o formulário de inscrição disponível no edital e enviar exclusivamente por e-mail, juntamente com o comprovante de vínculo com a Universidade, cópia de documento com foto e se for o caso, diploma de conclusão de curso. 

Curso de Iniciação à Astronomia inicia nova turma neste sábado (7)

Aulas duram seis semanas, sempre aos sábados

Divulgação

Jacqueline Freire – jornalista colaboradora

Em sua 42ª edição, o Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (CEAAL) com apoio da Usina Ciência da Ufal, realizam a partir do próximo sábado, 7 de outubro, o curso de Iniciação à Astronomia. O curso tem duração de seis semanas e é direcionado ao público interessado em aprender sobre História da Astronomia, esferas e movimentos celestes, Sistema Solar, estrelas, constelações, galáxias, cosmologia, instrumentos astronômicos e astronáutica.

O curso é de caráter introdutório aos conceitos da ciência astronômica, com dez aulas teóricas que acontecem sempre aos sábados até o dia 11 de novembro, das 15h às 19h30. Não há restrições por faixas etárias ou pré-requisitos de níveis de escolaridade. Haverá também aulas práticas de observação, à vista desarmada e com telescópios.

Para inscrição, é necessário preencher a ficha no site e efetuar o pagamento de uma taxa no valor de R$ 50,00. Até o dia 1º de outubro será permitido o pagamento por boleto bancário ou cartão de crédito. Após essa data, apenas por cartão de crédito.

Mais informações no link.

 

 

Grupo de Percussão da Ufal lota teatro e é aplaudido de pé

Espetáculo fez parte da programação da Bienal do Livro de Alagoas

Professor Augusto Gonzales coordena o Grupo de Percussão da Ufal (Foto - Cairo Martins)

Diana Monteiro – jornalista

Ao som dos instrumentos sinfônicos e populares marimba, sinos simulados, tímpanos, atabaque, tonton, carrilhões, conga, fibrafone e xylofone executando músicas eruditas e populares, o Grupo de Percussão da Ufal (Percufal) foi aplaudido de pé no Teatro Gustavo Leite, durante apresentação na manhã desta quinta-feira (5), lotado de alunos de escolas públicas de Alagoas.

“Alagoas tem uma vocação percursiva, a base é boa e apenas se lapida”, frisou o coordenador do Percufal, Augusto Gonzalez, professor do curso de Música da Escola Técnica de Artes (ETA), da Universidade Federal de Alagoas.

O Percufal é um projeto de extensão da ETA e integra o Programa de Ação do Núcleo de Percussão da instituição, criado em 2016. É formado por seis alunos (da ETA, graduação em Música), além de convidados e é dotado de repertório variado. “Pela primeira vez participamos da Bienal do Livro e foi emocionante a receptividade”, acrescentou Augusto.

O curso técnico funciona no Espaço Cultural, tem dois anos de duração, transcorre de segunda a sábado, à tarde e abre inscrição uma vez por ano, acompanhando o semestre letivo da Ufal. As próximas inscrições serão em julho de 2018.

Encontro de Coros 2017 marca presença do Corufal na Bienal

Ação chamada de Coro in Foco pretende reunir coros e abrir um espaço mensal de encontros como o Quinta Sinfônica

Encontro de Coros 2017 marca presença do Corufal na Bienal

Letícia Lima  e Marina Costa – estudantes de Jornalismo

Criar uma agenda fixa de ensaios e apresentações de canto coral em Alagoas motivou a organização do Encontro de Coros 2017, que teve início na última terça-feira (3) na 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Essa é uma ação dentro do projeto do Coro da Universidade Federal de Alagoas (Corufal), chamada de Coro in Foco, que pretende reunir coros e abrir um espaço mensal de encontros, como acontece com o projeto Quinta Sinfônica.

“A intenção é divulgar o canto coral na cidade, criando o espaço para trocar ideias e atrair mais público para esse segmento da música”, afirma a organização, representada por Vanilson Coelho.

Já se apresentaram no Teatro Gustavo Leite seis coros, sendo quatro deles projetos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Participam o Coro Cefa, do Centro Educacional Francisco de Assis, regido por Manoel Júnior; o Maria Augusta Monteiro, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), regido por Victor Moura; o Embrancanto, sob a regência de Patrícia Albuquerque; e os coros Rugas de Ouro e Corufal, regidos por Gustavo Campos e Maria das Vitórias.

As apresentações contemplaram a cultura alagoana. Canções de Gonzaga e Toquinho foram destaque, além de um grupo da terceira idade, o coro da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati), que cantou músicas religiosas e sobre as terras alagoanas.

Parcerias público-privadas são debatidas em Seminário de Educação

Debate foi conduzido por professoras da Universidade Federal de Alagoas durante a Bienal do Livro

Debate foi conduzido por professoras da Universidade Federal de Alagoas durante a Bienal do Livro (Foto - Renner Boldrino)

Diana Monteiro - jornalista

O cenário da educação em Alagoas foi debatido durante a programação do maior evento literário do Estado, a 8ª Bienal Internacional do Livro, que transcorre até o próximo domingo (8), no Centro de Convenções, de 10h às 22h. Nesse contexto, o foco da discussão centralizou-se nas parcerias público-privadas em funcionamento na área.

O debate foi conduzido pelas pesquisadoras da Universidade Federal de Alagoas Geórgia Sobreira Cea, Kátia Melo, Jaqueline Batista e Edna do Prado, tendo como mediadora a estudante do curso de Pedagogia Jadielma Gonçalves.

A mesa-redonda integra a programação do Seminário Internacional de Educação, promovido pela Pró-reitoria de Graduação (Prograd) e Centro de Educação da Ufal (Cedu) e no contexto do tema geral, foram apresentados estudos sobre Marcos das Parcerias público-privadas no Brasil e Parceria público-privados em Educação: Por que estudá-las?.

Parcerias envolvendo a Secretaria de Estado da Educação (SEE) da Educação, assim como a compreensão teórica das parcerias apresentado aos participantes também foram levadas ao conhecimento dos participantes.

Alagoas, segundo as pesquisadoras, pelo descaso à área, é alvo frequente das parcerias, mas para as melhorias educacionais há necessidade de um modelo de gestão e não insistir na ideia de parcerias como salvação. Mesmo o Estado tendo superado as metas estimadas para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), constatou-se que a média de aprendizado é baixa.

Círculo de debate traz diálogos sobre a importância dos Projetos de Extensão da Ufal

Atividade prossegue até esta sexta-feira na Bienal do Livro de Alagoas

Círculo de debate traz diálogos sobre a importância dos Projetos de Extensão da Ufal (Foto - Thiago Prado)

Erika Messias - estudante de Jornalismo

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) apresentou na última quarta-feira (4), durante a 8ª Bienal do Livro, os valores primordiais dos projetos de extensão elaborados pelos campi de todo Estado. Em uma pequena apresentação com o tema Ciclo de Debates Programas de Extensão promove conquistas e a valorização dos profissionais que trabalham com pesquisas de extensão pela instituição.

O evento, organizado pela Pró-reitoria de Extensão (Proex), tem como foco geral apresentar alguns projetos voltados para comunidades carentes de Maceió e segue com outros trabalhos em comunidades do Sertão e Agreste do Estado Alagoano. As apresentações acontecem em forma de círculo, onde cada representante de seus projetos mostra como a extensão atua socialmente.

Durante as apresentações, a mediadora utilizou uma cronometragem no tempo de apresentações, que vão de assuntos como, saúde, educação, moradia, segurança e cultura. A partir daí o ciclo organiza entre seus representantes os planejamentos e objetivos de cada projeto e o que eles levam para as comunidades. Essa avaliação de projetos é voltada para acontecer uma troca de informações entre cada professor representante.

A mediadora Jusciney Carvalho, acredita que o evento ajuda na troca de informações e na valorização dos projetos. “A importância nesse momento é sobretudo fomentar a troca e a partir dos aprendizados repensar as práticas que podem ser continuadas em novos anos letivos. E esse movimento na bienal permite que essa valorização de fato seja visualizada e a extensão passa a ter uma visibilidade melhor não apenas em Maceió, o que permite que a extensão tenha um novo lugar", explica.

Além dessa troca de aprendizado entre os professores, é possível notar que os projetos de extensão valorizam também a participação do aluno, pois é junto a esses eventos que os estudantes podem ter o primeiro contato com sua futura área de trabalho. “A extensão é o momento que a gente tem de ter contato com o campo e o que realmente a gente vai ver quando sair da academia. Acho que tem uma importância fundamental para formar um estudante, para quando se chegar no campo saber com o que vai se deparar”, conta.

As apresentações continuam acontecendo na sala Ponta Verde até a sexta-feira (6) com apresentações de mais de 10 projetos. O evento se inicia toda tarde a partir 14h às 18h com professores e alunos.

Vice-reitor lança livro sobre História do Brasil numa perspectiva crítica

Obra é fruto de pesquisas do professor, desde a graduação, até o encerramento do doutorado

Vice-reitor lança livro sobre História do Brasil numa perspectiva crítica (Foto - Taciane Teixeira)

Márcio Cavalcante - jornalista colaborador

Foi difícil encontrar um lugar no estande da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) na noite da última quarta-feira (4) diante do grande número de leitores que lotaram a noite de lançamento de 12 novos títulos da editora, durante a programação da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Dentre as obras estava a do vice-reitor da Ufal, José Vieira da Cruz.

Para José Vieira, a Bienal é um momento que revela a Ufal como cumpridora do papel de maior agente cultural do Estado de Alagoas, difundindo a cultura através da literatura e da produção de ciência. “Além dos inúmeros livros lançados, são mais de 70 eventos culturais e acadêmicos que estão acontecendo simultaneamente ao longo destes 10 dias da 8ª Bienal”, frisou.

“Este não é um momento exclusivo da Universidade, mas da sociedade alagoana, quando Alagoas passa a ser vista como um lugar no mundo em que o livro liberta e revela outros caminhos, mostrando que o conhecimento é uma forma de emancipação das pessoas”, disse o vice-reitor, que emendou agradecimentos pelo trabalho da Edufal.

A produção científica local tem valor universal

Sobre seu livro, Vieira observa que ele é fruto de suas pesquisas ao longo de sua vida acadêmica, desde a graduação, passando pelo mestrado e encerrando o doutorado. “Não é um trabalho sobre o movimento estudantil, muito menos um trabalho sobre história regional. Em todo o tempo, importamos leituras da Europa ou do sudeste brasileiro, dentro de uma perspectiva que estas produções são universais, e o que fazemos no local e regional. Isso mostra como nós somos colonizados”, assevera.

“É um texto sobre a História do Brasil, a partir da História de Sergipe, e é tão universal quanto fosse sobre o Rio de Janeiro, Brasília ou qualquer lugar. E nele eu não tento agradar as correntes políticas do meu tempo, eu tento fazer um trabalho que atravesse os tempos por sua solidez e sustentação pela pesquisa”, conclui.

Lançamentos da Edufal são resistência aos cortes em pesquisa

A reitora Valéria Correia destacou a importância dos livros que foram contemplados por edital público, com objetivo de fomentar a produção de conhecimento científico no ambiente acadêmico. A noite seguiu com sessão de autógrafos dos autores pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, como História, Sociologia, Serviço Social, Enfermagem, Políticas Culturais, Educação e Saúde.

Correia ressaltou a satisfação em a Universidade protagonizar esta política de produção de literatura científica, num momento em que a universidade brasileira é vitimada por cortes no orçamento, restando que todo o trabalho realizado se constitui uma resistência à crise.

“Este é o momento auge da Bienal, quando a produção acadêmica dos nossos professores, em cooperação com os estudantes, é publicizada e colocada à disposição da sociedade alagoana, brasileira. Desde o edital lançado em janeiro de 2017, são 50 livros selecionados para publicação com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal)”, externou.

Apostas na investigação científica e em publicações acadêmicas

Na contramão dos cortes de orçamento em educação e ciência que ocorrem por todo o país, Valeria Correia destacou que a Fapeal tem investindo em pesquisa para impactar a sociedade através da produção de conhecimento. “E este grande feito se concretiza com o trabalho da Editora da Universidade, a Edufal, cuja equipe de mais de 100 técnicos e mais de 200 estudantes da Ufal, trabalham arduamente para realização desse lindo evento”, parabenizou.

Em agradecimentos ao vice-reitor José Vieira da Cruz, pelo companheirismo na gestão da Universidade, a reitora anunciou o lançamento do título Da autonomia à resistência democrática: movimento estudantil, ensino superior e a sociedade em Sergipe (1950-1985), de Vieira.

“Neste livro, Vieira trata de um período da Universidade, contribuindo com a História, através do lançamento de sua grande produção acadêmica, sua pesquisa de doutorado, o que faz desta noite um momento ainda mais especial, porque temos o professor Vieira lançando este documento que contribui com a ampliação do debate sobre a Universidade no Brasil”, destacou Valéria.

A diversidade de saberes

A noite de lançamentos de novos títulos da Edufal foi protagonizada por outros 11 autores de diversas áreas do conhecimento, desde as Humanidades, passando pelas Ciências da Saúde e, inclusive, abrangendo o campo da Cultura. E foram eles: “As repúblicas em Alagoas”, organizado por Michelle Reis de Macedo; “Nas travessias do tempo”, de Marcelo Goes; “O sentido do trabalho intelectual no discurso da enfermagem”, de Silva e Bezerra; “A gravidez pós-estupro”, de Regina Alves; “Serviço social, universidade e realidade”, organização de Lusa e Medeiros; “Pluralidades Cênicas”, organizado por Ferraz e Cabral; “África & Brasil”, de Melo Silva e Carvalho (organizadores); “História da escravidão em Alagoas”, organizado por Marques, Melo Silva e Teixeira; “Saúde mental e sociedade”, de Trindade (organizadora); “Gestão da educação”, de Costa; e “Os trabalhadores da cultura no Brasil”, uma organização de Elder Maia.

Orquestra Pedagógica da Ufal se apresenta na Bienal do Livro de Alagoas

Quem visitou o Teatro Gustavo Leite conferiu música de qualidade na tarde da última quarta-feira

Orquestra Pedagógica da Ufal se apresenta na Bienal do Livro de Alagoas (Foto - Deriky Pereira)

Deriky Pereira - jornalista

Na tarde da última quarta-feira (4), a Orquestra Pedagógica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se apresentou para os visitantes da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Quem estava no Teatro Gustavo Leite teve a oportunidade de conferir música boa e totalmente gratuita.

Surgida em 2015 como Orquestra da Escola Técnica de Artes (ETA), passou a adotar o nome de Orquestra Pedagógica pouco tempo depois. Segundo a professora Miran Abs, a iniciativa é para que os alunos dos cursos técnicos de graduação e extensão – que não participam dos grupos artísticos da Ufal – possam trabalhar num ambiente de aprendizagem coletiva.

“A função primordial é trabalhar com esse alunado que ainda não tem nível técnico para participar dos grupos artísticos da Ufal, como a Orquestra Sinfônica Universitária (OSU) e servir como um canal de acesso. Por isso é trabalhada de forma progressiva a aprendizagem técnica e com repertório variado”, explicou.

E na apresentação desta quarta, foi exatamente isso que o público acompanhou. “Música erudita, como Mozart e Bach, por exemplo, mas também tivemos obras como Luiz Gonzaga, Alceu Valença. Trabalhamos com um repertório mais popular e regional, como também do erudito.

Durante a apresentação, que durou cerca de uma hora, algumas pessoas da plateia foram convidadas a ajudar os músicos, o que reforça o caráter pedagógico da Orquestra. A pró-reitora de Extensão da Ufal, Joelma Albuquerque, acompanhou a apresentação e aprovou.

“Fiquei observando, as pessoas subindo ao palco, passando no meio da Orquestra e ficando na frente de um teatro de plateia com 500 a 600 pessoas e aí elas puderam ver de perto os instrumentos, estarem ali, vivenciar de perto. Isso mexe com a subjetividade da pessoa, ela vê que é possível, não é algo do outro mundo. ‘Se esses que tão tocando aprenderam, eu também posso?’, ela pode se questionar”, comentou.

A professora Miran Abs reforçou que o apoio da Coordenação de Assuntos Culturais (CAC) e da Pró-reitoria de Extensão (Proex) foi importante para chegarem até aqui. Para Joelma Albuquerque, enquanto pró-reitora, passa a ter uma concepção clara do que é a Universidade e do que ela significa socialmente.

“Essa produção, esse conhecimento, ele é negado às pessoas e aí [tem] um espetáculo como esse, numa Bienal, de forma gratuita, para que as pessoas assistam, sem limite de idade, que elas possam acessar esse conhecimento, além de sentir e aprender também. Porque o concerto não foi unilateral, ele teve participação, o que aproxima as pessoas de algo que parece alheio a elas, que é a música erudita. A música é tão necessária para nossa sobrevivência quanto qualquer outra coisa. A gente hoje precisa, para nos tornar humanos, de emoções elaboradas e humanizadas, de acessar cultura, música, teatro e todas as manifestações culturais em todos os âmbitos. Eu acho que é uma experiência excepcional”, finalizou a pró-reitora de Extensão.

Exposição fotográfica inaugura atividades do Outubro Rosa no HU

Objetivo é trabalhar autoimagem de mulheres que passaram pela mastectomia

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

O Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) promove na próxima terça-feira (10) a exposição fotográfica do projeto Meu Corpo, Minha História. O projeto, idealizado pela Psicologia, tem o objetivo de trabalhar a autoimagem de mulheres que passaram pelo processo da mastectomia e/ou reconstrução por conta do câncer de mama.

A atividade faz parte das comemorações do Outubro Rosa e contará com a presença dessas mulheres para compartilhar histórias com outros pacientes.

O Cacon é uma unidade dotada de recursos humanos e equipamentos necessários para garantir desde o diagnóstico, reabilitação, cuidados paliativos, até o suporte psicológico, a nutrição, farmácia e serviço social para os pacientes. As ações dessas unidades também englobam a prevenção, informação, pesquisa e educação na área de oncologia e contribuem para ressignificar o espaço de tratamento.

Ufal sedia 1ª Jornada de Hematologia e Hemoterapia em outubro

Objetivo é facilitar a interação entre profissionais da área em Alagoas

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

Nos dias 9, 10 e 11 de outubro será realizada na Ufal a 1ª Jornada de Hematologia e Hemoterapia de Alagoas. O evento é fruto da iniciativa de professores da Ufal e da Uncisal com o objetivo de facilitar a integração entre os profissionais da área aqui no estado. Além dos profissionais, podem participar da Jornada graduandos, pós-graduandos e residentes interessados pela temática.

“Nunca houve no Nordeste um evento completo, abrangendo todas as áreas da Hematologia e Hemoterapia. Esse ano resolvi tirar o projeto do papel e com ajuda do professor Luiz Arthur Leite, da Uncisal, realizaremos o evento que já era tão esperado pela comunidade acadêmica e profissional”, afirmou o coordenador do evento, professor Carlos Arthur Almeida, da Escola de Enfermagem e Farmácia (Esenfar).

A palestra de abertura contará um pouco da história da Hematologia em Alagoas e também prestará homenagem aos profissionais pioneiros na área. Além disso, mesas-redondas, minicursos, conferências e apresentação de trabalhos, com premiação dos três melhores, são parte da programação da Jornada. As inscrições podem ser feitas através do email: jornadahematoufal@outlook.com.

O evento é promovido pelo Laboratório de Diagnósticos Complexos e Terapia Celular (Laditec), com apoio da Ufal e vários outras entidades colaboradoras.

Édipo Rei: tragédia grega conquista o público na 8ª Bienal de Alagoas

Espetáculo foi reproduzido por jovens atores e levou o público a aplaudir de pé durante a 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas

Espetáculo reproduzido por jovens atores levou o público a aplaudir de pé ao fim da apresentação. Fotos: Cairo Martins e Manuel Henrique

Graziela França- estudante de Jornalismo

Teatro lotado, público atento e empolgado com a apresentação de uma das tragédias gregas mais conhecidas: Édipo Rei.  O espetáculo reproduzido por jovens atores levou o público a aplaudir de pé ao fim da apresentação da obra do dramaturgo Sófocles, trazido pelo diretor Cleyton Alves, durante a 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, na noite desta sexta-feira (6), no Teatro Gustavo Guilherme Leite.

Com duração de uma hora e meia, a peça teatral retratou de maneira fiel a história do Rei Édipo, mito grego, que descobriu uma maldição que o envolvia e resultava em diversas tragédias na cidade que governava. A trama envolveu o público e arrancou reações positivas durante todo o espetáculo que é um Projeto de Extensão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O elenco é composto por 18 pessoas, alunos ou ex-alunos da Escola Municipal Julieta Ramos Pereira, localizada na cidade de Paripueira. Além dos atores, a apresentação contou com a participação da Camerata da Ufal, com 14 integrantes e a regência do maestro Luiz Martins.

O espetáculo surgiu a partir do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext) e do Trabaho de Conclusão de Curso (TCC) do estudante de Teatro licenciatura, Cleyton Alves, também diretor da peça, com o objetivo de levar o que seria o primeiro contato com o teatro para muitos desses estudantes.

“Esse projeto é um desejo meio ambicioso, porque essa mesma escola que eu levei o projeto foi onde eu terminei o colegial. Então, eu queria poder passar pra essa nova geração a mesma coisa que eu passei, já que eu comecei o teatro dentro da escola pública e foi isso que deu um rumo à minha vida”, destacou o diretor e ator de teatro e cinema, Cleyton Alves.

Mesmo a tragédia grega não sendo um tipo de espetáculo muito presente no cotidiano alagoano, a reação das pessoas é positiva tem lotado todos os lugares em que a peça é apresentada. “A recepção do público tem sido curiosa e ao mesmo tempo me surpreende bastante, porque a ideia de levar esse espetáculo começou como a realização, tanto de um projeto, como pessoal, mas eles vem abraçando e comparecendo aos espetáculos e sempre fomentando mais plateia”, disse o diretor do espetáculo.

Um show a parte foi feito pela Camerata da Ufal que fez toda a trilha sonora ao vivo, junto com os atores, acrescentando ainda mais emoção à peça. A orquestra se apresentou em um fosso, no palco do teatro. De todas as músicas tocadas durante o espetáculo apenas uma não foi composta por membros da Camerata.

 

Museu Théo Brandão traz parte de seu acervo para Bienal

Espaço também traz uma maquete de vidro que reproduz a estrutura do Museu, doada pelo artista Nivaldo Torres em janeiro de 2012

Público também conferir elementos típicos do folclore alagoano como o Bumba Meu Boi (Foto: Renner Boldrino)

Gabriela Rodrigues – jornalista colaboradora

O Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, sediado no palacete da Avenida da Paz, no Centro do Maceió, traz para a Bienal uma amostra de seu acervo de livros e objetos, disponíveis para o público no estande do Museu. O espaço também traz uma maquete de vidro que reproduz a estrutura do Museu, doada pelo artista Nivaldo Torres em janeiro de 2012.

O público pode adquirir no estande as obras Folguedos Natalinos (3ª edição da autoria de Théo Brandão) e Contos do Coco de Alagoas (de Aloísio Vilela). Outros títulos na área de antropologia e folclore também estão disponíveis para pesquisa e consulta. No estande, o público também conferir elementos típicos do folclore alagoano como o Bumba Meu Boi e o chapéu de Guerreiro, além de contribuir com o Projeto Ciranda, idealizado pelo Núcleo de Ação Educativa e Pesquisa do Museu, com o objetivo de arrecadar brinquedos novos e seminovos em bom estado de conservação para serem doados a instituições que desenvolvem projetos com crianças carentes em Maceió.

O Arcevo

No acervo do Museu Théo Brandão, o visitante encontra obras em madeira e cerâmica, indumentária de folguedos, estandartes e bonecos de carnaval, brinquedos populares, objetos de fibra vegetal, peças de culto afro-brasileiro, o ex-votos e outras produções de artistas populares. Além das salas de exposição permanente, o Museu possui espaço para exposições temporárias, uma loja, um auditório e uma biblioteca especializada em antropologia, folclore e cultura popular.

 

Música erudita na Bienal: teatro lotado e orquestra ovacionada

Repertório foi um passeio pela música de várias épocas, partindo do Romantismo até a música nordestina

Entre uma peça e outra, Débora Borges resgatou sua função de professora de música e transformou o Teatro Gustavo Leite numa grande sala de aula em que cada espectador se tornou seu aluno (Fotos: Thiago Prado)

Marcio Cavalcante – jornalista

Apresentando uma nova fase sob a condução da maestrina Débora Borges, na noite desta quinta-feira (5), a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Alagoas (Osufal) lotou o Teatro Gustavo Leite, nas dependências do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, com o projeto Quintas Sinfônicas, incluso na programação da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. A noite contou com a participação da reitora Valéria Correia e do vice-reitor José Vieira, além de uma plateia diversa. Para muitas pessoas, aquela foi a primeira oportunidade de suas vidas de ver uma orquestra tocar e de ouvir um concerto sinfônico. O repertório foi um passeio pela música de várias épocas, partindo do Romantismo até a música regional, caracterizada pela marcante harmonia nordestina.

A reitora falou sobre a satisfação em apresentar o Quinta Sinfônica da Osufal como parte da programação da 8ª Bienal e destacou o trabalho realizado por Débora Borges. “Além de conduzir a Orquestra Sinfônica da Ufal, a nossa maestrina tem a responsabilidade de preparar também a Orquestra Pedagógica da Universidade. E, como vimos nesta noite, Débora mesclou os conceitos das duas orquestras, porque tínhamos um público que pela primeira vez ouvia e assistia a uma orquestra, o que resultou numa escolha muito feliz”, congratulou.

Já a maestrina, falou da felicidade em participar da programação da Bienal. “Poder trazer a Orquestra Sinfônica da Universidade para um espaço rico como este é muito gratificante porque estamos lidando com um público muito diverso, de idades muito variadas, de lugares muito diferentes daqui de Maceió”, ressaltou. “É gratificante trabalhar a educação desta plateia, no sentido de fazê-la entender o funcionamento de uma orquestra e de como o repertório acontece, para que esta plateia não fique com a ideia de que música erudita é chata. Chato é não entender o que se ouve num concerto. Porém, nós, enquanto universidade, temos a missão de levar esse conhecimento para o público”, defendeu Débora Borges.

A mestrina destacou a nova fase de reestruturação da Osufal e de como tem sido importante o apoio da Pró-reitoria de Extensão e da Gestão da Ufal, na manutenção deste equipamento de cultura da Universidade, que é a orquestra. “Para ter uma ideia, em abril último, tínhamos 13 músicos no palco num concerto realizado no Teatro Deodoro, e hoje temos 40!”, disse entre risos de felicidade. “Então, é muito bom receber esse carinho e esse cuidado porque, se não fosse esse apoio, realmente não saberíamos os rumos que teria tomado a Osufal. E, para mim, enquanto professora do curso de graduação, poder trabalhar com esses jovens é mais que gratificante, além de atuar neste processo de reestruturação da Osufal”, gratificou-se.

Musicalidade atraente: a mistura de música sinfônica com a sonoridade da cultura local

O concerto teve uma abertura acertadamente convidativa, sob a condução do maestro Rivaldo Souza, que apresentou uma série de arranjos de sua autoria. AbriçãoMarcha de Rua e Entrada de Guerra cujas melodias têm por base o cancioneiro popular nordestino, passando pelas cantigas populares e melodias folclóricas, evocaram a identidade nordestina da plateia.

Em arranjos de uma sonoridade tão delicada e clara como uma peça de renda fiada por uma bordadeira de bilros no sertão alagoano, os arranjos do maestro Rivaldo Souza recorreram à tradição nordestina dos folguedos, a exemplo do pastoril, figurado por um pequeno corpo de baile, que com ares pueris de uma infância brejeira representou com cores e danças as melodias que povoam o imaginário de qualquer alagoano. No arranjo, os violinos duelaram as melodias com os metais da orquestra sob a cadência dos contrabaixos e da percussão, fazendo lembrar o canto responsivo dos trabalhadores da cana-de açúcar que ainda hoje travam batalhas contra canaviais densos e perversos Nordeste adentro.

O repertório da noite: uma viagem por tempos e lugares, sensações e visitas ao imaginário

Ao optar por uma apresentação em formato de concerto didático, isto é, uma apresentação em que se mostra detalhadamente como funciona uma orquestra, os setores em que se divide, as características físicas e sonoras de cada instrumento, e sobretudo o contexto em que foram compostas as peças musicais escolhidas para a apresentação, Débora Borges, promoveu um passeio pela história da música, fazendo o público perceber que cada época teve um significado importante e de uma peça musical composta há centenas de anos pode emocionar pessoas o século 21 da mesma forma que comoviam aqueles que tiveram o privilégio de conviver com seus compositores nos idos de 1800.

Assumindo a batuta na segunda parte do concerto, a maestrina Débora Borges, apresentou a abertura do concerto The Hebrides, Opus 26, composto pelo alemão Felix Mendelssohn, em 1830. E em seguida os três primeiros movimentos da suíte Peer Gynt, Opus 46, composta em 1867 pelo norueguês Edvard Grieg. Ambas as peças são representantes inegáveis do Romantismo na história da música, uma época em que os compositores colocavam em suas obras todo o sentimento humano reprimido ao longo de séculos em que não apenas a música, mas toda a arte foi produzida exclusivamente para finalidades sacras, como no período Barroco, por exemplo.

Concerto didático: explicando a composição de uma orquestra, um convite à diversão

Entre uma peça e outra, Débora Borges resgatou sua função de professora de música e transformou o Teatro Gustavo Leite numa grande sala de aula em que cada espectador se tornou seu aluno. Então, passou a explicar sobre notas musicais, instrumentos e seus porquês, sonoridades e compositores de cada época, além das curiosidades que envolvem as composições do repertório escolhido.

E para vivenciar no próprio corpo a experiência sensorial da música ao conduzir uma orquestra, a maestrina convidou voluntários entre a plateia para assumir a regência. Na falta de um, Débora Borges, recrutou a própria reitora Valéria Correia, que prontamente ocupou o palco e, como boa aluna, seguiu os passos da sua nova mestra.

Ao final do concerto, a reitora, que é doutora em Serviço Social, comentou o experimento de, em segundos, se tornar maestrina. “Foi uma experiência maravilhosa!”, sorriu. “Essa didática da maestrina Débora me fez sentir uma aprendiz de regente, ainda sem a coordenação motora necessária, mas foi uma experiência ímpar na minha vida. É como voltar a ser criança e ter de aprender os movimentos mais elementares”, concluiu entre risos.

Substituindo a reitora, surge altiva da plateia Ana Olívia, voluntariamente e do alto dos seus seis longos anos de idade. A pequena, que já é aluna do Laboratório de Violino do curso de Música da Ufal, arrancou sorrisos e aplausos da plateia ao conduzir a Osufal (muito bem, obrigado!) sobre uma cadeira emprestada por um dos músicos.

A noite de concerto provou que música erudita é também diversão, e terminou assim: em clima de descontração e alegria, alargando sorrisos entre reitores e arrancando suspiros em quem mal tem altura para segurar uma batuta, mas já carrega no coração pequenino o sonho de encher o mundo com o bem restaurador e curativo da santa e divina Música.

 

Orquestra de Violões da Ufal: brasilidade define o tom do concerto na 8ª Bienal

Orquestra, comandada pelo maestro Reginaldo Orico, apresentou um repertório contemporâneo e variado, passeando por musicalidades brasileiras, americanas e espanholas, em clima de descontração e naturalidade

A Orquestra de Violões da Ufal é um dos organismos musicais do curso de Música da Universidade (Fotos: Thiago Prado)

Marcio Cavalcante – jornalista colaborador

Seis violões bastaram para mostrar um Brasil tão rico de sonoridades, certamente ímpares, e oferecer uma experiência musical tão aconchegante para aqueles que foram assistir à Orquestra de Violões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), nesta sexta-feira (6). A plateia lotada era de ouvintes empolgados a cada arpejo. A orquestra, comandada pelo maestro Reginaldo Orico, apresentou um repertório contemporâneo e variado, passeando por musicalidades brasileiras, americanas e espanholas, em clima de descontração e naturalidade. O público não poderia reagir de outra forma: aplaudiu de pé.

A Orquestra de Violões da Ufal é um dos organismos musicais do curso de Música da Universidade que tem a proposta de estudar e difundir repertório composto e arranjado para este instrumento que atravessa séculos da cultura árabe e posteriormente das tradições portuguesa e espanhola.

Porém, o violão cruzou o Atlântico nas caravelas portuguesas e chegou ao Brasil ainda no período colonial e, ao longo dos séculos, ajudou a formar a identidade musical do nosso povo, através de ritmos que se firmaram a partir dos anos 1900, inaugurando a época dos sentimentos nacionalistas na Música Contemporânea popular e também de concerto.

Sonoridades brasileiras do início do século 20

Iniciando com o que há de mais clássico no repertório tupiniquim, o maestro Orico e seus cinco músicos espalharam a musicalidade agreste que passou a ser produzida no Brasil, a partir dos anos 1930, com a volta de Villa-Lobos à terra natal, após anos de estudos na França. Destas musicalidades, modernistas e repletas de sonoridades e simbologias da cultura popular, a plateia ouviu peças como Bachianinhas, de Paulinho Nogueira, e O trenzinho do caipira, a mais célebre das composições de Villa-Lobos, consagrado como expoente da música de concerto brasileira.

A execução dos instrumentos foi de um encantamento tal que ficou difícil para a plateia não se emocionar. Sincronia e cumplicidade eram tais como num balé sutil entre os músicos da Orquestra de Violões: eles pareciam materializar a música em cenas. O acompanhamento cadenciado dos instrumentos responsáveis pela base harmônica fazia imaginar o maquinário de uma locomotiva a deslizar sobre trilhos.

Simultaneamente, a melodia desenhada por outros dois violonistas figurava cenas que passavam através das janelas do trenzinho de Villa-Lobos: eram paisagens bucólicas, pintadas por uma musicalidade única no mundo e reconhecidamente tão brasileira. Aquela peça fez o tempo parar na sala de concerto, onde ao longe e aos poucos, desaparecia um trenzinho, apitando e sumindo, se perdendo nos horizontes da imaginação.

Lembrando a era de ouro do rádio

O Brasil de muitas faces continuou a ser exibido, como num filme antigo em tons de sépia, através do repertório que remeteu à era de ouro do rádio, que nos anos 1930 e 1940 foi responsável por difundir por todo o território nacional a musicalidade do gênero Canção.

Desta época, o concerto resgatou Lamentos, de Pixinguinha, Brasileirinho, de Waldir Azevedo, e Odeon, de Ernesto Nazareth, num violão chorado e plangente cujos arranjos bem elaborados prendiam a atenção não apenas pelos ouvidos, mas, sobretudo, pelos olhos, dado o virtuosismo do maestro Orico e seus músicos solistas, cujos dedilhados driblavam os compassos em melodias céleres, em solos agudos que variavam do allegro ao presto, sobrepostos aos registros harmônicos mais graves dos demais instrumentistas.

Na era de ouro do rádio, a música americana começou a ganhar espaço pelo mundo com grande contribuição, também, das produções cinematográficas. Deste período, a Orquestra de Violões da Ufal relembrou composições de jazz que marcaram época: A pantera cor-de-rosa (Mancini) e Take Five (Desmond), onde os músicos recorreram a improvisações que resultaram em muitos aplausos.

Música flamenca

Considerando que o violão é este instrumento versátil, que viajou no tempo desde que a cultura árabe tomou conta da Península Ibérica e influenciou a formação da cultura portuguesa e sobretudo a musicalidade espanhola, foi natural que o concerto encerrasse seu programa com uma coleção de músicas flamencas.

Dentre uma série de temas do cancioneiro espanhol, destacaram-se Passión (Gypsi Kings) e Entre dos aguas (Paco de Lucia), cujas batidas marcantes, com dedilhados sensuais e arpejos dramáticos, todos misturados aos fraseados melancólicos dos solos, apresentaram uma performance de musicalidade intensamente cigana, quando os músicos recorreram a palmas sutis, batidas suaves nos corpos dos violões, fazendo lembrar a sonoridade das castanholas ciganas, montando a percussão necessária e característica da música daquele povo.

Entre intensos aplausos a plateia, de pé, coroou a Orquestra de Violões da Ufal: “OLÉ!!”

 

Documentário inédito em Maceió marca inauguração do Cineclube Papa-Sururu

'Retratos de Identificação' será exibido no bloco de Comunicação Social, nesta terça (10)

Arte de divulgação. Imagem: reprodução da internet

Ascom Ufal

Será inaugurado nesta terça-feira, dia 10, o Cineclube Papa-Sururu no prédio do COS, onde funciona os cursos de Comunicação Social da Ufal. Para a sessão de abertura foi escolhido o documentário, inédito na cidade, Retratos de Identificação. O projeto cineclubista visa formar olhares e promover reflexões e diálogos em torno de filmes.

A exibição é gratuita e aberta a todos, com início às 17h na sala 16, de Recursos Audiovisuais (RAV). Em seguida haverá um debate conduzido pela coordenadora e curadora do cineclube, a professora Raquel do Monte.  A iniciativa envolve também os alunos de Jornalismo.

Retratos de Identificação é um documentário realizado pela professora de cinema Anita Leandro. A narrativa reconstrói a memória em torno da ditadura militar brasileira, tendo como fio condutor o depoimento/testemunho de dois ex-guerrilheiros que lutaram contra o regime ditatorial.

Serviço:

Sessão inaugural do Cineclube Papa-Sururu com a exibição do filme Retratos de Identificação

Quando: terça-feira, 10 de outubro, às 17h.

Onde: Sala 16 (RAV) do COS, Campus A. C. Simões Ufal

Entrada livre

Retratos de identificação (Doc., 2015, Anita Leandro, Brasil)

Duração do filme: 72 minutos.

Ufal promove curso de capacitação na área de construção civil

Atividade é parte de de um projeto do Ctec em parceria com associação de imobiliárias e construtoras

Curso foi ministrado pelo professor Carlos Torres Formoso, da UFRGS. Fotos: Roberto Tenório

Ascom Ufal

No último fim de semana foi realizado o Curso de Capacitação em Planejamento e Controle da Construção Civil com base na filosofia Lean Construction, ministrado pelo professor Carlos Torres Formoso (UFRGS).A atividade aconteceu no auditório da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi). 

A iniciativa faz parte de um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Laboratório de Estruturas e Materiais da Ufal (Lema) em parceria com a Ademi e construtoras locais.
O grupo de trabalho promove ações nas áreas de qualidade, produtividade e inovação a partir de indicadores de desempenho das edificações na indústria da construção civil do Estado.
O projeto é uma iniciativa do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Alagoas, por meio da professora Adriana de Oliveira Santos Weber com objetivo de aproximar a academia e o setor produtivo.

Ufal sedia evento sobre educação inclusiva

Encontros serão realizados de 16 a 18 de outubro, no auditório do LCCV, Campus A.C Simões.

Arte de divulgação

Jessyka Faustino - estudante de Jornalismo 

Com o tema A inclusão escolar no atual cenário de políticas públicas brasileiras, o  Encontro Alagoano de Educação Inclusiva e o 2° Encontro Nordestino de Inclusão na Educação Superior estão com as inscrições abertas para estudantes e profissionais através do site. Os encontros serão realizados de 1 a 18 de outubro no auditório do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV)

A programação conta com palestras e oficinas ministradas por professores e profissionais da área e apresentação de trabalhos que foram submetidos à comissão organizadora em formato de roda de conversa. 

Durante o evento acontecerá também a exposição O universo ao alcance das suas mãos, organizada pelo Núcleo de Acessibilidade da Ufal (NAC), além da apresentação do espetáculo Teatro Fórum, do grupo Teatro do Oprimido na saúde mental de Maceió 

Serão emitidos certificados de 20h para os participantes. 

Mais informações pelo site. 

Inscrições para a 70ª Reunião Anual da SBPC já estão abertas

O evento será realizado de 22 a 28 de julho de 2018, na Ufal, e terá como tema “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”

Evento foi divulgado durante a Bienal de Alagoas. Foto: Ascom Fapeal

Ascom SBPC e Fapeal

No ano em que comemora 70 anos, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizará sua 70ª Reunião Anual, de 22 a 28 de julho de 2018, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com o tema Ciência, Responsabilidade Social e Soberania. E as inscrições já estão abertas.

De acordo com o diretor-presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes, o início do processo de inscrição dos participantes com tanta antecedência demonstra a expectativa de um grande público, de várias partes do país e até do exterior.

"A 70ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC que será realizada em Alagoas em 2018, promete ser uma das maiores de sua existência. Além do ineditismo de sua vinda para Maceió, o ano será marcado pela eleição presidencial e a SBPC sempre foi palco de discussões acerca dos destinos do país e da necessidade de construção de um projeto de Nação", comenta o diretor-presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes.

O Evento

Programação Científica será composta por conferências, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e a sessão de pôsteres, que inclui a Jornada Nacional de Iniciação Científica. Também são realizadas outras atividades, como a SBPC InovaçãoSBPC Afro e IndígenaSBPC EducaçãoSBPC CulturalSBPC JovemExpoT&C, e o Dia da Família na Ciência.

Na semana que antecede o evento será realizada a SBPC Educação, no Campus Arapiraca. Serão realizadas conferências, mesas-redondas e oficinas, voltadas aos educadores do ensino básico e técnico da região.

Os interessados em submeter resumos terão até 28 e fevereiro de 2018 para fazer a inscrição e o pagamento da taxa, mas o evento também contará com um limite de 1,2 mil trabalhos que, se for atingido, poderá antecipar o encerramento do prazo.

A inscrição online sem o envio de resumo poderá ser feita até 12 de julho do ano que vem.

A taxa de inscrição tem variações de R$ 80 a R$ 400,  conforme a categoria do participante, sendo opcional o livro impresso da programação e a bolsa do evento (R$ 20) e a matrícula em um minicurso (R$ 15).

A participação no evento é livre e gratuita. A inscrição somente é necessária para quem quiser submeter trabalho, frequentar um minicurso ou ainda obter o certificado de participação geral e o material do evento.

Acesse mais informações e a ficha de inscrição neste link.

A Reunião Anual

A SBPC foi criada em 1948 e é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Atualmente possui mais de 130 sociedades científicas associadas, em todas as áreas do conhecimento, e cerca de cinco mil sócios ativos.

A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro, sempre em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes. Além de autoridades e gestores que são formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País.

As reuniões anuais da SBPC têm, concomitantemente, os objetivos de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população.

Oficina Regional debate formação profissional e pesquisa em Serviço Social

Evento é realizado em todo o país e reúne estudantes, professores e profissionais da área

Abertura do evento foi realizada no auditório da Reitoria. Fotos: Sombra Maceió

Letícia Sant’Ana- estagiária de Jornalismo

Nos dias 9 e 10 de outubro a Ufal sedia a Oficina Regional da Abepss Nordeste, evento que acontece em todas as regiões do país e é organizado pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss), responsável por dar as diretrizes da formação profissional e da pesquisa na área a nível nacional.

O objetivo é discutir a formação profissional tanto na graduação como na pós-graduação, debatendo não só com estudantes e professores, mas assistentes sociais, supervisores de campo e demais interessados. “O evento tem o nome de oficina porque além de discutir, nós trabalhamos currículo, ética, estágio, graduação e pós. A Oficina é aberta para quem quiser participar e construir com a gente a formação profissional no Brasil e em Alagoas”, explica a professora Andrea Pacheco, representante regional da Abepss.

A mesa de abertura contou com a participação de representações nacional e regional da Abepss, além da Executiva dos Estudantes de Serviço Social, o Conselho Regional de Serviço Social (Cress) e, representando a reitoria, a professora Rosa Lúcia Predes, da FSSO.

Por ser um curso composto em sua maioria por mulheres, a organização criou o espaço criança, para pessoas que têm filhos possam participar das atividades sem maiores dificuldades. A Oficina Regional encerra os debates de hoje com a apresentação cultural “Se não posso dançar não é minha revolução”, às 19h. O evento segue com programação até amanhã (10), a partir das 9h, no auditório da reitoria. Para mais informações, acessar o link.

Bienal chega ao fim com números impressionantes e sentimento de saudade

Maior evento cultural e literário do Estado se despede dos alagoanos com a certeza de voltar em 2019 repleto de atrações para toda a família

Mais de 150 mil visitantes e cem mil livros comercializados. Bienal de Alagoas em 2017 foi um sucesso. Fotos: Renner Boldrino, Thiago Prado e Manuel Henrique

Deriky Pereira e Natália Oliveira – jornalistas colaboradores

Mais de 150 mil visitantes. Cem mil livros comercializados. Mais de 30 mil estudantes de escolas estaduais, particulares e municipais. Mais de 250 atividades artísticas e culturais. Setenta grupos somente da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que realizaram 91 sessões e outras 30 atividades de grupos externos à instituição. Esses são apenas alguns dos impressionantes números da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que chegou ao fim no último domingo (8) com uma certeza: o evento já deixa saudades.

E nada melhor do que ouvir quem passou pelos corredores do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá, externando seu sentimento pela Bienal alagoana. “Pra mim, é um grande acontecimento em um lugar extremamente carente de livros e acho que o mais importante é o movimento que ela desperta nas pessoas. Espero que nunca pare e sempre encontre formas de continuar”, disse o cantor Júnior Almeida, que visitou a Bienal em três dos dez dias de evento.

Já o produtor cultural Fernando Magalhães visitou a Bienal por cinco dias e participou de mostras de cinema, acompanhou o Chá de Memória com historiador Sávio de Almeida e, é claro, comprou livros. Fernando falou do que ficou marcado para ele nesta edição. “Eu vim um dia à tarde e tinha muita criança mexendo em livro. Pra mim, foi uma das coisas mais legais de vi aqui. O amor pela literatura tem que ser trabalhado e incentivado e acho que a Bienal faz isso muito bem”, disse o produtor de 29 anos, ao recordar que, quando criança, ainda não havia Bienal do Livro em Alagoas.

A Ana Carolina Medeiros só conseguiu ir com o filho ao último dia, mas expressou o que o evento representa para ela. “Acho fundamental o incentivo à leitura, super importante para melhorar o nível dos estudantes e cultural do nosso país. Então justamente vim incentivar meu filho, para que tenha a atitude de procurar um livro, de ver as figuras, que se interesse pela literatura, porque ela só faz bem para o ser humano”.

Rádio marca Bienal do Livro de Alagoas

Outro projeto que marca a realização da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é a Rádio Bienal, que teve programação variada 24 horas por dia e blocos ao vivo das 17h às 20h, comandados pelos jornalistas Carlos Madeiro e Lenilda Luna.

Para Madeiro, a participação na Rádio Bienal ficará marcada em sua carreira. “É uma rádio que teve um componente muito legal por ser numa feira de livros, um evento mais intelectual, que eu adoro, mas conseguimos reunir num só espaço o que há de mais legal em Alagoas. Intelectuais, artistas locais, escritores. Todo mundo passou por aqui e teve acesso, foi muito bacana”, salientou.
Na opinião de Lenilda, a Rádio Bienal conseguiu abarcar todo o universo que representa o evento. “Dos três homenageados da Bienal, entrevistamos dois: Dirceu Lindoso e Sávio de Almeida. Foi uma honra, pois eles são dois intelectuais realmente renomados e com produção importante para a construção da identidade alagoana. Fora isso, conseguimos desde o escritor iniciante até os mais experientes. Do Rei do Suspiro ao intelectual mais famoso, renomado nacionalmente. Foi muito bom, uma experiência incrível”, destacou.

Gestores comemoram e destacam importância da Bienal

A coordenadora de Comunicação da Bienal, Lídia Ramires, comemorou e agradeceu à equipe pelo empenho em levar todas as informações possíveis à sociedade e aos meios de comunicação, a quem também destacou a importância durante o evento. “Disponibilizamos textos, fotos, vídeos e postagens nas redes sociais que geraram pautas para toda a imprensa. Portanto, deixo o meu especial agradecimento a todos que encamparam e defenderam, em cada redação, a Bienal como o maior evento cultural deste Estado. A Bienal é promovida pela Ufal, único caso em todo o país de Universidade organizadora, pela compreensão de que a leitura, o ensino, a cultura e o pensamento crítico são decisivos para uma Alagoas mais justa e igualitária”, enfatizou Lídia.

O produtor cultural e também responsável pela coordenação da Bienal do Livro de Alagoas, Samy Dantas, destacou os aspectos culturais e acadêmicos da programação, construída para agregar o público infantil, infanto-juvenil e adultos, além da satisfação por participar da história da Bienal. “É um evento complicado de se produzir por envolver uma equipe muito grande e ter uma programação intensa. Mas é muito satisfatório e gratificante quando a gente vê que tudo conseguiu caminhar bem”, disse.

O diretor da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), Osvaldo Maciel, expressou felicidade ao constatar que missão foi cumprida. “Decidimos que, apesar dessa grave crise, a Ufal continuaria apostando, investindo e realizando a Bienal. É gratificante saber que não só a gente conseguiu realizar o evento, mas conseguiu realizá-lo de maneira melhorada, inovadora e trazendo os frutos para além da Bienal, que vão ficar para a sociedade alagoana e para a universidade, como a Rádio”.

A reitora Valéria Correia agradeceu o apoio de todos os parceiros que contribuíram para a realização da Bienal e enfatizou a importância do espírito colaborativo que se fez presente no evento.“Eu digo que foi a colaboração e o envolvimento da nossa equipe de produção, nossa assessoria de comunicação, a própria Edufal e, junto a isso, o envolvimento dos estudantes colaborando e aprendendo. Penso que essa força, a participação dos nossos equipamentos culturais e a homenagem a três intelectuais alagoanos que contribuíram para a história do Estado com um simbolismo de quem pensa a nossa formação sócio histórica e que é pouco contada. Essas três homenagens revelam o sentido da Bienal”, salientou Valéria.

Para a reitora, o evento chega ao fim com um saldo bastante positivo. “Em tempos difíceis a gente tem de ter força, criatividade, colaboração e resistência. A Bienal é um símbolo disso. De resistência, especialmente, da Universidade no cenário nacional; em meio à adversidade, a crise econômica, nós resistimos com a realização da Bienal”, disse Valéria Correia.

Em clima de descontração, a reitora disse que se surpreendeu com a disputa dos visitantes para tirar fotos em um dos pontos mais concorridos do evento: o totem da  Bienal e o chapéu de guerreiro, que foram produzidos por um grupo de pesquisa da Ufal e será levado para o prédio da Reitoria, situado no Campus A.C. Simões, em Maceió.

“Eles fizeram com toda delicadeza e foi contagiante. Acho que as pessoas se sentem um pouco Bienal, com identidade e pertencimento. A alegria de saber que a Universidade toca os corações das pessoas, pois somos todos Ufal. Esse carinho da sociedade alagoana com a Bienal é um carinho com a Ufal. A Bienal extrapola os muros da Universidade e é toda da sociedade alagoana”, finalizou Valéria Correia.

 

 

Propep realiza duas edições da Reunião Inicial Pibic e Pibiti

Os eventos se referem ao ciclo 2017-2018 de ambos os programas de iniciação

Reunião em Maceió teve recorde de inscritos

Danielly Bezerra - estudante de Relações Públicas

A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Ufal (Propep) promoveu, no final de setembro, as edições anuais da Reunião Inicial do presente ciclo de pesquisa dos programas institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e Inovação Tecnológica (Pibiti). Os eventos aconteceram nos campi A.C. Simões e Arapiraca, nos dias 20 e 27, respectivamente.

No auditório da Reitoria, em Maceió, estiveram presentes os alunos bolsistas e colaboradores e também orientadores dos dois programas de iniciação, do Campus A.C. Simões. Compuseram a mesa o vice-reitor, José Vieira, o pró-reitor da Propep, Alejandro Frery, o coordenador de pesquisa e do Pibic, André Lage, e a coordenadora do Programa de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo (Pite) e Pibiti, Eliana Almeida, além do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Fábio Guedes.

O coordenador André Lage transmitiu aos alunos e professores os principais objetivos de ambos os programas, como por exemplo: contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e qualificar estudantes para os programas de pós-graduação, especificamente do Pibic; e contribuir para o engajamento de recursos humanos em atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, além do fortalecimento da capacidade inovadora das empresas brasileiras, no caso do Pibiti.

Em Arapiraca, Reunião Inicial para os campi do interior

Atendendo aos participantes do Pibic e Pibiti nas unidades da Ufal no interior do Estado, o vice-reitor, José Vieira, o pró-reitor Alejandro Frery e a servidora e coordenadora de pesquisa em exercício, Berenice Pimentel, se juntaram aos representantes do Campus Arapiraca para conduzir esta edição do evento. Estiveram presentes na mesa a diretora geral do Campus Arapiraca, Eliane Cavalcanti, o representante da coordenadoria de pesquisa e pós-graduação da sede Edmilson Santos, o representante titular do comitê assessor da Propep, Wander Botero, .

O vice-reitor parabenizou a todos os alunos e orientadores pelos projetos aprovados para este novo ciclo dos programas e fez destaque à participação dos estudantes e professores de Viçosa, Penedo, Santana do Ipanema e do Campus do Sertão que compareceram à reunião. 

“Muitos pesquisadores solicitaram bolsas e vagas e estão ingressando nos programas de iniciação neste ciclo. Esse está sendo o diferencial de 2017”, comentou Edmilson Santos sobre a satisfação com o número crescente de docentes e discentes inseridos no Pibic e Pibiti. 

Nas duas edições da Reunião Inicial o pró-reitor Alejandro Frery apresentou a palestra Introdução ao pensamento científico, onde falou da importância das boas práticas e do método científico para um desempenho acadêmico satisfatório. As orientações para os presentes em Arapiraca foram repassadas pela servidora Berenice Pimentel, que também destacou os objetivos e os canais de comunicação do Pibic e Pibiti.

Os dois eventos registraram recorde de inscritos, com 713 credenciados em Maceió e 198 em Arapiraca. Os certificados dos participantes estarão disponíveis nos e-mails cadastrados na plataforma. Para informações sobre o Pibic, acesse a fanpage.

Consuni aprova voto de louvor para todos os envolvidos na Bienal de Alagoas

Cerca de 250 pessoas contribuíram para a realização do evento

Parte da equipe que trabalhou na Bienal de Alagoas. Foto: Eduardo Almeida

Ascom Ufal

Ao iniciar a sessão ordinária do Conselho Universitário (Consuni) desta segunda-feira (9), a reitora Valéria Correia fez questão de parabenizar os estudantes, técnicos e docentes que estiveram diretamente envolvidos na organização da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que ocorreu de 29 de setembro a 8 de outubro, no Centro de Convenções de Maceió.

Cerca de 250 pessoas atuaram na organização do evento. A reitora citou o professor Osvado Maciel, diretor da Editora da Ufal (Edufal), e sua equipe. “Foi um grande desafio realizar um evento tão grandioso nesses tempos de parcos recursos e cortes orçamentários. Exigiu um esforço redobrado, muito comprometimento e criatividade, além das parcerias que foram estabelecidas”, destacou a reitora.

Valéria Correia também parabenizou toda a equipe de Assessoria de Comunicação da Ufal, destacando a realização da Rádio Bienal, que foi a novidade desta edição. “Parabenizo aos jornalistas que conduziram a programação da rádio e vamos mantê-la como veículo de divulgação das ações da Universidade”, informou a reitora.

Em seguida, os conselheiros aprovaram, por unanimidade, um voto de louvor para todos os envolvidos na realização da Bienal.

 

Conselho Universitário subscreve nota de pesar pela morte do reitor da UFSC

A sessão ordinária foi iniciada com um minuto de silêncio em homenagem à memória de Cancellier

Luiz Carlos Cancellier, falecido em 2 de outubro. Foto: UFSC

Lenilda Luna - jornalista

Na sessão ordinária do Conselho Universitário (Consuni), realizada nesta segunda-feira (9), a reitora da Ufal, Valéria Correia, solicitou a leitura da nota de pesar publicada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) em virtude do trágico falecimento do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier.

Valéria destacou a consternação de todos os reitores das universidades públicas federais e de toda a comunidade universitária. “Consideramos que houve um excesso na condução da investigação ao promover um constrangimento público, diante de uma acusação sem comprovação, e sem que fosse permitido ao reitor o direito à ampla defesa”, alertou a reitora.

A reitora informou, ainda, que em reunião da Andifes foi aprovada uma visita de solidariedade ao reitor Cancellier,  marcada para o dia 4 de outubro. “Infelizmente, fomos surpreendidos com a notícia do trágico falecimento, dias antes de nossa visita. Lamentamos muito que isso tenha ocorrido e manifestamos nossa solidariedade à família, aos amigos e à toda a comunidade universitária”, ressaltou.

Após a leitura da nota de pesar publicada pela Andifes no dia 2 de outubro, horas após a morte do reitor, Valéria Correia solicitou aos conselheiros que fizessem um minuto de silêncio em homenagem à memória de Cancellier. Na nota, a Andifes afirma: “é inadmissível que o país continue tolerando práticas de um Estado policial, em que os direitos mais fundamentais dos cidadãos são postos de lado em nome de um moralismo espetacular”.

O professor Antônio Passos fez questão de manifestar sua indignação diante dos fatos e solicitou ao Conselho Universitário da Ufal que reiterasse a nota da Andifes. “Esse é um ato policialesco não apenas contra o reitor, mas contra todo o cidadão brasileiro, porque essa prática de desmoralizar publicamente um ativista é resquício da Ditadura Militar e deve ser combatida”, destacou Passos.

Por unanimidade, o Conselho Universitário aprovou a subscrição da nota de pesar da Andifes, que pode ser conferida no link  http://www.andifes.org.br/nota-de-pesar/

 

Projeto prepara familiares e vítimas de acidentes para cuidados em casa

As ações são realizadas com pacientes da Unidade de Emergência Doutor Daniel Houly, em Arapiraca

Reunião para promover acolhimento, escuta e capacitação dos familiares

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

Voltar para casa após receber alta hospitalar com a notícia de que terá incapacidades permanentes não é uma situação fácil, tanto para o paciente, quanto para seus familiares. Pensando nisso, a professora Ana Paula Nogueira, em conjunto com alunas de diferentes cursos da área de saúde do Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas, desenvolveu o projeto Preparando a volta para casa através do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext). Também participam da extensão enfermeiras, médico, fisioterapeuta, psicóloga e assistente social.

De acordo com a coordenadora Ana Paula Nogueira, o projeto tem como objetivo planejar a alta hospitalar dos pacientes vítimas de acidentes de trânsito que ficaram com sequelas permanentes, promover segurança e tranquilidade para os familiares cuidadores desses pacientes no momento da alta hospitalar, além de capacitá-los para os cuidados no domicílio. Também são propósitos da extensão promover o trabalho em saúde interdisciplinar, acelerar a saída do paciente do hospital e garantir a continuidade do tratamento.

A coordenadora justificou a escolha da Unidade de Emergência Doutor Daniel Houly, de Arapiraca, para colocar a extensão em prática. “Os acidentes de trânsito configuram um importante problema de saúde para o munícipio de Arapiraca e região, sendo uma das principais causas de morte e incapacidades temporárias e permanentes para as vítimas sobreviventes”. E complementou explicando os critérios de atendimento: “Os acidentes com motocicletas geram lesões graves que causam incapacidades e deficiências, gerando grande impacto na vida das vítimas e de seus familiares. Buscamos incluir as vítimas que possuem maior grau de incapacidade, ou seja, aquelas vítimas que serão fortemente dependentes para a realização de atividades de vida diárias, como caminhar, trocar de roupa, tomar banho, escovar os dentes, alimentar-se, entre outras. Necessitando assim, dos cuidados de outras pessoas”.

Os resultados da tese de doutorado da professora Nogueira, intitulada Acidentes de trânsito com adultos e suas consequências após a alta hospitalar, também motivou o surgimento do projeto, pois de acordo com ela, evidenciou que os cuidados no domicílio geravam insegurança e ansiedade aos familiares. E que esses sentimentos são agravados pela desinformação sobre a gravidade das lesões, prognóstico, continuidade da assistência e pela vulnerabilidade social da maioria.

“Uma parcela importante das vítimas, após a alta, necessita de equipamentos hospitalares no domicílio,[a exemplo de] cama hospitalar, cadeira de rodas, colchão pneumático e necessitam da continuidade de cuidados, visto que geralmente estão em situação de total dependência para a realização das atividades de vida diária, necessitando de cuidados de enfermagem, reabilitação, apoio psicológico e social. Para agravar a situação, a maior parte das vítimas e seus familiares vivem em condição de alta vulnerabilidade social”, declarou a coordenadora do projeto, ressaltando que é imprescindível a assistência profissional emocional e social no período de reabilitação.

Ações do projeto

Já foram atendidos pelo projeto 30 pacientes portadores de incapacidades ou deficiências, e cerca de cem familiares passaram por capacitações, sendo orientados e acolhidos para realizar o cuidado no domicílio. Segundo a organização, já foram realizadas visitas domiciliares nos munícipios de Anadia, Coité do Nóia, Arapiraca, Igací, São Sebastião, Palmeira dos Índios, Craíbas, Traipú, Penedo, Olho d’Água Grande, Dois Riachos, Carneiros, Mata Grande e Inhapí.

Na prática, a extensão é dividida em várias etapas. Inicialmente é feita a identificação da condição de saúde atual do paciente, discussão semanal da referida situação, construção do diagnóstico visando a promoção da alta hospitalar, identificação e seleção dos principais familiares cuidadores, realização da visita domiciliar para diagnóstico do local e de vulnerabilidade social. Após isso, são feitas visitas às secretarias municipais para articular as redes de serviço e dar continuidade à assistência ao paciente, elencar os procedimentos que farão parte da capacitação dos cuidadores e realizar este processo.

Segundo a professora Ana Paula, quando um paciente recebe alta, a família adquire um relatório interdisciplinar construído pelos profissionais e estudantes envolvidos no projeto. Nele, contém todo o histórico do paciente no hospital, e as orientações sobre os serviços que os familiares devem buscar após a alta. Também é entregue uma cartilha produzida pelos estudantes, contendo orientações sobre os cuidados a serem realizados no domicílio, os sinais de alerta para perceber e quando devem buscar por assistência.

Estudantes como parte fundamental

Um dos aspectos muito importante do projeto é o estímulo ao trabalho interdisciplinar, partindo de estudantes de graduação dos cursos de Enfermagem, Medicina, Psicologia e Serviço Social do Campus Arapiraca. De acordo com a docente Ana Paula Nogueira, as estudantes realizam as capacitações com os familiares, participam de reuniões para o planejamento das ações com pacientes e suas famílias, discutem, juntamente com a equipe, o quadro do acidentado, se reúnem com os parentes e cuidadores das vítimas, visitam os leitos para acompanhar a evolução do caso e participam das visitas às residências onde haverá a continuidade do tratamento após a alta.

Lilka Marques, estudante de Enfermagem do Campus Arapiraca e participante do projeto alegou que esse tipo de trabalho, feito de forma interdisciplinar, leva uma melhor qualidade de vida a todos os envolvidos. E revelou que é assim que ela quer ser como profissional . “Tem sido um crescimento pessoal e profissional, visto que tenho contato com diferentes situações de vulnerabilidade social ou não, e isso me leva a refletir sobre a questão dos acidentes de trânsito e os diferentes tipos de violência. Mostra que ainda há muito que fazer a respeito das causas externas para evitar futuras vítimas”, contou a estudante.

Para a coordenadora do projeto, o Preparando a Volta para Casa tem resultados positivos para os pacientes e seus familiares, mas também para a equipe que realiza a extensão. “Acreditamos que o projeto trouxe benefícios para a equipe de profissionais que atua no hospital onde ocorrem as ações, bem como para os estudantes envolvidos no projeto”, constatou Ana Paula Nogueira.

Bons resultados

A professora responsável pela extensão declarou que a atividade tem contribuído de maneira fundamental para a qualidade da assistência prestada às vítimas de acidentes de trânsito e seus familiares.  E que a aprovação no Proccaext, fortaleceu as ações do projeto e estimulou a entrada de acadêmicos de diferentes áreas, proporcionando uma formação interdisciplinar da saúde. “O projeto permitiu que a equipe de profissionais envolvidos trabalhasse por meio do projeto terapêutico singular, discutindo semanalmente a situação de saúde do paciente inserido no projeto. Desse modo, houve a oportunidade dos profissionais dialogarem de maneira interdisciplinar”, relatou.

De acordo com a estudante Lilka Marques, com as ações do projeto, é perceptível uma maior segurança, tanto dos pacientes quanto dos familiares em desenvolver cuidados de saúde. “A aceitação por eles é incrível e indescritível, eles se sentem tão acolhidos e especiais em participar do projeto, que isso nos motiva cada dia mais”, relatou.

“Essas ações têm contribuído para a promoção de uma alta segura, prevenção de reinternação hospitalar, fortalecimento da contra referência e para o desenvolvimento do trabalho interdisciplinar”, declarou com satisfação a coordenadora do projeto.

Audiência no Ceca sobre atualização do Estatuto da Ufal é remarcada para dia 18

Apresentação do Grupo de Trabalho será às 9h

Ascom Ufal

A Gestão da Ufal comunica que foi remarcada, para o próximo dia 18 de outubro (quarta-feira), a audiência pública no Auditório do Centro de Ciências Agrárias (Ceca), em Rio Largo. Na ocasião será apresentado e discutido o relatório final do Grupo de Trabalho de Atualização do Estatuto e Regimento Geral da Ufal. A audiência ocorrerá  às 9h.

Biblioteca e Cied disponibilizam laboratórios virtuais

Estudantes das modalidades presencial e a distância de Química e Física são contemplados

Biblioteca tem espaço para acessar Virtual Labs

Ascom Ufal

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas (Sibi/Ufal) em parceria com a Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied) disponibiliza o Virtual Labs (Laboratório virtual) nas áreas de Química e Física. A iniciativa foi concretizada mediante assinatura com a empresa Pearson Education do Brasil Ltda. 

Para dar início ao projeto o Sibi contou com as aprovações de uso dos softwares e o recurso orçamentário oriundos do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), sob a coordenação do professor Gustavo Madeiro, e da diretora da Biblioteca Central, Cristiane Cyrino Estevão. O período de vigência é de um ano, podendo ser prorrogado, posteriormente.

O Virtual Labs está disponível na Biblioteca Central tanto para os cursos de Química e Física na modalidade a distância (EaD), quanto para as citadas graduações presenciais e demais formações que tenham em suas grades curriculares disciplinas correlatas. A princípio, a Universidade conta com dois espaços físicos, sendo um no setor Via Pesquisa, localizado no térreo da Biblioteca, Campus A.C. Simões. É preciso agendamento prévio pelo professor da disciplina. O outro espaço fica no Laboratório EaD do Campus Arapiraca, destinado ao alunos matriculados nesta modalidade.

“A Universidade reconhece a importância da integração de projetos como o Virtual Labs, que vem beneficiar a formação dos acadêmicos. Por isso, em breve, a Instituição apresentará mais instalações do sistema virtual em outros espaços físicos no Campus A. C. Simões”, adiantou Cristiane.

Projeto Sopro Novo promove recital de flauta doce no Espaço Cultural

Foi a formatura da turma iniciada durante a Jornada Pedagógica para Músicos de Banda de 2016

Formandos do curso de Flauta Doce

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

O curso de flauta doce, ofertado pelo projeto Sopro Novo Yamaha finalizou suas atividades com recital de formatura, no último sábado, 7 de outubro. O Espaço Cultural da Ufal, na Praça Visconde de Sinimbu, foi o palco da apresentação, com entrada gratuita.

Essa capacitação teve início durante a realização da 7ª Jornada Pedagógica para Músicos de Banda, em novembro de 2016. Dela participaram alunos de graduação da Ufal, professores de música e estudantes do ensino médio.

Segundo a coordenadora do programa Sopro Novo Flauta Doce em Maceió, Elaine Maria da Silva, as aulas aconteceram nos encontros quinzenais, em formato de oficina. “Queremos agradecer todo apoio da CAC [Coordenação de Assuntos Culturais], na pessoa do coordenador, professor Ivanildo Piccoli”, disse.

programa que promove formação pedagógica e educação musical, faz parte do Projeto Sopro Novo Yamaha, que está há 10 anos em Maceió e oferece atividades para contribuir com a capacitação de músicos e professores da área. “Nossos alunos estão aptos a ensinar a tocar esse instrumento”, destacou Elaine.

Elaine Maria é ex-aluna de licenciatura em Música da Ufal e também participou do Sopro Novo Flauta Doce. Ela é pós-graduada em educação musical e, durante quase quatro anos, trabalhou na Secretaria de Cultura de São Paulo como artista educadora de Música. De volta a Maceió desde 2016, coordena o projeto e é professora de Música.

Segundo ela, o professor Marcos Moreira, coordenador do curso de licenciatura em Música da Ufal, é um dos entusiastas desse projeto e incentiva seus alunos a participarem.

Encontro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência movimenta os três campi

Epibid já aconteceu em Arapiraca e será realizado em Maceió e Delmiro

Conferências e oficinas integram a programação

Ascom Ufal

Durante os meses de outubro e novembro, as sedes dos três campi da Universidade Federal de Alagoas, em Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia sediam a edição 2017 do Encontro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Epibid). Esse evento é uma das principais ações do Programa Ufal, congregando docentes da educação básica e do ensino superior, além de estudantes de licenciatura. Os palestrantes convidados são conferencistas reconhecidos nacionalmente no debate sobre a formação de professores.

Ainda este mês. nos dias 19 e 20, o evento será no Campus A.C. Simões, em Maceió. Neste período serão apresentadas as contribuições das seguintes licenciaturas: Ciências Sociais, Dança, Filosofia, Geografia, História, Letras-Inglês, Letras-Português, Música, Matemática, Física, Química, Educação Física, Interdisciplinar, Biologia, Teatro e Pedagogia (presencial e UAB – Polos de Maceió, Maragogi e Santana do Ipanema). Já nos dias 10 e 11 de novembro, o Epibid ocorrerá na sede do Campus do Sertão, em Delmiro Gouveia. As atividades serão desenvolvidas pelas licenciaturas de Geografia, História, Letras-Português e Pedagogia.

A inscrição no Epibid é totalmente gratuita e pode ser realizada no primeiro dia do evento. “A descentralização do Epibid, bem como reuniões entre a coordenação institucional e coordenadores de gestão educacional e de área, realizados em cada campus, representam o compromisso com o acompanhamento permanente do programa e o compartilhamento de ideias e ações entre os diversos atores integrantes do programa. A participação no Epibid, na condição de ouvinte, é aberta a toda comunidade acadêmica, bem como a pessoas da comunidade externa. O evento conta com conferências, mesas-redondas, minicursos, oficinas e apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos bolsistas ao longo dos últimos quatro anos”, convida Barrios.

O Epibid já foi realiado, nos dias 4 e 5 de outubro, na sede do Campus Arapiraca, com atividades vinculadas às licenciaturas de Letras-Português, Matemática, Física, Química, Educação Física, Interdisciplinar, Biologia e Pedagogia (presencial e UAB – Polo de Olho D’Água das Flores). Os participantes apresentaram trabalhos em pôsteres e também acompanharam palestras, além da vivência de atividades integrativas. 

Sobre o Pibid 

O Pibid é um programa concebido pelo Ministério da Educação e executado no âmbito da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Esse programa representa um importante e estratégico fomento à formação docente em nossa Universidade. Na Ufal, é vinculado à Pró-reitoria de Graduação (Prograd). Está voltado para as licenciaturas por meio de projetos específicos por cursos ou projetos transversais que perpassem a formação docente, de acordo com editais específicos, tendo como norteador as áreas indicadas em editais da Capes”, informa Suzana Barrios, da Coordenação de Desenvolvimento Pedagógico da Prograd.

Entre os objetivos principais do Pibid, estão: o incentivo à formação de professores para a educação básica, a valorização do magistério, a promoção da melhoria da qualidade da educação básica do sistema público e a articulação integrada entre esta e a educação superior em proveito de uma sólida formação docente inicial. Inclui atividades em turno e contraturno nas escolas públicas participantes, nas dependências da Ufal e em outros espaços educativos pertinentes, envolvendo, obrigatoriamente, todos os bolsistas do programa.

 

Centro de Inclusão Digital abre vagas para dois minicursos

Os cursos terão carga horária de 8h e acontecem na sala do CID

Sara Graziele - estagiária de Jornalismo

O Centro de Inclusão Digital abriu vagas para os minicursos de Edição de Slide e Formatação de trabalhos acadêmicos de acordo com a ABNT. O período de inscrição vai de 10 a 17 de outubro, enquanto durarem as vagas. As inscrições serão feitas nala do CID, na Biblioteca Central do Campus A.C. Simões.

Os cursos terão duração de 8h e acontecerão nos dias 18 e 25 de Outubro (edição de slides) e 20 e 27 de outubro (Formatação ABNT), ambos das 14h às 18h.

Seminário sobre Enade 2017 acontece nos três campi da Ufal

O intuito é auxiliar os alunos que farão a prova no dia 26 de novembro

Seminário realizado no Campus A.C. Simões

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

A Procuradoria Educacional Institucional da Ufal (PEI) iniciou nesta terça-feira (9) a programação de seminários sobre o Exame Nacional de Desempenho os Estudantes (Enade).O objetivo é esclarecer os pontos essenciais e as dúvidas que os alunos concluintes possuem em relação ao referido exame, que acontecerá em 26 de novembro.

Os seminários serão realizados nos três campi da Universidade, nos turnos matutino, vespertino e noturno. “Esse seminário tem o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o processo do exame e também chamar a atenção de alguns aspectos que são relevantes, para que os estudantes tenham condições de comparecerem no dia da prova sabendo que tipo de avaliação é essa”, declarou uma das palestrantes, professora Jusciney Carvalho.  

De acordo com Jusciney, o Exame é responsável por 70% da nota do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC), e os outros 30% possuem ligação direta com a formação dos docentes. “O curso tem uma avaliação positiva quando os estudantes concluintes fazem boa prova e atestam os conhecimentos que foram construídos de forma positiva”, afirmou.

Durante o seminário, a professora Luciana Santa Rita explicou o que é e quais são os objetivos do Enade, além de apresentar sua importância, seus instrumentos, formato e etapas. Esclareceu também as dúvidas dos estudantes que estavam presentes, principalmente daqueles matriculados em cursos que ainda não foram avaliados.

O Enade é promovido pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar o nível de desempenho dos estudantes concluintes dos cursos participantes. Para além disso, Santa Rita alegou que o exame também “ajudará os alunos a terem um olhar mais amplo sobre o curso escolhido”.

O último seminário voltado para os alunos do Campus A.C. Simões acontece nesta quarta-feira (11), às 19h no Auditório da Reitoria. Já no Campus Arapiraca, a programação acontece no dia 18 de outubro às 10h, 14h e 19h, com a professora Elza Maria Silva. E no dia 8 de novembro às 10h30, 14h e 19h, ocorrerão as palestras no Campus do Sertão com a docente Jusciney Carvalho Santana.

Para saber se seu curso será avaliado acesse a página do PEI (http://www.ufal.edu.br/pei).

Confira abaixo a programação completa dos seminários.

Campus Arapiraca realiza Semana de Arquitetura e Urbanismo

Em sua oitava edição, o evento ocorrerá de 16 a 20 deste mês

Arte de divulgação

Diana Monteiro - jornalista

O curso de Arquitetura e Urbanismo do Campus Arapiraca está com inscrições abertas para a 8ª Semanau (Semana de Arquitetura e Urbanismo) que tem como tema Do traço ao espaço. O evento é uma atividade extracurricular do curso que consiste no conjunto de palestras, workshops, práticas projetuais, oficinas e outros exercícios que promovam a integração, a troca de experiências, conhecimentos e habilidades entre alunos dos diferentes anos, professores e profissionais da área.

A Semana tem como local o auditório da sede do Campus Arapiraca e é uma ação organizada pelos alunos da graduação sob a coordenação da professora Alice de Almeida Barros. Visa configurar uma sequência de atividades em torno de um tema centralizador, que se modifica a cada ano. “Com a semana, buscamos complementar a nossa formação como arquitetos e urbanistas, explorando temas pertinentes à atuação e ao papel profissional”, diz Alice.

O evento transcorre de 16 a 20 deste mês e entre os temas estão: Desenho de Arquitetura; Conforto Luminoso; Desenho de Moda; e Projetos de Interiores. Clique aqui para mais informações sobre a programação,  palestrantes, horários e inscrição.

Aprovada resolução da jornada de 30 horas para técnicos da Ufal

Alguns setores já adotavam as seis horas seguidas diárias mas faltava a regulamentação

Momento da votação da jornada de 30 horas registrado na transmissão ao vivo pelo Youtube

Lenilda Luna - jornalista 

A sessão do Conselho Universitário (Consuni), da última segunda-feira (9), foi marcada por uma resolução importante para os técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas. A medida que regulamenta a jornada flexibilizada de 30 horas semanais foi aprovada pela maioria dos conselheiros, com apenas uma abstenção e nenhum voto contrário.

Essa já é uma reivindicação de alguns anos, fruto de um movimento nacional dos técnico-administrativos, que já tinha sido atendida parcialmente na Universidade por meio de portaria, mas faltava uma regulamentação. O assunto foi debatido durante a segunda edição do Fórum dos Técnico-administrativos da Ufal, realizado em 27 de abril deste ano, onde foi indicado um Grupo de Trabalho para estudar o tema e as possibilidades de regulamentação.

O GT foi composto por representantes dos técnicos indicados durante o Fórum, além de representantes da gestão e do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal). “É fundamental essa regulamentação para termos o respaldo do Conselho Universitário em um documento estabelecendo uma regra única para todos os campi. Temos recebido muitas auditorias e precisamos responder aos órgãos de controle”, informou Carolina Abreu, pró-reitora de Gestão de Pessoas (Progep).

Fabiana Rechembach, que coordenou o Grupo de Trabalho para tratar da jornada de 30 horas semanais na Ufal, relatou que foram estudadas normativas de outras universidades, além da portaria que regulamenta a jornada na Ufal, para elaborar a minuta apresentada ao Conselho, com as modificações sugeridas na Câmara Administrativa. “Foi um trabalho criterioso para garantir segurança jurídica na adoção desta normativa”, destacou Rechembach.

O documento aprovado no Consuni determina a jornada de trabalho flexibilizada de seis horas diárias e carga horária de 30 horas semanais, sem redução da remuneração, para o segmento técnico-administrativo da Ufal, excetuando-se os cargos com jornadas estabelecidas em lei específica. Para implantação, os setores da Ufal deverão possuir serviços que exijam atividades contínuas com regimes de turnos ou escalas de trabalho por, no mínimo, 12 horas ininterruptas, com atendimento ao público ou trabalho em período noturno.

Os representantes do sindicato presentes à sessão do Consuni comemoraram a aprovação da resolução. “O Sintufal acredita na importância da consolidação desta jornada que importa aos técnico-administrativos em todo o país, para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores. Propomos uma comissão para acompanhar a implantação da normativa e avaliar as necessidades específicas de cada setor”, disse Davi Fonseca, coordenador-geral do Sintufal e integrante do Grupo de Trabalho que elaborou a resolução.

Após a aprovação, o vice-reitor José Vieira parabenizou os técnico-administrativos e aos integrante do GT. “Esse é um importante passo dado nessa instituição e seremos acompanhados por essa iniciativa nas outras universidades públicas do país que também estão discutindo a regulamentação da jornada flexibilizada e a garantia dos direitos dos funcionários públicos federais”, destacou José Vieira.

Ufal leva delegação de 62 atletas para Jogos Universitários Brasileiros

Campeonato será realizado este mês, em Goiás

Futsal feminino e masculino da Ufal estão entre os classificados para o Jubs. Foto - Fadu

Ascom Ufal

Após ser  a instituição campeã geral dos jogos Universitários Alagoanos (Juas) - 2017), a Universidade Federal de Alagoas, com apoio da Pró-reitoria Estudantil (Proest), vai participar dos Jogos Universitários Brasileiros ( Jubs) na cidade de Goiânia-GO, no período de 18 a 29 de outubro.

A Ufal vai ser representada por 62 atletas nas modalidades de basquetebol masculino e feminino (3x3), futsal masculino e feminino, handebol masculino, natação e natação paradesportiva, atletismo feminino e masculino, xadrez, badminton e vôlei de praia. No Jubs a Ufal também será representada na modalidade  “Jubs Acadêmico" que se concentra na apresentação de trabalhos que tratam sobre o esporte.

A delegação terá a participação dos técnicos José Leandro, Luigi Alpino, Bruno Pessoa, Karla, Taciano, Paula Chen, Pedro Hermes e Jayme Miranda Neto. Já os docentes Ailton Cotrim, do curso de Educação Física da Ufal em Arapiraca e o gerente de Esportes da Universidade, Eriberto Lessa Moura, professor do curso em Maceió serão os dirigentes da delegação. 

Exposição na Biblioteca retrata olhar diferente de Maceió

Projeto expôs trabalhos durante a Bienal e fica na Ufal até dia 24

Exposição fica na Biblioteca até 24 de outubro

Ascom Ufal

A exposição Cidade e Signos, que estava disponível para o público durante o último final de semana da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, está aberta à visitação no hall da Biblioteca Central da Ufal até o dia 24 de outubro.

Coordenado pela professora Anna Maria Vieira, além de outros docentes da Faculdade de Arquitetura e Design (FAU) da Ufal, o projeto propõe um novo olhar sobre a cidade Maceió. “Os grandes atores do projeto são os estudantes de Design e Arquitetura. Eles saíram pela cidade procurando signos de Maceió, o que resultou em trabalhos de pintura, lambe-lambe, entre outros”, disse a docente da FAU e uma das colaboradoras do projeto, Patrícia Hecktheuer durante a exposição na Bienal.

“Um dos grandes ganhos do Cidade e Signos é olhar a cidade de Maceió para além do paraíso das águas”, defendeu. “Interessante é que alguns alunos envolvidos com a atividade estão se profissionalizado, vendendo o seu trabalho artístico”, destacou.

Os organizadores explicam que a exposição Cidade e Signos é itinerante e interativa. Como ela recebe contribuições do coletivo de arte, novos participantes vão aparecendo e agregam novos trabalhos. O vídeo sobre as intervenções do grupo será apresentado no auditório da Biblioteca nos dia 24 e 25 das 11h às 13h  para o público interessado, seguido de informações complementares e debate.

Campus Arapiraca promove Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura

Programação do evento será nos dias 27 e 28 de outubro; inscrições já estão abertas

Ascom Ufal

Nos dias 27 e 28 de outubro, o Campus Arapiraca da Ufal sedia o 1º Simpósio Interdisciplinar: semana de Ciência, Tecnologia e Cultura. Promovido pela Liga de Morfologia Aplicada (Lima) e voltado para diferentes áreas de conhecimento, o evento tem o objetivo de estimular o desenvolvimento científico e tecnológico, o trabalho em equipe, a criatividade, a resolução de problemas e a inovação, buscando uma interface com a sociedade.

Os interessados em apresentar trabalho devem enviar o resumo até o dia 14 de outubro, pelo e-mail: lima.ufal.arapiraca@gmail.com. Docentes e estudantes da graduação, do ensino médio e fundamental podem submeter trabalho. O evento tem carga horária de 20h.

São várias as áreas de conhecimento contempladas pelo simpósio, a exemplo da computacional, saúde e políticas públicas. Conforme a programação, os inscritos poderão participar de palestras, minicursos, apresentação de trabalhos, além de aulas práticas em laboratórios de pesquisa da Ufal.

Durante os dias do evento, a comissão organizadora espera envolver empreendedores locais, pesquisadores de outras instituições públicas (federais, estaduais ou municipais), escolas particulares, centros de pesquisa, órgãos de financiamento e fomento à pesquisa e ao desenvolvimento, além de outras instituições que desenvolvam atividades relacionadas à ciência, tecnologia, cultura e educação.

Para mais informações sobre o evento e inscrição, acesse o site.

 

Ceca realiza 1ª Semana Acadêmica de Engenharia Florestal

Evento transcorrerá de 24 a 27 deste mês e está com inscrições abertas

Divulgação

Diana Monteiro  - jornalista

Com o objetivo de discutir a situação do profissional da Engenharia Florestal diante das atuais demandas da sociedade, o Centro de Ciências Agrárias (Ceca), da Universidade Federal de Alagoas está com inscrições abertas até o dia 24 deste mês para o evento que debaterá várias temáticas nessa área.  Denominado de 1ª Semana Acadêmica de Engenharia Florestal ( 1ª SEF),  tem vagas limitadas, será dotado de palestras, mesas -redondas e minicursos de interesse das mais diversas áreas florestais

A aluna Allaine Vieira, que está na organização do evento e pertence ao Centro Acadêmico do curso destaca que os minicursos serão ofertados aos interessados que fizerem as inscrições para a devida antecedência: “De segunda a sexta-feira, as inscrições podem ser feitas no auditório Hamilton Soutinho, localizado no Ceca (Rio Largo),  com os monitores, no horário de 10h às 12h”, diz. Informa que também  transcorrem online pelo site, onde também podem ser obtidas mais informações sobre a programação.

As inscrições têm o  seguinte valor incluindo minicurso: para estudantes de graduação R$ 15;  estudanates de pós-graduação R$ 30; e profissionais R$ 50. A Semana Acadêmica contará com participação de experientes profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação. A 1ª Semana Acadêmica de Engenharia Florestal se realizará de 24 a 27 deste mês.

Graduação

O curso de Engenharia Florestal (bacharelado), é presencial, foi implantado em 2013 e é dotado de dez períodos. Tem o seguinte objetivo: formar profissionais com sólida fundamentação teórica em Ciências Florestais, de modo que estejam aptos a atuar em ações de proteção e recuperação do meio ambiente, assim como, no planejamento, no manejo e no uso dos recursos florestais (madeiráveis e não-madeiráveis) de forma sustentável e cíclica em benefício da sociedade, conservando o equilíbrio dos ecossistemas. 

Consuni vai convidar a Comissão Estadual da Memória e Verdade para apresentar relatório

Conselheiras querem saber mais sobre os fatos da Ditadura Militar relacionados à Ufal

Homenagem na Ufal aos alagoanos mortos pela Ditadura Militar (foto: Lenilda Luna)

Ascom Ufal

Um requerimento, direcionado ao Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi apresentado durante a sessão ordinária da última segunda-feira (9). No documento, as conselheiras Lenilda Luna, Ana Vergne e Amanda Balbino referem-se à conclusão do relatório da Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda, que foi protocolado no Gabinete Civil do Governo de Alagoas, no dia 31 de agosto de 2017.

O relatório da Comissão Jayme Miranda, segundo notícias veiculadas na imprensa, cita vários fatos relacionados à Ufal, onde teriam ocorrido perseguições aos opositores do regime militar. A reitora Valéria Correia, como presidente do Consuni, informou que vai convidar o advogado Everaldo Patriota, presidente da Comissão, conforme solicitado pelas conselheiras, para uma sessão extraordinária do Consuni, aberta à toda a comunidade, onde o relatório poderá ser apresentado e entregue à Universidade.

As conselheiras solicitaram ainda que, diante dos fatos expostos, seja encaminhada uma consulta à comunidade universitária para alteração do nome do auditório da reitoria, com até seis opções indicadas pelo Conselho Universitário, que tenham tido algum tipo de vínculo com a Universidade Federal de Alagoas, que não estejam mais vivos e que tenham sofrido perseguição durante a Ditadura militar.

A conselheira Lenilda Luna, em nome das conselheiras que assinaram o requerimento, ressaltou a importância de fazer jus a memória dos que lutaram por liberdade e democracia na Ufal. “A universidade foi palco também de perseguições e injustiças. Tivemos estudantes expulsos, porque assumiram a posição contrária à ditadura militar. Enquanto Conselho Universitário, devemos uma reparação histórica aos que foram presos e torturados”, declarou a conselheira.

A reitora informou que a sessão extraordinária será convocada e a consulta à comunidade universitária também será encaminhada. “Esse é um debate importante para que os mais jovens saibam o que foi a ditadura, a tortura e a censura. É preciso, sobretudo nos dias de hoje, com tantos retrocessos, que entendamos a importância de não nos omitirmos diante das injustiças, para que esse período obscuro da nossa história não se repita”, destacou Valéria Correia.

 

 

Proest lança campanha em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental

O projeto também alerta os estudantes sobre os profissionais de psicologia disponibilizados pela Ufal

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

Para celebrar o Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado no dia 10 de outubro, a Pró-reitoria Estudantil (Proest) da Universidade Federal de Alagoas lança a campanha O lattes importa, mas a saúde mental importa muito mais. De acordo com a organização, a campanha chama a atenção para o cuidado com a saúde mental no âmbito acadêmico, bem como combater o preconceito e o estigma a volta da saúde mental ou psicológica.

De acordo com os psicólogos engajados na campanha, Lucélia Gomes e Rafael Cunha, a ideia é aproveitar a data para falar sobre o adoecimento psicológico no ambiente universitário, tema que vem chamando a atenção a partir da observação das vivências expressadas pelos estudantes nos atendimentos.  A atenção é chamada também para fatores como “carga horária pesada, mudanças de rotina, competitividade e necessidade de produção relacionados à academia, que podem estar resultando em estresse e ansiedade elevados”.

A Pró-reitoria destaca que buscar por ajuda de um profissional é fundamental, e por isso dispõe de três profissionais de psicologia “que têm por objetivo facilitar o processo de ensino aprendizagem e contribuir para o bem-estar psicossocial do estudante, através de ações de prevenção e promoção da saúde mental dos estudantes de graduação”. A Proest conta com os psicólogos Lucélia Gomes, Rafael Cunha e Emanuel Belarmino, que estão acessíveis para os alunos que necessitarem de atendimento.

Para mais informações sobre demais locais de atendimento consulte o Guia de Atenção Psicossocial em Saúde Mental.

Exposição e desfile encerram ciclo de formação técnica em moda da Ufal

Segunda edição do "MEU na Moda" será realizada de 16 a 20 de outubro

Arte de divulgação

Ascom Ufal

O povo alagoano é a fonte de inspiração para a 2ª edição do evento MEU na Moda, uma iniciativa do curso de Produção de Moda da Escola Técnica de Artes (ETA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Uma exposição de 14 fotografias vai buscar nas peculiaridades e no patrimônio imaterial do Estado, o estímulo criativo para uma moda com a identidade do seu povo.

Além da exposição, a turma concluinte também apresentará a coleção ‘Soururu’, que se baseou num desses patrimônios imateriais de Alagoas para a produção no desfile. Em parceria com a Pinacoteca Universitária, equipamento de arte e cultura da Universidade, o curso vai abrir as portas do mundo da moda para a comunidade, ocupando o espaço durante uma semana, entre os dias 16 a 20 de outubro. Na primeira noite a Pina será transformada numa passarela para receber as criações dos mais novos profissionais da moda de Alagoas. 

“A moda é o nosso instrumento para chamar a atenção para aquele elemento que dá sustância ao que somos: o sururu. Nossas peças traduzem nosso desconforto e indignação diante da invisibilidade das pessoas que nos servem essa iguaria que vem da periferia, das latas chamuscadas na beira de nossas lagoas, das mãos daqueles que conhecem os segredos desse marisco que nos constitui. Aqui segue nossa homenagem aos marisqueiros, aos descascadores e ao sururu fresco que vem da lama do ventre da Lagoa Mundaú”, afirmam Larissa Lins, Rebeca Bugarin e Renata Sampaio - o trio responsável pela coleção.

O desfile se encerra com uma instalação see now, buy now, termo que traduzido para o português significa “veja agora, compre agora”.

A primeira edição do MEU na Moda aconteceu em junho de 2016 no Complexo Cultural Teatro Deodoro. A exposição teve mais de dois mil visitantes em uma temporada de dez dias e os desfiles de abertura contaram com aproximadamente 400 pessoas na plateia, entre familiares e amigos dos alunos, empresários da cadeia produtiva da moda em Alagoas e pessoas interessadas no universo fashionista, com destaque na mídia local. Coleção SOURURU

Formação em Moda em Alagoas

O curso de Produção de Moda é uma formação em nível técnico da Escola Técnica de Artes (ETA) da Universidade Federal de Alagoas. O curso pioneiro no ramo da moda foi concebido para atender a demanda tanto da capacitação de novos profissionais, como da profissionalização de pessoas que já trabalham em Alagoas. Criado em 2014, em seu quarto e mais recente processo seletivo, teve 600 inscrições e uma concorrência de 20 candidatos para cada uma das 30 vagas ofertadas. Essa procura indica não só a dimensão da demanda reprimida, como também atesta o reconhecimento da qualidade da formação.

Artes na Universidade

A ETA é a única escola técnica de artes com quatro linguagens artísticas vinculada a uma universidade federal no país. Além do curso de Produção de Moda, são ofertados cursos técnicos profissionalizantes em Arte Dramática, Dança e Música. A ETA funciona no Espaço Cultural Universitário da UFAL, na Praça Sinimbú S/N, no Centro e realiza processo seletivo anuais. Para mais informações, basta acessar o site da escola: www.etaufal.com

Serviço

MEU na Moda 2017: Povo Alagoano      

Abertura da exposição fotográfica, desfile e lançamento da coleção Soururu

Data: 16 de outubro de 2017     

Horário: a partir das 19 horas   

Exposição fotográfica  

Data: até 20 de outubro de 2017             

Horário: Das 8h30 às 18 h (entre os dias 17 e 20 de outubro)    

Local: Pinacoteca Universitária da Ufal, Praça Sinimbu, Rua Marechal Roberto Ferreira, S/N, Centro  

Entrada franca 

Censura livre   

 

Ficha técnica

Turma do Curso de Produção de Moda 2015

Ana Carolina Carvalho, Bárbara Torres, Daniela Crispim, Elson Lima, Eva Luna, Karoline Tavares, Larissa Lins, Marilane Ramos, Osielle Kelyne, Rafaela de Lemos, Rebeca Bugarin, Renata Sampaio, Roberta Araújo, Thuane Ingred.

Realização: Escola Técnica de Artes (ETA/Ufal)

Parceria institucional: Pinacoteca Universitária da Ufal

Direção: Professora Elizete Lili Menezes e professora Pollyanna Isbelo

Fotografia: Gabriel Moreira

Produção Executiva e Comunicação: Ábia Marpin Produção e Assessoria 

Biblioteca tem horário especial nesta sexta e sábado

Atendimento será reduzido hoje e, no sábado, a BC estará fechada

Ascom Ufal

A diretoria da Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas informa que o horário de atendimento ao público nesta sexta-feira encerrará às 17h. E no sábado (14) que não é letivo, segundo o Calendário Acadêmico, não haverá expediente na BC, Campus A.C Simões. A Biblioteca volta ao horário normal na próxima segunda-feira (16)

Ufal realiza seminário sobre arquivo do Judiciário e história da Justiça

Evento será realizado em parceria coma Escola Superior de Magistratura de Alagoas; inscrições podem ser feitar até dia 17

Inscrições para evento na Esmal devem ser feitas online. Foto: Dicom

Ascom Esmal TJ/AL

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realiza, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), o seminário Arquivo do Judiciário: história da Justiça, emancipação política e acervo de documentos históricos. O encontro será realizado no  dia 19 de outubro, a partir das 8h, no auditório da Escola, e contará com palestras, debates e mesas-redondas.

Para participar, é necessário efetuar inscrição, até o dia 17, por meio deste link. Será conferido certificado de quatro horas aos participantes que obtiverem 100% de frequência. O evento reunirá autoridades, profissionais e estudantes das áreas de Direito, História, Ciências da Informação, Ciências Sociais, Letras, Serviço Social e Economia.

Durante a manhã, o coordenador-geral de Cursos da Esmal, juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima e a coordenadora de Cursos para Servidores da Esmal, juíza Luciana Raposo, estarão presentes na abertura da exposição Arquivo do Judiciário e as fontes históricas.

Na sequência, a história da Justiça, a emancipação política e o acervo de documentos históricos serão temas discutidos em uma mesa-redonda. Os debatedores serão o juiz de Direito titular da 2° Vara da Comarca de Penedo, Claudemiro Avelino de Souza, a coordenadora do Arquivo do Judiciário, Suliane Barros Leal, e o professor de História da Ufal, Antônio Felipe Caetano.

A Esmal está situada na Rua Cônego Machado, nº 1.061, no bairro do Farol, em Maceió. Para mais informações, clique aqui e consulte o edital completo. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (82) 2126-5374.

Semana de Engenharia de Produção será realizada em Penedo

Palestras, minicursos, oficinas e visita técnica estão na programação que dura três dias

Arte de divulgação

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

Pensada e organizada por professores e estudantes da Unidade de Penedo, Campus Arapiraca, a 1ª Semana de Engenharia de Produção (Sempro) acontece de 25 a 27 de outubro, na Casa da Aposentadoria, no Centro Histórico de Penedo. O evento é gratuito e conta com palestras, minicursos, oficinas e visita técnica à Usina Marituba.

As inscrições já foram encerradas, mas os interessados em participar das atividades podem enviar e-mail para sempro.ufal@gmail.com para o caso de desistências. “Tudo foi criado por nós. Fizemos um concurso para escolher a logomarca do evento e os alunos se envolveram, criando um trabalho muito legal, que vamos usar nas próximas edições”, afirmou a professora Tânia Voronkoff, que integra a organização da Sempro.

Para todo problema, existe um Engenheiro de Produção, é o tema dessa primeira edição, que traz palestras com questões mais gerais como atuação e atividades do engenheiro de produção, até as mais específicas da área, como uso de bioadsorventes na retenção de metais pesados e agrotóxicos. Para mais informações sobre os palestrantes, acessar o instagram @sempro.ufal. No perfil, os seguidores podem participar de uma promoção especial e concorrer a uma caixa de som JBL, que será sorteada no dia 25 de outubro, na abertura do evento.  

Ciclo de Palestras sobre Produção Textual será realizado de 17 a 19 de outubro

Estudantes de graduação, pós, professores da educação básica e demais interessados podem participar

Ascom Ufal

O Centro de Educação (Cedu) da Ufal promove, de 17 a 19 de outubro, o 1º Ciclo de Palestras sobre Produção Textual Escrita: funcionamento e ensino.

Destinado a estudantes de graduação, pós-graduação, professores da educação básica e demais interessados, o evento, realizado em parceria com docentes da Faculdade de Letras (Fale) e participantes convidados, tem o propósito de ampliar a divulgação dos estudos feitos pelos pesquisadores de diferentes grupos de pesquisa dos programas de pós da Ufal.

Durante o ciclo de palestras, os estudiosos apresentarão resultados de suas pesquisas e implicações do processo de produção de textos no âmbito da relação teoria e prática, além de promover o intercâmbio do conhecimento científico e tecnológico entre pesquisadores de outras instituições de ensino superior.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui. https://paulonin.wixsite.com/1ciclopalestras

Inscrições neste link https://goo.gl/forms/tN11Gfy0yRVmInif2

 

Programação do Circuito Penedo de Cinema será lançada nesta segunda (16)

Evento ocorrerá em sessão de cinema aberta ao público às 19h, no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió

Circuito Penedo de Cinema, acontece de 6 a 11 de novembro em Penedo (AL) (Foto: Jonathan Lins)

Natália Oliveira - jornalista colaboradora

O Circuito Penedo de Cinema lançará sua programação oficial na próxima segunda-feira (16) em um evento aberto ao público, no Centro Cultural Arte Pajuçara, às 19h, em Maceió. A reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Correia, a secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas, e o prefeito de Penedo, Marcius Beltrão estão confirmados para a noite de lançamento.

Além de conhecerem a programação oficial em primeira mão, o público poderá assistir aos filmes vencedores da última edição do Circuito em uma sessão de cinema gratuita. São eles: Diva, de Clara Bastos; Tarja Preta, de Márcio Farias; e Eu Queria Ser Arrebatada, Amordaçada e, Nas Minhas Costas, Tatuada, de Andy Malafaia.

O coordenador geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre, convida o público a prestigiar o cinema independente e o evento de lançamento. “Essa atividade que estamos fazendo, além de anunciar a programação e as atrações da edição deste ano, será para as pessoas verem ou reverem os filmes ganhadores da edição passada. Então, esperamos que todo mundo compareça e prestigie o lançamento, a sessão e o Cine Arte Pajuçara”, diz Onofre.

Realização

O Circuito Penedo de Cinema, que acontecerá de 6 a 11 de novembro em Penedo (AL), é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e da Prefeitura de Penedo.

 

Instituto de Matemática realiza 15º MatFest

Com programação gratuita, evento acontecerá de 23 a 27 de outubro

Rafaela Oliveira - estudante de Relações Públicas

Do dia 23 a 27 de outubro a Universidade Federal de Alagoas será palco do maior evento local no que diz respeito a propagação da Matemática no território alagoano. Realizado anualmente desde 2004 pelo Instituto de Matemática da Ufal, o MatFest é um evento dedicado a divulgação da área e sua importância na sociedade.

A edição deste ano conta com o apoio da Fapeal e da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, e reunirá especialistas nacionais e internacionais em discussões relevantes a área. Entre os convidados estão Edmilson Mota, coordenador do Curso e Colégio Etapa e coordenador geral da Olimpíada Internacional de Matemática 2017; Carlos Gustavo Moreira, coordenador acadêmico da Olimpíada Brasileira de Matemática e Andrés Navas, presidente da Sociedade Chilena de Matemática.

As atividades programadas incluem a 4ª MatExpo, Feira de Ciências sobre Matemática, que contará com a participação de 50 escolas e a Semana Olímpica com os premiados da OBMEP em Alagoas. Além disso, o evento ocorre em parceria com o Encontro de Matemática do Agreste Alagoano, que acontece no mesmo período.

A 15ª edição do MatFest está incluída nas comemorações do Biênio da Matemática Brasil e faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Todas as atividades são gratuitas mas requerem inscrição prévia. Mais informações podem ser encontradas no site do evento.

Biênio da Matemática Brasil

O Brasil sediará em 2017 e 2018 dois grandes eventos de relevância internacional: A Olimpíada Internacional da Matemática (IMO 2017) e o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018). O Biênio da Matemática Brasil, proclamado por meio da Lei Ordinária 13.358 de 07 de novembro de 2016, tem como objetivo potencializar essa oportunidade e fomentar o desenvolvimento da educação no país.

Durante dois anos, várias ações e eventos nacionais e internacionais colocarão a Matemática, a CIência e a Tecnologia em foco. A agenda possui público amplo, desde estudantes, professores, pesquisadores e cientistas até o público em geral.

 

Grupo de pesquisa realiza a 1ª Jornada de Ética e Filosofia Política

Evento acontece na Ufal entre os dias 25 e 26 de outubro; participantes receberão certificado

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

O Grupo de Pesquisa Ética e Filosofia Política da Ufal (GEFP) realiza nos dias 25 e 26 de outubro a 1ª Jornada de Ética e Filosofia Política, que fará parte das atividades do Dia C da Ciência. O objetivo do evento é promover um debate especializado, sobre temas clássicos da ética e filosofia política, além de criar um espaço de discussão e apresentação de resultados científicos da área.

De acordo com a organização, o intuito principal é “incentivar os alunos a participarem de eventos, ampliando o debate local e promovendo o intercâmbio de conhecimentos científicos”. Além de promover o debate acadêmico especializado e expor os resultados de projetos aprovados com financiamento de instituições como CNPq e Fapeal.

A programação acontecerá no mini auditório da filosofia, localizado no prédio do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA). No dia 25 às 17h a professora Taynam Bueno ministrará a palestra Sêneca e a teoria do bom governo, às 17h30 a professora Flávia Benevenuto abordará o Conflito ou serenidade: qual é o melhor modelo de República? As consequências da retomada dos conflitos que levaram à criação dos tribunos da plebe romana no Renascimento. Já às 18h a palestra O bem humano e o métodos dialético, segundo Aristóteles será ministrada pelo docente Tiago Penna.

Dia 26 a partir das 15h serão apresentadas as comunicações de estudantes do curso de Filosofia da Ufal. E às 19h acontecerá no auditório do ICHCA a conferência de encerramento com o tema Concórdia e discórdia, consenso e conflito no pensamento de Rousseau, apresentada pela professora Maria das Graças de Souza, titular da cadeira de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo (USP).

Mais informações estão disponíveis no site do evento. 

Docência por missão de vida: conheça a história da professora Maria Guerra

Com dificuldades familiares, a servidora da Ufal conta o que precisou enfrentar e superar para conquistar o sonho de ser professora

A reitora Valéria Correia deu a posse à professora da Ufal, Maria Guerra

Thâmara Gonzaga e Manuella Soares – jornalistas

Na semana em que se comemora o Dia do Professor, a Ufal vai mostrar uma história de superação e persistência de uma mulher que enxergou na carreira docente uma missão. Numa época em que o papel do profissional é questionado e, muitas vezes, desvalorizado, Maria Guerra representa a parte mais nobre: a de professores que amam o que fazem, que seguem na docência por motivações diversas, porque cada um tem uma história de vida diferente até chegar à sala de aula, mas a dedicação ao ensino é por acreditar na educação como transformadora.

A história de Maria José Guerra, professora do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da Ufal, assemelha-se a trajetórias de tantos brasileiros que, numa luta diária persistente, não se conformam com as condições de vida do meio social no qual nasceram. Meio esse, muitas vezes, marcado pelas dificuldades e pela falta de oportunidade.

Natural de Inhapi, cidade do Alto Sertão de Alagoas, Maria Guerra é filha de agricultores, tem sete irmãos, sendo cinco homens e duas mulheres, e é a única com formação superior. Estudar para ela sempre foi um desafio, pois desde cedo precisou trabalhar para ajudar na subsistência da família.

Ela não esmoreceu diante das adversidades e hoje está onde sonhou: no cargo de docente de uma instituição federal de ensino. “Quando criança, fazia bonecos com os pedaços de madeira que estavam soltando da mesa do santo. Cada dia puxava um pedacinho até que formava várias bonecas e brincava de ser professora numa casinha construída com as cascas do feijão batido”, recorda, com orgulho, diante do que conquistou.

O trabalho na infância

Aos oito anos de idade, conta a servidora da Ufal, a família se mudou para Delmiro Gouveia, também situada no Sertão de Alagoas. Lá, ela começou a trabalhar com a venda de picolé para ajudar nas despesas. “Vendia numa caixinha de isopor, logo fiquei conhecida por galeguinha do picolé. Com o passar dos meses, a caixinha ficou pequena para a clientela que tinha conquistado, consequentemente, foi trocada por outra maior e, depois, por um carrinho”, lembra.

Foram mais de seis anos nessa atividade, quando a ocupação foi trocada pela venda do leite de porta em porta. “Esse trabalho realizei por um ano e nove meses e só parei por conta do fiado. Tive que trabalhar como ‘secretária do lar’ para terminar de pagar o leite que pegava para revender”, recorda, ao acrescentar que também trabalhou como garçonete.

O acesso à educação veio muito depois de conhecer o compromisso com o trabalho remunerado. “Antes de começar a estudar, já sabia passar troco e todos os procedimentos da venda”, conta. Mas a servidora da Ufal relata que o fascínio pelo conhecimento sempre a acompanhou. “Lembro que entre os 4 e 5 anos, morando em Inhapi, já gostava muito de estudar. Pegava jornal de embrulho que vinha nas compras e uma ponta de caneta velha, encontrada por trás do vaso de feijão. Colocava um palito de fósforo e começava a desenvolver os primeiros passos da coordenação motora, sem saber o que significava. Subia no pé de umbuzeiro e viajava pelo infinito da imaginação. O tempo passou e esta recordação ficou registrada no inconsciente da minha memória, a qual tem um poder muito forte de inspiração relacionado aos estudos”, relembra.

Quando finalmente conseguiu frequentar uma sala de aula, Maria teve que conciliar a rotina de estudos com o trabalho, além de lidar com o “entendimento” dos pais. “Quando comecei a estudar na escola senti muitas dificuldades, por causa dos meus pais que pensavam que estudar era somente no colégio. Por esse motivo, sofri muito e cheguei a repetir o ano escolar. Tinha um sentimento de inferioridade, pois minhas colegas de classe, no período de provas, estudavam muito e eu não tinha tempo para estudar, pois tinha que trabalhar, cuidar dos meus irmãos e da casa”, relata. “Sentia-me inferior também porque era estrábica e por muitas vezes fui chamada de olho trocado”, conta.

Ela afirma que passou por muitas situações constrangedoras por causa da deficiência, mas não desanimou. Em 2005, conseguiu fazer uma cirurgia corretiva no olho esquerdo. “Tenho minhas limitações, mas sigo realizando minhas atividades alegre e feliz. Faço teatro, arte circense e ando até de perna de pau”, conta entusiasmada.

 

Acolhimento, estudo e aprovação em concursos públicos

A professora da Ufal conta que o sentimento de inferioridade foi diminuindo e dando espaço ao   fortalecimento dos próprios sonhos quando foi convidada a participar do grupo infanto-juvenil da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), iniciativa ligada à Igreja Católica.

“O grupo fortaleceu meus sonhos. Mostrou-me a enfrentar com muita fé e garra para mudar esses paradigmas que corroem a dignidade humana. Esse movimento educativo freiriano [do educador brasileiro Paulo Freire], apresentou-me, ao mesmo tempo, uma aprendizagem pedagógica e transformadora, fruto da PJMP, que promoveu educação na fé e educação popular como instrumento de transformação nos grupos de bases”, destaca. “Enfocava em atividades que compunham o processo de formação na ação, com intenção política, visando à formação infanto-juvenil, como meio de ascensão sociocultural entrelaçada à transformação do cenário existente”, esclarece.

Durante esse período, ela concluiu o ensino médio e a graduação em Pedagogia. Coordenou a Pastoral da Juventude, na Paróquia de Delmiro Gouveia, e também na Diocese de Palmeira dos Índios, atuando como facilitadora, educadora popular e participando de encontros nacionais.

Em 2010, candidatou-se ao cargo de conselheira tutelar de Delmiro Gouveia e ficou na suplência. Conseguiu assumir no ano seguinte, mas acabou renunciando, em 2013, para tomar posse no cargo de professora do ensino fundamental do município de Água Branca, vaga conquistada por meio de concurso público.

Maria prosseguiu sua trajetória em busca de realizar seus objetivos por meio do estudo. “Meu grande sonho era ser servidora pública federal”, afirma. Em março de 2015, conta, pediu exoneração do cargo de professora em Água Branca para tomar posse no cargo de Assistente de Alunos do Instituto Federal da Bahia (IFBA). “Passei no certame na vaga de pessoas com deficiência, com garantia de direito pela súmula 377 do STJ [Supremo Tribunal de Justiça], uma vez que tenho visão monocular”, afirma.

Única da família que conseguiu aprovação em um concurso público, ela reforça que uma de suas grandes motivações continua ser ajudar a família. Alguns de seus irmãos ainda não concluíram nem o ensino fundamental. “Eles trabalhavam nas construções civis, mas, com a situação atual do país, muitos deles estão desempregados. Estou incentivando a estudarem uma graduação e para os que não terminaram o fundamental e o médio, a fazerem o curso de Jovens e Adultos”, afirma.

Chegada à Ufal

O início das atividades de Maria Guerra na Universidade Federal de Alagoas foi em abril de 2017, quando tomou posse no cargo de professora de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI).

Especialista em Educação em Direitos Humanos e Diversidade pela Ufal e concluindo mais uma especialização na área de Educação Pobreza e Desigualdade Social pela Federal da Bahia (UFBA), a docente relata a satisfação de fazer parte do quadro de servidores da instituição alagoana. “Sou muito feliz e desejo contribuir no processo de desenvolvimento das crianças, dando o melhor de mim. Sigo estudando e me preparando para, em breve, cursar o mestrado em Educação”, afirma a docente ao acrescentar que sonha em escrever um livro da sua trajetória de vida, além de ver sua história contada em um documentário ou curta-metragem.

Compromisso da Ufal com a educação

Entre os mais de 26 mil alunos da Universidade Federal de Alagoas, quase 7,5 mil escolheram ser professor. Este é o número de matriculados nos 39 cursos de licenciatura da Ufal. A maior instituição pública de ensino superior de Alagoas tem o compromisso de formar cerca de 700 pessoas habilitadas a exercer a docência na educação básica, todos os anos.

“O propósito é formar os professores numa perspectiva teórico-prática, política, reflexiva e de intervenção da realidade. Então, a gente entende que o papel da Universidade tem sido em fomentar e consolidar uma formação ampla, humanística, técnica, pedagógica e de mudança da realidade. Seja essa realidade individual de cada aluno, seja no coletivo, mudando os contextos sociais. É papel da Universidade formar pensadores da educação”, destacou a pró-reitora de Graduação da Ufal, Sandra Regina Paz.

Há mais de uma década, a Ufal também leva oportunidades para quem mora no interior do Estado e sonha em ser professor, inclusive lá no sertão de Maria Guerra. São 31 cursos presenciais de licenciatura nas cidades de Arapiraca, Penedo e Delmiro Gouveia. Só nas unidades fora de sede estão matriculados 3,4 mil alunos que acreditam na profissão docente.

Maria Guerra é uma entre os quase 1,4 mil professores da Ufal, que procuram se qualificar para o ensino de qualidade. Já são cerca de 700 com título de doutorado. A meta de se tornar docente ela já alcançou, mas a história continua. “Acredito que minha missão perante Deus e os homens é lutar pela vida digna de crianças, adolescentes e jovens, principalmente, os que vivem em situação de vulnerabilidade social. Esta é a minha identidade e, se por ventura, perdê-la, a essência do nome Maria Guerra desaparece”, conclui.

 

Palestra e exame preventivo marcam Outubro Rosa na Ufal

De 23 a 27, trabalhadoras do Hospital Universitário e da Ufal serão encaminhadas para o exame de mamografia

Progep organiza palestra e encaminhamento para exame de mama no HU

Diana Monteiro - jornalista

A Pró-reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (Progep), por meio da Coordenação de Qualidade de Vida e do Trabalho (CQVT) e o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass), realizará uma palestra sobre prevenção de câncer de mama, no dia 27 de outubro. A atividade em parceria com a Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (Sost/HUPAA/Ebserh) será realizada no auditório do Laboratório de Computação Científica e Visualização /Espaço Galileu, no Campus A. C. Simões, das 8h às 11h. A palestra conta com apoio da Geap e será ministrada pela ONG Renascer.

 A ação integra a programação do Outubro Rosa na Universidade Federal de Alagoas e na oportunidade haverá um estande do Banco do Leite do HUPAA com orientações e incentivo ao aleitamento materno.

A gerente do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass) da Ufal, Maria Inez Santos, informa que de 23 a 27 deste mês haverá o encaminhamento de trabalhadoras do HU e da Ufal, na faixa etária dos 50 anos, para a realização de exame preventivo de mamografia.

Mais informações sobre as ações promovidas em alusão ao Outubro Rosa da instituição pelos seguintes telefones: 3214-1471 e 3202-3798.

Projeto Escola da Terra realiza seminário na Ufal com professores do campo

O público alvo são cerca de duzentos professores das redes municipais e estadual

Arte de divulgação

Lenilda Luna - jornalista

Será realizado, no auditório da Reitoria, no dia 25 de outubro, a partir de 18 h, o 1º Seminário do projeto Escola da Terra, que é resultante da parceria entre a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Coordenação Geral de Políticas de Educação do Campo (CGPEC), vinculada à Secretaria de Educação Continuada Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC).

No caso de Alagoas, trata-se da segunda edição desta formação continuada, no nível de aperfeiçoamento, que tem como público-alvo duzentos professores das redes municipais e estadual que atuam nas classes multisseriadas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental das Escolas do Campo, do Estado. As palestras serão proferidas por Clarice Zientarski, da Universidade Federal do Ceará, e Reinaldo Sousa, da Universidade Estadual de Alagoas. A primeira foi realizada entre 2015 e 2016, cuja meta de atendimento foi pactuada em cem professores, e desse total, um alcance considerável de 76% de frequência e aproveitamento ao longo das formações, com 76 cursistas aprovados.

Conforme o projeto pedagógico Escola da Terra, vinculado à Pró-reitoria de Extensão, cumprirá o objetivo de ampliar o acesso à formação continuada para profissionais da educação do campo, “preferencialmente direcionada a professores que atuam em classes multisseriadas e quilombolas”, como ressalta a professora Jusciney Carvalho Santana, coordenadora Institucional do Comitê Gestor Institucional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica (Comfor).

 Além disso, este curso visa contribuir para a oferta de uma educação campesina contextualizada às realidades das suas populações, de qualidade e de conformidade com as Diretrizes Curriculares para as Escolas do Campo.  Nesta edição serão dois polos: Maceió, que funcionará no Campus A.C. Simões e, no Sertão,  que funcionará em Santana do Ipanema, polo de Educação a Distância da Ufal. A demanda de formação continuada dos professores, que foi pactuada entre MEC e municípios é de mais de 1,6 mil professores, de classes multisseriadas do campo.

A formação está alicerçada na pedagogia histórico-crítica. “Com vistas às melhorias da prática pedagógica e da qualificação docente e das condições de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes do campo e de quilombos e em suas comunidades pertencentes ao estado de Alagoas. Pensamos a educação do campo e quilombola a partir da perspectiva do território, entendendo que este é muito mais do que chão, com base no conceito de Milton Santos, de que território é a soma de terra mais as relações sociais”, destaca Cristiane Marcela Pepe, doutora do Centro de Educação da Ufal e coordenadora do projeto Escola da Terra na Ufal.

Cristiane Pepe ressalta que é um grande desafio para os professores atuar em salas multisseriadas. “Uma vez que somos preparados profissionalmente para atuar no sistema escolar seriado, atuar em uma sala com diferentes níveis escolares, com crianças com idade e nível escolar diverso é muito complexo. É um choque entre a formação que recebem e o que necessitam para atuar na prática, além de ter que pensar isso na especificidade do campo, pois a maioria dos professores moram e são do espaço urbano. O curso funciona com base na alternância pedagógica entre tempo universidade e tempo comunidade, com seis módulos de formação, que abordam de alfabetização e letramento à economia solidária”, explica a pedagoga.

A coordenadora ressalta, ainda, que “de acordo com inúmeros depoimentos vindos, principalmente, dos tutores, os projetos pedagógicos das escolas assistidas ganharam mais qualidade, a partir deste curso de aperfeiçoamento, pois nos municípios que já possuíam o entendimento renovado sobre a educação do campo e a questão legal, revelaram a possibilidade de revisão desses projetos. Mas, pelo que sabemos em contato com os municípios, é que a maior parte dessas escolas multisseriadas estão sendo fechadas, com a crise no setor sucroalcooleiro, pois muitos fazendeiros estão optando pela agropecuária e, em decorrência disso, demolindo as casas e obrigando as famílias a um novo êxodo rural”, lamenta Pepe.

 

Circuito Penedo de Cinema lança programação oficial nesta segunda

Evento será aberto ao público às 19h, no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió

Circuito Penedo de Cinema acontecerá de 6 a 11 de novembro. Foto - Jonathan Lins

Ascom CPC

Na noite desta segunda-feira (16), um evento especial no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió, promove o lançamento oficial da programação do Circuito Penedo de Cinema a partir das 19h. Na ocasião, o público poderá assistir aos filmes vencedores da última edição do Circuito em uma sessão de cinema gratuita. São eles: Diva, de Clara Bastos; Tarja Preta, de Márcio Farias; e Eu Queria Ser Arrebatada, Amordaçada e, Nas Minhas Costas, Tatuada, de Andy Malafaia.

A reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Correia, e a secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas, estão confirmadas para a noite de lançamento. O coordenador geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre, reforça o convite para que o público venha a prestigiar o cinema independente e o evento de lançamento.

“Essa atividade, além de anunciar a programação e as atrações da edição deste ano, será para as pessoas verem ou reverem os filmes ganhadores da edição passada. Então, esperamos que todo mundo compareça e prestigie o lançamento, a sessão e o Cine Arte Pajuçara”, diz Onofre.

Realização

O Circuito Penedo de Cinema, que acontecerá de 6 a 11 de novembro em Penedo (AL), é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e da Prefeitura de Penedo.

Abertas inscrições para treinamento desportivo

Evento começa na quinta-feira (19)

Arte de divulgação

Diana Monteiro - jornalista

Oficinas e relatos de experiência marcam o Colóquio de Treinamento Desportivo que transcorrerá nas próximas quinta e sexta-feira, dias 19 e 20, no Centro de Educação (Cedu), Campus A.C. Simões. O evento, com inscrições gratuitas, é destinado a alunos e professores de Educação Física.

A abertura está marcada para quinta-feira, às 19 h, no auditório do Cedu e, conforme a programação, o evento será dotado das seguintes oficinas: badminton, trekking, rugby, e esportes de aventura na escola.

Quanto aos relatos de experiência serão abordados temas como: Educação Física Escolar e Atividades na Natureza: um relato de experiência numa escola municipal de Palmeira dos Índios; Profissional de Educação Física no contexto das corridas de rua; Handebol na Escola na perspectiva do treinamento desportivo; Trajetória profissional: vivendo, aprendendo e construindo por meio da educação física; e Narração com crianças e adolescentes.

Clique aqui para fazer suas inscrição para o Colóquio

Estudantes da Ufal conquistam 3º lugar em maratona de programação

Evento promovido pelo GDG Maceió reuniu dezenas de equipes

Equipe conquistou 3º lugar na competição do Hackathon

Ascom Ufal

Estudantes da área de Computação da Ufal são destaques, mais uma vez, em uma maratona de programação. Eles conquistaram o 3º lugar no Hackathon promovido pelo GDG Maceió. A competição, ocorrida em setembro em um hotel da capital, reuniu mais de dez equipes competidoras.

“O GDG Maceió é um grupo de desenvolvedores apoiados pelo Google, no intuito de divulgar uma tecnologia nova que foi integrada ao Firebase, um Banco de Dados já consolidado do Google. O evento se baseava em workshops, palestras, meetups e tudo mais em torno dessa nova tecnologia”, informa o estudante de Engenharia da Computação e um dos integrantes da equipe, Bruno Georgevich Ferreira. “O Hackathon é uma espécie de maratona de programação, onde sempre há um tema definido e os participantes devem desenvolver alguma tecnologia que facilite ou melhore a situação do tema sugerido. No Hackathon desse evento, o tema foi livre, mas exigia um certo grau de inovação e que usasse o Firebase”, explicou.

A equipe de programadores da Ufal também foi formada pelos graduandos Alfredo Lima, da Engenharia da Computação, Luan Henrique Almeida e Ítalo Oliveira, esses dois do curso de Ciência da Computação. “Tivemos cinco horas e 30 minutos para desenvolver um protótipo da nossa ideia e apresentá-la. Com toda certeza, digo que nesse pouco tempo você adquire uma experiência que só os que já vivenciaram podem descrever. Ver a sua inocente ideia se desenvolver e ganhar um prêmio é muito bom”, comemora.

O projeto premiado dos estudantes da Ufal, relata Bruno, “foi o desenvolvimento de um sistema capaz de detectar, através de câmeras de vídeo, pessoas em um cômodo, além disso também tinha a habilidade de salvar as faces das pessoas que integravam o ambiente, permitindo que outras tecnologias usassem nosso sistema, estendendo-o para aplicações em localização indoor, segurança domiciliar, dentre outros projetos de Internet das Coisas”. “O diferencial do nosso projeto foi trazer a funcionalidade do Firebase para a temática da Internet das Coisas e para isso utilizamos diversas tecnologias, a exemplo do Python, C++/Qt, OpenCV, Firebase, AngularJS e JavaScript”, detalha.

Os estudantes receberam troféus com a insígnia do Firebase e um Google DayDream View. Para o estudante Bruno, “um evento como esse é revigorante, pois é onde colocamos nossos conhecimentos em ação e desenvolvemos boas práticas, as quais são muito valorizadas pelo mercado de trabalho”, destaca. “Também temos oportunidade de trabalhar em equipe, produzir sob pressão e gerenciar projetos, além do que é um momento de diversão com os amigos”, conclui. 

Serviço Social e parceiros trazem à Maceió espetáculo internacional Gen Rosso

Show Streetlight acontece no Ginásio do Sesi nos dias 19 e 20 de outubro

Ascom Ufal

Jovens alagoanos em processo de recuperação da dependência química vão atuar junto aos cantores e atores internacionais do grupo Gen Rosso, radicado na Itália. A apresentação do musical será nos dias 19 e 20 de Outubro no ginásio do Sesi, no Trapiche. A realização é da Fazenda da Esperança e Movimento dos Focolares com apoio do Projeto Zumbido da Faculdade de Serviço Social FSSO/Ufal.

O Gen Rosso estará em Maceió desenvolvendo o projeto “Toda Vida tem Esperança” de 18 a 22 de outubro. “Além da Capital alagoana o show será apresentado em outras cinco cidades do país. É um evento multicultural e que agrega vários segmentos religiosos, com o objetivo único de celebrar a vida, levar a esperança, a cultura da partilha e a vivência do amor como uma ferramenta para uma mudança real da sociedade”, explicam os organizadores.

Toda vida tem esperança

Trazido ao Brasil pelo Frei Hans Stapel, fundador da Fazenda da Esperança, o projeto que já foi apresentado em 2013 e em 2015, em várias cidades brasileiras, dará oportunidade aos jovens de serem protagonistas do espetáculo. Eles vão participar de workshops e oficinas onde aprenderão noções técnicas e artísticas, descobrindo e desenvolvendo talentos e, consequentemente, elevando a autoestima.

Haverá ainda seminários de formação sobre a temática do projeto. Ressaltando que todos os acolhidos nas comunidades terapêuticas de Alagoas, vinculadas a secretaria do Estado Seprev, irão ter a oportunidade de conhecer o projeto social Internacional. Adelson, brasileiro integrante do Gen Rosso, ressalta o clima que se cria de amor recíproco como o mais importante fator durante os workshops. “Esse é o objetivo do projeto. Não é preparar um show, porque um show tantas pessoas fazem, até melhor, mais bonito. Mas não tem esse elemento a mais, como no nosso espetáculo”, revela o artista.

Musical

Inspirado na história real de Charles Moats, um jovem afro-americano envolvido em lutas entre gangues do seu bairro, na Chicago da década de 1960, é uma história de amizade, de um grande ideal – o mundo unido – e de um grupo que se compromete a realizá-lo. A enfrentar temas complexos, como o racismo, o tráfico de armas, a paz e a busca de um significado para a existência, o espetáculo manifesta uma grande força comunicativa, suscita a reflexão e renova a coragem.

Ao longo de mais de 40 anos, o Gen Rosso já teve cerca de 200 profissionais, apresentou-se em 49 nações e soma mais de 2.500 espetáculos, em 230 turnês realizadas em 24 línguas, além de grandes manifestações internacionais, workshops e uma discografia composta por 54 álbuns e 354 canções publicadas. Renovando constantemente seus membros, o grupo, que conta com 18 integrantes.

Os convites estão sendo distribuídos no Viva Alagoas- Maceió Shopping ou na sede dos Movimentos dos Focolares. Mais informações pelo telefone: (82) 998112745

Icat realiza 1º Seminário de Conservação da Caatinga

Evento está com inscrições abertas e transcorrerá nos dias 14 e 15 de novembro

O professor Humberto Barbosa, coordenador do Lapis destaca que o seminário contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais

Diana Monteiro - jornalista

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas promove nos dias 14 e 15 de novembro o 1º Seminário de Conservação da Caatinga frente às secas, à desertificação e às mudanças climáticas. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio acadêmico-científico de alunos da graduação e pós-graduação com pesquisadores oriundos das Geociências e Ciências Ambientais. Também oportunizará a ampliação do debate interdisciplinar e interinstitucional, na perspectiva de fortalecer a cooperação para ações de monitoramento ambiental, visando subsidiar a identificação de áreas prioritárias para a conservação da caatinga, baseada num conjunto abrangente de critérios de vulnerabilidade climática e ecológica.

O professor Humberto Barbosa, coordenador do Lapis destaca que o seminário contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais para debater os seguintes temas definidos: Vulnerabilidade climática; Vulnerabilidade ecológica; Vulnerabilidade à desertificação; e Vulnerabilidade agrícola. “O debate centrado nessas quatro temáticas buscará fortalecer a cooperação entre entidades nacionais e internacionais, visando implantar e consolidar um programa de referência em pesquisas, metodologias, monitoramento, capacitação e subsídio a políticas públicas nas áreas de desmatamento, secas e desertificação da Caatinga”, reforçou.

O seminário tem como público-alvo a comunidade científica e acadêmica; estudantes; profissionais ligados à Inovação;Imprensa; grandes e médios produtores rurais; Cooperativas; Institutos de Pesquisa agropecuária; organizações não governamentais (ONG’s); e Poderes Executivo e Legislativo. “Os resultados de cada um dos quatro temas principais do seminário irão contribuir com propostas para a consolidação de um modelo de pesquisa interdisciplinar/transdisciplinar para mitigação dos impactos das mudanças climáticas, da seca e combater o avanço do desmatamento e da desertificação na Caatinga.”, frisou o professor Humberto, coordenador do Lapis.

Mais informações sobre o o seminário e inscrições aqui ou no Facebook.

Programa

Segundo Humberto Barbosa, as mudanças ambientais e climáticas projetadas para futuro próximo acarretam diversos prejuízos sociais e econômicos para a população. Esse fato se torna grave se consideradas as desigualdades sociais que caracterizam a região semiárida brasileira. “Nesse sentido, é importante que o Brasil apresente, no cenário internacional, um amplo programa nacional que busque uma melhor compreensão dessas alterações ambientais e promova estratégias de prevenção e mitigação dos efeitos desse processo”, diz.

Destaca que em nível local os municípios localizados na área de abrangência da Caatinga podem potencializar as ações de proteção ao bioma, de aproveitamento sustentável do seu potencial e de recuperação de áreas degradadas. Para tanto, por meio de um esforço de articulação, o Laboratório Lapis disponibiliza informações de satélite sobre a situação do uso e ocupação do solo de cada município, com foco na cobertura vegetal e no mapeamento das áreas suscetíveis ao processo de desertificação. “A Caatinga, pela sua importância biológica, genética, social e econômica, necessita de uma iniciativa semelhante, visando propiciar a elaboração de políticas de conservação a esse bioma exclusivamente brasileiro, afirma o pesquisador

Por meio de cooperação com a EUMETSAT o laboratório Lapis da Ufal tem um programa em desenvolvimento. A EUMETSAT é uma organização intergovernamental criada por meio de uma convenção internacional formada atualmente por um total de 30 Estados membros europeus: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária Croácia, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália , Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia.

As atividades da EUMETSAT contribui para formar um sistema mundial de satélite meteorológico de observação a navegação espacial coordenado com outras nações. O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da instituição alagoana atua junto junto ao Instituto de Ciências Atmosféricas da UFAL e adota uma perspectiva multidisciplinar e transdisciplinar na formação de recursos humanos na área de meteorologia, sensoriamento remoto e meio ambiente, por meio de bolsistas de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado) e pós-doutorado sintonizados com as demandas sociais, dando grande ênfase na emergente questão de monitoramento ambiental do bioma Caatinga.

Impactos

Humberto Barbosa diz que diferenciar setorialmente os impactos observador e conseguir mapear a complexa rede de relações causa-efeito - diretas e indiretas, em escalas espaciais e horizontes temporais diferentes – que levam a esses impactos, não é tarefa trivial e imediata. “Por exemplo, num contexto urbano existem fatores físicos, institucionais e socioeconômicos intrínsecos ao sistema, tais como nível de pobreza, inadequação do domicílio, falta de infraestruturas, ocupação ilegal do solo, entre outros, que trazem por si só uma situação de risco, independentemente do fator climático”, enfatiza

O pesquisador acrescenta que as mudanças ambientais vão com muita probabilidade agravar as vulnerabilidades existentes, deixando as comunidades e sistemas ainda mais expostos a riscos de perdas e danos. “O programa em atividade contribui regionalmente para o rápido crescimento do conhecimento acumulado sobre mudanças climáticas, seca e conservação no muito importante e singular bioma brasileiro da Caatinga. A abordagem tem um potencial enorme para melhorar o planejamento da conservação baseado no conhecimento cientifico e fortalecer a formulação de políticas.”, afirma Humberto.

Atuação da mídia no esporte é tema de encontro da Educação Física

Estarão presentes profissionais da área e representantes da mídia alagoana. O encontro acontece em 1º de novembro, às 18h30, no CIC

Arte de divulgação

Cairo Martins – estagiário de Jornalismo

Com o intuito de debater esporte e comunicação, os estudantes do 5º período do curso Educação Física Bacharelado da Ufal realizam o encontro Marketing Esportivo, Atuação da Mídia no Esporte, que acontece em 1º de novembro, no Auditório do Centro Integrado Comunitário (CIC), às 18h30.

O encontro, que já alcança sua quarta edição, vai tratar de assuntos acerca da relação entre comunicação, marketing e esporte. O evento é organizado por estudantes e fruto do conhecimento compreendido na disciplina de Marketing Esportivo, ministrada por Christianne Tenório.

Filipe Caetano estudante do 5º período faz parte da organização e relata com satisfação a experiência em poder organizar mais um evento envolvendo profissionais da área de Educação Física. “Já é o terceiro evento que a gente organiza e a experiência é sempre enriquecedora, porque acabamos tendo contato direto com profissionais atuantes no mercado de trabalho”, declarou o estudante.

Segundo Filipe a expectativa para este é grande, porque vai trazer novos conhecimentos a todos os participantes da Ufal ou de outras instituições. “Esperamos levar uma discussão científica voltada para a experiência profissional do marketing voltado para o esporte e fazer com que os alunos da Universidade e de outras instituições possam ter acesso a essa informação”, ressalta e, finaliza: “esperamos de alguma forma contribuir para a formação do profissional de Educação Física”.

Para os debates, foram convidados os profissionais de Educação Física, o Salva-vidas Bombeiro Militar, Felipe Lira, que discutirá O sucesso das assessorias esportivas e o marketing utilizado e, a coordenadora de eventos da Liga Alagoana de Jiu-Jitsu Sibele Lima, que traz  o tema O crescimento dos eventos de Jiu-Jitsu em Alagoas e a contribuição do marketing esportivo para o alcance de resultados positivos. Já para comandar a discussão  sobre como o repórter de campo influencia o marketing esportivo, o convidado é o repórter da TV Pajuçara, Portal TNH1 e Rádio Pajuçara FM, Bruno Protásio.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas online.

O evento contará com certificado de quatro horas.

Circuito Penedo de Cinema é lançado e anuncia atrações da programação

Atores Irandhir Santos e Clarisse Abujamra estão confirmados; evento reúne ainda outros grandes nomes para os seis dias

Autoridades prestigiaram o lançamento da programação oficial do Circuito Penedo de Cinema

Deriky Pereira e Natália Oliveira - Ascom CPC

Um dos grandes atores do cenário audiovisual do país, Irandhir Santos estará presente no Circuito Penedo de Cinema, que será realizado de 6 a 11 de novembro, em Penedo (AL). A divulgação foi feita durante o lançamento da programação oficial realizado na noite da última segunda-feira (16) no Centro Cultural Arte Pajuçara, em evento aberto ao público. Irandhir participará de um bate-papo sobre o filme Tatuagem, junto ao diretor Hilton Lacerda, logo após a exibição do longa-metragem na Praça 12 de Abril, a partir das 22h, no último dia do evento.

Outro nome do cenário nacional, a atriz Clarisse Abujamra também estará presente no Circuito. Ela participará de um bate-papo sobre o filme Como Nossos Pais, que será exibido para o grande público na mesma praça, já no dia 6, a partir das 20h.

Ainda na programação, o ator e escritor Doc Comparato fará o master class O audiovisual dos anos 80 à virada do século. A atividade será na Casa da Aposentadoria, das 14h30 às 17h na terça-feira (7). No mesmo local, ocorrerá a Conferência de Encerramento sobre Políticas Públicas para o Audiovisual com a diretora-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Debora Ivanov, às 14h do sábado (11).

O professor da Ufal e coordenador geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre, fez uma breve apresentação do evento, destacou a importância dos parceiros e deixou um recado aos presentes: “Peçam mais cinema. Cinema educa, cinema areja a mente. Um salve ao cinema brasileiro”, disse ele, recebendo aplausos dos presentes.

Outros destaques da programação

A Sala de Exibição, localizada na Praça 12 de Abril, será o local onde ocorrerão todas as mostras de filmes. Da terça (7) até a quinta (9), haverá a 4ª Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, sempre das 14h às 16h, com filmes relacionados à temática do meio ambiente e debates com pesquisadores da área. A Mostra conta com total apoio do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), um dos patrocinadores do Circuito.

De terça (7) a sexta (10), o público poderá assistir às mostras competitivas Universitária e Brasileira, onde serão exibidos 30 filmes, a partir das 19h. Durante as manhãs, o local será palco para a programação voltada às crianças. De quarta (8) a sexta (10), sempre das 9h às 11h, será a vez da Mostra de Cinema Infantil, que reúne os pequenos das redes particular e pública de ensino da região.

Já no sábado (11), ocorrerá a apresentação dos trabalhos acadêmicos na Casa da Aposentadoria, no horário das 8h às 12h. Ainda no mesmo dia e horário, acontecem outros dois eventos simultâneos: a Reunião dos Cineclubes Alagoanos, no Clube de Pesca de Penedo (Capespe) e, o Espaço para Reuniões de Trabalho e Setoriais, no Centro de Extensão Universitária (CEU).

Além disso, diversas oficinas pela manhã, master class e mesas-redondas na faixa vespertina – todos com temáticas variadas – complementam a programação do evento.

E assim como ano passado, a programação do Circuito Penedo de Cinema também contará com apresentações musicais nos fins de noite. Na quinta (9), Lambertos e Lara Melo abrem os trabalhos. Na sexta (10), Janu e o grupo Olha o Xote continuam a programação e no sábado (11), após a solenidade de premiação dos vitoriosos, apresentam-se as atrações Batuque Sururu, Wilson Santos e Orquestra de Tambores e Jurandir Bozo.

Autoridades prestigiam lançamento da programação

O presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, destacou que a entidade patrocina eventos como o Circuito por meio de um trabalho de gestão cultural dos recursos hídricos. “Estamos criando uma outra visão. Um rio não é um canal. Ele é, sobretudo, um ecossistema e um elemento fundamental para a estabilidade emocional das populações. Um rio é um patrimônio paisagístico e quem mais expressa esse olhar sobre ele são os produtores culturais. Fazer cultura é fazer gestão sustentável por uma política pública que garanta água de qualidade e a riqueza do imaginário do nosso povo”, salientou.

O prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, agradeceu o apoio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para a condução do evento e fez um breve resgate histórico dos tradicionais Festivais de Cinema na cidade ribeirinha. Ele ainda ressaltou que, para o próximo ano, almeja a realização do Circuito no novo Centro de Convenções de Penedo.

“Reinauguramos o Teatro Sete de Setembro, a casa mais antiga de espetáculos do Estado e temos, no Cine São Francisco, a maior sala de cinema com mais de 1,1 mil lugares. A Prefeitura, junto ao Ministério do Turismo, está transformando este local num grande Centro de Convenções. E, com certeza, ano que vem, faremos esse evento onde ele nunca deveria ter saído: no antigo Cine São Francisco, um ícone da arquitetura moderna do Brasil”, revelou.

A reitora Valéria Correia, destacou que, logo depois da realização da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, o Estado continuará respirando cultura por meio da realização do Circuito Penedo de Cinema. “Acabamos recentemente este grande evento literário, que foi a Bienal, e logo mais teremos o Circuito. Então essa é a forma da Universidade Federal de Alagoas responder à crise, mostrando cultura e socialização do conhecimento. Com isso, a Ufal vem e cumpre a sua missão e, certamente, teremos dias de glória na cidade de Penedo”, destacou.

Realização

O Circuito Penedo de Cinema acontecerá de 6 a 11 de novembro em Penedo (AL) e é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e da Prefeitura de Penedo.

Acesse o site do CPC para ver a programação completa.

 

Especialização em Saúde da Família da Ufal inicia primeira turma

Estudantes do Programa Mais Médicos estão sendo capacitados na área

Diego Souza (em pé), da Cied, representou a reitora Valéria Correia. Foto: Ascom Cosems

Mary Wanderley com Ascom Ufal

A primeira turma do curso de especialização em Gestão do Cuidado em Saúde da Família da Ufal já iniciou as atividades no início de outubro. O curso será composto por 27 estudantes do Programa Mais Médicos de Alagoas e a meta da coordenação é formar 210 médicos nos próximos três anos.

"A ideia é capacitar estes profissionais para que possam atender a população de forma mais qualificada", destacou a coordenadora geral do curso, Célia Rozendo, sobre os médicos vinculados ao Programa, que já está presente em 62 municípios alagoanos e fazendo a diferença de forma positiva na assistência ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A coordenadora pedagógica, Rosana Vilela, acrescentou que o desafio ao fim do curso é construir em conjunto boas memórias. Já o titular da Coordenadoria Institucional de Ensino a Distância (Cied), Diego Souza, que representou a reitora da Ufal, Valéria Correia, afirmou que a turma surge em momento complicado para o SUS no Brasil, logo, se faz necessária a junção de esforços no sentido de defendê-lo,fortalecendo a saúde da família que, na opinião dele, "é o pilar do sistema".

O vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), Rodrigo Buarque, também secretário de Saúde de Jundiá, participou da cerimônia de abertura, no dia 6. Na ocasião, ele destacou a importância da especialização enquanto intercâmbio de experiências entre profissionais de diferentes nacionalidades e regiões. "A especialização vai promover uma troca rica de conhecimentos e esperamos ao fim do curso voltar à Ufal para vivenciar os resultados exitosos adquiridos, considerando que apesar da crise na saúde pública do país, a Atenção Básica só tem a crescer com estas parcerias e qualificações", reforçou Buarque.

De acordo com Shirley Araújo, da Referência Descentralizada do Ministério da Saúde para o Mais Médicos em Alagoas, é importante esses profissionais terem ciência da necessidade de fazer a interface entre ensino e serviço.

"A maioria da turma é formada por cubanos que podem aproveitar para agregar o conhecimento da medicina integral e, junto aos gestores, elaborar um projeto de intervenção e mudar a realidade dos indicadores de saúde do território de forma qualitativa, por exemplo", sugeriu Shirley. 

Seguem abertas inscrições para Semana Luz no Ambiente Tropical

Evento acontece de 6 a 10 de novembro; Os trabalhos podem ser submetidos até o dia 29 deste mês

Arte de divulgação

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

Entre os dias 6 e 10 de novembro, o Grupo de Pesquisa e Iluminação (Grilu) realiza a 4ª Semana Luz no Ambiente Tropical (Slat). Para participar das atividades é necessário realizar previamente as inscrições, que estão com valores de R$ 30 para estudantes e R$ 80 para profissionais. Os interessados em submeter trabalhos podem inscrever até o dia 29 de outubro.

A programação contará palestras, mostras de trabalhos, mesas-redondas e minicursos. As palestras serão realizadas no auditório do Senai, localizado no bairro Farol, e as outras atividades acontecem na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Centro de Tecnologia (Ctec) e Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV) da Universidade Federal de Alagoas.

Entre os palestrantes estão o professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Roberto Lamberts, o lighting designer Plínio Godoy, e os professores da Ufal Ricardo Cabús, Wellinsílvio Costa e Marcelo Leite Lyra.

De acordo com a organização, o evento tem por objetivo dar oportunidade aos participantes com atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovações tecnologias sustentáveis, chamar a atenção dos projetistas para a gravidade dos problemas de desempenho das edificações, promover a cooperação entre diferentes grupos e estimular a participação e divulgação de pesquisas no âmbito da graduação e pós-graduação.

Sobre o Grilu

O grupo surgiu em 2004, com o objetivo de realizar investigações relacionadas à iluminação natural, à iluminação artificial e à eficiência energética na edificação e programas de computador e aplicativos de celular de apoio ao ensino em graduação e pós-graduação, à pesquisa e ao projeto de conforto ambiental no ambiente construído. O Grilu é liderado pelo professor Ricardo Carvalho Cábus e formado por professores, alunos de graduação e pós-graduação em Arquitetura e graduandos de Engenharia Civil, de Petróleo e Computação.

Mais informações podem ser consultadas no site do evento.

Projeto Aquarela transforma espaços por meio da arte em Alagoas

Intervenções e oficinas são desenvolvidas por estudantes de Arquitetura e Urbanismo

Projeto é realizado em Branquinha

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

Transformar espaços por meio da arte é um dos objetivos do projeto Aquarela, desenvolvido no município de Branquinha, na Zona da Mata de Alagoas. Algumas das crianças e adolescentes envolvidas no projeto puderam ter o primeiro contato com a produção de arte pelas intervenções e oficinas realizadas por estudantes dos 1° e 3° períodos do curso de Arquitetura e Urbanismo do Campus Arapiraca. O projeto faz parte do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext), da Pró-reitoria de Extensão (Proex), que tem como base trabalhos que relacionem o conhecimento acadêmico-científico-tecnológico a ações coletivas, comprometidas com o humanismo.

O Aquarela começou a ser pensado a partir de reuniões de planejamento e pesquisa com famílias do bairro São Francisco, no qual a equipe pode identificar as necessidades da comunidade e pensar em ações para diminuir carências nas áreas de conhecimento artístico e cultural. Após a avaliação, os estudantes consultaram os custos de execução e materiais através de parceria com pontos de comércio, além da compra de outros itens necessários. “De dezembro de 2016 a maio de 2017 realizamos oficinas de desenho, pintura, produção de brinquedos, brincadeiras e atividades lúdicas com cerca de 30 crianças advindas de famílias pobres da comunidade”, explicou o estudante Henrique Santos, integrante da equipe.

Em junho de 2017 as intervenções artísticas iniciaram na praça do bairro, com a realização de oficinas em conjunto com as turmas. As atividades consistiram em pintura de temas e personagens lúdicos e infantis nos muros do entorno de duas quadras do local.

“Vimos, com a realização das primeiras oficinas com as crianças, o avanço na interação com as técnicas de arte ensinadas, além da notável empolgação pelas novas experiências, visto que muitas delas tiveram o primeiro contato com a arte através do projeto. As intervenções físicas na praça resultaram no implemento estético do local, comprovado por muitos moradores da região que passaram a utilizar o espaço como área de convivência”, afirmou Henrique.

As intervenções continuaram de julho a agosto de 2017 sendo realizadas pelos bolsistas, colaboradores e voluntários do projeto, coordenados pela professora Elisabeth de Albuquerque, a fim de finalizar tais pinturas, produzir mobiliário urbano para a praça e posteriormente, fixar o material produzido no local. 

Extensão

O Proccaext propõe a formação de círculos comunitários compostos por professores, técnicos administrativos, estudantes da Ufal e pessoas das comunidades. Cada círculo é responsável por problematizar, planejar, elaborar e agir, avaliando as ações e verificando o retorno à prática social, que deve estar em outro patamar, quando comparada ao início do projeto. O objetivo geral é fortalecer a formação acadêmico-cultural por meio da relação entre a Universidade e as comunidades. 

Ufal é representada em Congresso Internacional de Ensino da Matemática

Professor do Cedu e aluna de Pedagogia apresentaram trabalhos

Professor e aluna participaram de evento em Canoas

Ascom Ufal


O professor Carloney Alves de Oliveira, do Centro de Educação e a aluna do curso de Pedagogia, Mércia Cristina dos Santos Farias, participaram, no início de outubro, do 7ºI Congresso Internacional de Ensino de Matemática, promovido pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), ocorrido na cidade de Canoas-RS.

O tema central do evento foi A educação matemática na América Latina, com a proposta de colocar em discussão as novas temáticas e tendências da área, seja como campo profissional ou de pesquisa. O objetivo era divulgar a investigação acerca da Educação Matemática na América Latina, proporcionando trocas de experiências e informações entre os docentes e pesquisadores da área.

Carloney e Mércia apresentaram o trabalho intitulado Ações matemáticas no contexto da formação do pedagogo: aprender fazendo na oficina de Geometria. O artigo tem como objetivo refletir sobre a prática educativa na formação do pedagogo, a partir da elaboração e execução de atividades propostas numa oficina temática sobre Geometria, realizada na disciplina Saberes e Metodologia do Ensino de Matemática 1, ministrada no curso de Pedagogia da Ufal no semestre de 2016.1.

“Entendemos que a formação do pedagogo no contexto da ludicidade como apoio ao processo de ensino e aprendizagem representa um avanço nas formas de interação entre professor e aluno, bem como na variedade de jogos que podem ser utilizados no processo de educação. Evidentemente, a presença dos recursos lúdicos é indispensável, mas desde que os mesmos possam ser entendidos e explorados com ênfase na criatividade e na metamorfose  [mudança, transformação de si e do contexto local]”, ressaltou o professor Carloney.

De acordo com o docente, este evento congrega o universo dos segmentos envolvidos com a Educação Matemática: professores da Educação Básica, professores e estudantes das licenciaturas em Matemática e Pedagogia, estudantes da pós-graduação e pesquisadores. “A cada encontro constatamos o interesse pelas discussões sobre a Educação Matemática, seus fazeres múltiplos e complexos, novas tendências metodológicas e pesquisas que dão sustentação ao campo”, destacou.

Programação do Circuito de Cinema será apresentada em Penedo

Evento ocorrerá na próxima sexta-feira (20); Organização também divulgou a lista de trabalhos acadêmicos selecionados

Circuito Penedo de Cinema acontecerá de 6 a 11 de novembro. Foto - Jonathan Lins

Deriky Pereira - Ascom Circuito

Após primeira apresentação em evento realizado no Centro Cultural Arte Pajuçara na noite da última segunda-feira (16), a programação do Circuito Penedo de Cinema também terá divulgação especial na cidade ribeirinha. O evento ocorrerá nesta sexta-feira (20), a partir das 19h, no Teatro Sete de Setembro.

Para esta apresentação, além do coordenador geral professor Sérgio Onofre, outras autoridades deverão estar presentes, tais como o Prefeito de Penedo, Marcius Beltrão e demais representantes da Ufal e do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), parceiro do evento.

O Teatro Sete de Setembro possui 300 lugares, além do térreo e mais três andares para que os visitantes possam assistir aos espetáculos sentados. Recém-inaugurado após reforma, o espaço passou por melhorias na estrutura, recebeu novos equipamentos de luz, som e cenografia.

Trabalhos acadêmicos selecionados

A lista de trabalhos acadêmicos escolhidos para participar do 7º Encontro de Cinema Alagoano foi divulgada. O evento será realizado no sábado, dia 11 de novembro, como parte da programação do Circuito. No total, 18 artigos foram selecionados para apresentação.

Segundo o professor Sérgio Onofre, esta é uma importante janela para os pesquisadores participarem de uma intensa troca de experiências. “Especialmente para os novos pesquisadores, sejam estudantes da graduação ou pós-graduação, visto que eles vão apresentar seus trabalhos que vêm construindo no dia a dia”, disse.

Onofre reforçou, ainda, que o 7º Encontro de Cinema Alagoano proporciona debates interessantes entre os pesquisadores. “Eles, que se dedicam a pensar sobre esse campo do audiovisual, terão a oportunidade de discutir essas temáticas, pois esse momento também gera um debate. E vão ouvir a opinião de outras pessoas sobre as proposições, teses, enfim, esse é um importante momento do nosso Circuito”, declarou.

Vale reforçar que os selecionados terão, no máximo, dez minutos para apresentar e a emissão de certificados de participação será restrita aos autores que o fizerem de modo presencial no dia 11.

Confira aqui a lista dos trabalhos selecionados para o 7º Encontro de Cinema Alagoano.

Realização

O Circuito Penedo de Cinema acontecerá de 6 a 11 de novembro em Penedo (AL) e é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e da Prefeitura de Penedo.

Reitora defende transporte universitário em reunião com prefeitos

Mobilidade estudantil apoiada pelos municípios representa condição de permanência para muitos alunos

Em Maceió, mais de 13 mil moram na capital e estudam no campus sede, mas 615 são do município de Rio Largo, 277 de São Miguel dos Campos e 265 de Arapiraca.

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

A reitora Valéria Correia pediu o apoio dos prefeitos para manter o transporte universitário em reunião realizada na segunda-feira (16) na sede da Associação de Municípios Alagoanos (Ama). Na ocasião, Correia apresentou dados sobre o perfil socioeconômico dos estudantes de graduação no Brasil, além de informações sobre os discentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para reforçar a importância da manutenção do apoio dos municípios na mobilidade estudantil.

A porcentagem de estudantes nas universidades públicas brasileiras com renda per capita de até um salário mínimo e meio passou de 3% para 32%, de 1996 a 2014. É o que diz a 4ª Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Instituições Federais de Ensino Superior Brasileiras, organizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), apresentada durante a reunião da Ama.

A reitora mostrou ainda durante a sessão, dados sobre o processo de expansão das universidades públicas brasileiras. “A Ufal mais que duplicou o número de vagas com o processo de interiorização. Temos hoje 99 cursos de graduação, 41 mestrados e 14 doutorados bem conceituados. São mais de 30 mil estudantes e nos preocupamos com a permanência deles na Universidade”, explicou. Apesar da existência do Programa Nacional de Assistência Estudantil, em vigor desde 2010, os recursos são insuficientes para atender a demanda. “Cada vez mais, filhos de trabalhadores e trabalhadoras estão tendo a oportunidade de realizar o curso superior, entretanto os recursos da Assistência Estudantil não têm aumentado, principalmente no último ano”, explicou.

Outro estudo apresentado foi o relatório de estudantes da Ufal, que traz uma noção do fluxo de deslocamento dos alunos entre os municípios alagoanos, registrados a partir de dados dos estudantes matriculados em cursos de graduação presencial no semestre 2016.1, disponíveis no SieWeb. Em Maceió, mais de 13 mil moram na capital e estudam no campus sede, mas 615 são do município de Rio Largo, 277 de São Miguel dos Campos e 265 de Arapiraca. “Isso é uma amostra, pois muitos não informaram o endereço completo ou esquecem de registrar o município, mas já são números significativos que expressam a necessidade do transporte para a mobilidade estudantil”, completou Correia.

Representando a Controladoria-Geral da União (CGU), Sérgio Studart elogiou o estudo apresentado pela reitora durante a reunião da Ama, reforçando que isso é apenas a ponta do iceberg, porque ainda existem as informações sobre os alunos das universidades privadas. “Estou impressionado. Isso é realmente um trabalho necessário para que se possa tomar uma decisão. Não é possível fazer nenhum planejamento sobre transporte ou qualquer outra coisa sem informação. Esse tipo de estudo nos mostra qual o problema para assim correr atrás da solução. Foi muito adequado e pertinente”, elogiou.  

Transporte e moradia

A evasão, segundo Valéria, acontece principalmente pela falta de condições de permanência dos alunos na Universidade. “O transporte é hoje uma condição que os senhores e senhoras podem dar para a juventude dos seus municípios porque o processo de formação desses estudantes vai garantir o sonho deles e delas e também o retorno para o município com o acesso ao ensino superior”, afirmou.

Complementando o pedido da reitora, a deputada Jó Pereira convidou os presentes na reunião para a Audiência Pública da próxima segunda-feira (23), que discutirá o transporte e moradia estudantil: permanência e êxito acadêmico. “Nossa preocupação é discutir a problemática de maneira ampla e ver que a dificuldade não é só do município de Campo Alegre ou Coruripe, mas uma dificuldade que precisa ser compartilhada para dividir a solução dos problemas”. Segundo a deputada, a discussão conjunta poderia culminar, inclusive, com a oferta de moradia compartilhada entre vários municípios, o que ajudaria os estudantes e diminuiria os riscos de acidentes no percurso.

A reunião foi finalizada com o agradecimento da reitora Valéria Correia pela oportunidade de expor o problema e parabenizou os prefeitos que apoiam e disponibilizam o transporte para os estudantes. “Esse é um investimento importante. Meu apelo de solidariedade é que, mesmo nessa crise, se priorize o presente e o futuro da juventude”, reforçou. 

Confira aqui o relatório da Proest sobre os estudantes da Ufal por munício de residência. 

Veja no anexo a Pesquisa Nacional de Perfil dos Discentes das Ifes. 

Curso de Música promove workshop de violão com aluno da Unesp

Nícolas Silva, músico alagoano, fará apresentação seguida de bate-papo com os participantes

Nícolas Silva ministra workshop nesta sexta

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

O vencedor do prêmio de Músico Revelação no 4º Concurso Jovens Músicos, no Rio de Janeiro, há época com apenas 14 anos, é o convidado do curso de licenciatura em Música da Ufal para fazer uma apresentação seguida de bate-papo sobre violão. Nícolas Silva é alagoano e estuda no Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Ele vai ministrar workshop na Sala 11, no Espaço Cultural, na Praça Sinimbu, na próxima sexta-feira (20), às 11h30. O evento é gratuito e qualquer pessoa pode participar.

Segundo o professor do curso de Música da Ufal, Milson Fireman, Nícolas tem apenas 20 anos de idade e já é um destaque na performance do violão, além de estudar com um dos mais conceituados violonistas do Brasil, Fábio Zanon. “Ele vai estar em Maceió e o convidamos para participar desse momento aqui na Ufal”, disse.

Para Fireman, a ideia é promover a troca de experiências entre os estudantes de violão do curso de Música e Nícolas. “Claro que também vamos dar oportunidade que outras pessoas participem, sejam músicos, admiradores e pessoas interessadas na performance desse instrumento”, destacou.

Antes do workshop, Nícolas vai apresentar seis músicas: Aria con Variazioni, de Girolamo Frescobaldi (1583-1643); Gran Sonata Op. 22, de Fernando Sor (1778-1839); Suite Española: Cadiz – Cataluña, de Isaac Albeniz (1860-1909); Thème Varié et Finale, de Manuel M. Ponce (1882-1948); Naqueles Velhos Tempos - Jorge do Fusa, de Garoto (1915-1955); e Sonatina, de Albert Harris (1916-2005).

Mais sobre Nícolas

Nícolas Porto Silva começou seus estudos com o pai, o professor de música Marcos Silva, aos 8 anos de idade. Ele ficou conhecido nacionalmente quando esteve, em 2008, no programa Domingão do Faustão. De lá para cá, já se apresentou em importantes teatros no cenário regional e nacional, dentre eles o Centro de Educação Musical de Olinda-PE; o Conservatório Pernambucano de Música, o Museu da República do Rio de Janeiro; e o auditório da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Também já foi convidado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste para participar do 6º Festival BNB da Música Instrumental, com recitais em Sousa, na Paraíba, e em Juazeiro do Norte, no Ceará. Nessa trajetória de quase 12 anos de carreira já tem uma vasta experiência, adquirida ministrando aulas, fazendo recitais, workshops e, principalmente, se dedicando a executar obras de renomados compositores nacionais e estrangeiros da música clássica.

Ele também tem feito masterclass com renomados violonistas no cenário internacional, entre eles: Franz Halasz (Alemanha); Johan Fostier (Bélgica); Paulo Martelli (Brasil). Em 2016 e 2017 foi bolsista nas edições 47 e 48 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Nessa última edição, participou da estreia nacional da obra Pentimento, da compositora russa Sofia Gubaidulina.

Em 2016 fez sua estreia em um dos mais importantes projetos de música clássica do Brasil: o Movimento Violão Jovens Virtuoses.

Workshop comemora 25 anos da pós-graduação do Instituto de Física

Atividade, em sua décima edição, homenageia mestrado e doutorado do Programa

Instituto de Física, no Campus A.C. Simões, em Maceió

Diana Monteiro  - jornalista

Palestras, minicursos e apresentação de trabalhos integram a programação do 10º Workshop da Pós-graduação no Instituto de Física da Universidade Federal de Alagoas, que celebra 25 anos de funcionamento do programa na área, com mestrado e doutorado em Física.

O evento será de 23 a 27 deste mês, na unidade acadêmica instalada no Campus A.C. Simões, e oportunizará a troca de experiências entre alunos do citado programa e estudantes de outras instituições, além do acompanhamento da execução dos projetos de tese e dissertação. Promove também uma maior visibilidade às atividades acadêmicas e científicas desenvolvidas na pós, e potencializa novas colaborações com pesquisadores convidados.

O coordenador do workshop, Eduardo Fonseca, destaca que as inscrições estão abertas, mas podem ser feitas também nos dias do evento. Sobre as principais contribuições científicas, tecnológicas ou inovação, ele acrescenta: “É também um evento oportuno aos alunos do programa, que terão uma visão mais integrada de todos os projetos em desenvolvimento, permitindo assim, que eles possam começar a traçar interações científicas, que é de fato o que deve existir entre alunos de doutorado”, diz.

Eduardo complementa que o worshop possibilitará que as principais linhas de pesquisas do Programa de Pós-graduação sejam apresentadas de forma integrada aos alunos e pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas e de outras instituições de ensino superior. “O espaço reservado para alunos que integram a iniciação científica certamente será um estímulo para eles ingressarem num programa de pós-graduação”, frisou.

Histórico

O PPG em Física da Ufal  foi implantado em 1992, a partir da criação do mestrado em Física da Matéria Condensada, Teórica e Experimental. A consolidação das pesquisas nas respectivas áreas foi confirmada com a criação do doutorado, em 1991, também na mesma área.

Segundo o professor Eduardo Fonseca, na última década houve na unidade acadêmica uma excelente expansão do quadro docente e atualmente as linhas de pesquisas extrapolam a Física da Matéria

Condensada, o que culminou na retirada do nome da área específica, para assim abranger todas as atividades de pesquisa desenvolvida na pós-graduação. “Desde então a pós-graduação tem se expandido com a incorporação de novas áreas de pesquisa, aumento do número de alunos, professores permanentes, além de contar com um número crescente de professores visitantes e pós-doutores”, diz.

Eduardo informa que durante o estágio de consolidação do Programa de Pós-graduação em Física da Matéria Condensada, foi instituída a realização anual do Workshop do Programa de Pós-graduação que está na décima edição. A primeira, realizada em janeiro de 2008, foi restrita apenas aos estudantes: “O objetivo inicial do evento era promover o acompanhamento da execução dos planos de pesquisa dos estudantes, com a programação do evento consistindo em comunicações orais dos participantes do programa, onde foram apresentados os principais resultados de suas pesquisas, além de sessões de defesa de dissertação de mestrado e tese de doutoramento”, diz.

A partir da segunda edição, o Workshop teve seu formato ampliado, permitindo a participação de estudantes de graduação e pós-graduação de outras instituições. A ampliação no formato teve como objetivo dar maior visibilidade ao programa, bem como aos projetos desenvolvidos no Instituto de Física da Ufal. Houve então, a alteração da programação para incluir palestras, convidados e minicursos ministrados por pesquisadores de reconhecida contribuição científica pela comunidade acadêmica.

“Os dois principais frutos de todas as edições do workshop realizado anualmente são o aumento do número de discentes no Programa de Pós-graduação de Física, hoje sendo em torno de 80 alunos com sua maioria no programa de doutorado e, a criação de vários novos laboratórios de pesquisa, principalmente experimentais”, destacou Eduardo Fonseca.

Ele citou como exemplos de equipamentos de grande porte para os estudos científicos: Microscópio MultiView 4000 com AFM, SNON, Multiprobe, da Nanocs; Microscópio confocal LabRAM; 2 fluorímetros  - Fluorolog 3 e NanoLog; Difratômetro de Raio-X; FTIR; 2 MEV/EDX, 2 Espectrofotômetros; e Lasers diversos.

Instituto de Física

A graduação foi iniciada em 1974 como a implantação do curso de licenciatura em Ciências, que ofertava a opção Física. Só a partir de 1987, dentro de um programa de avaliação curricular foram criados os cursos de Licenciatura Plena em Física e Bacharelado em Física.

Em 1992 foi implantado o mestrado em Física da Matéria Condensada, desenvolvendo pesquisas nas áreas de óptica e mecânica estatística e em 1999 o doutorado na mesma área expandindo suas linhas de pesquisa. Dentre elas: óptica não linear, óptica quântica, sistemas complexos, física computacional, fotônica e biofotônica, sistemas biológicos e fluidos complexos.

Com base no Estatuto da Ufal, em 2006 o Departamento de Física tornou-se unidade acadêmica sem perder o empenho para a busca da excelência acadêmica e da produção de novos conhecimentos científicos. Além da licenciatura, que funciona no horário noturno e do bacharelado, no horário diurno, o IF oferece a licenciatura na modalidade de Educação a Distância (EaD).

A meta do IF é formar licenciados para atuar na área de ensino de Física e bacharéis que, normalmente, alimentam o Programa de Pós-graduação em desenvolvimento e outras PGs, que os habilitarão para o exercício do Magistério Superior ou à pesquisa em diversas áreas.

A unidade acadêmica também possui programas de iniciação cientifica, monitoria e extensão, com bolsistas desenvolvendo trabalhos científicos nas diversas áreas de pesquisa.

Estudantes de Computação promovem evento sobre Internet das Coisas

Programação ocorrerá de 9 a 11 de novembro e conta com palestras, mesa-redonda e campeonato

Arte de divulgação

Ascom Ufal

Estudantes do Instituto da Computação (IC) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em parceria com a faculdade Estácio–FAL, promovem, de 9 a 11 de novembro, o evento de tecnologia Internet of Things, IoT MCZ 2017.

Com o tema Internet das Coisas, toda programação é gratuita e ocorrerá à tarde e à noite no prédio da Estácio. Os participantes terão direito a certificado de 15 horas, emitido pela Faculdade Estácio de Alagoas. Palestras sobre conceito, mercado, mesa-redonda e campeonato são algumas das atividades.

A equipe organizadora do IoT MCZ destaca que a Internet das Coisas é um ambiente que reúne informações de vários dispositivos (sensores) e de aplicações (processamento) por meio de comunicação (conexão) entre as partes. “Assim, com uma maior quantidade de dispositivos que gera dados ou atua no ambiente e com capacidade de comunicação, aumenta também a propensão de gerar um ambiente IoT”, completam os organizadores.

“É uma tecnologia que já revelou um grande faturamento e promete um ganho de mais de US$ 7 trilhões em 2020. O evento é uma oportunidade para adquirir conhecimento e se atualizar sobre esta tendência”, afirmam.

Clique aqui para conferir detalhes da programação.

Dia Mundial da Alimentação debate processos migratórios e segurança alimentar

Programação contou com palestras, exibição de filme e discussões no auditório da Biblioteca Central

Produtores rurais participaram do debate na Ufal

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

Comemorado no dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação foi celebrado nesta quarta-feira (18) na Universidade Federal de Alagoas, com palestras, exibição de filme e debates realizados no auditório da Biblioteca Central. Mude o futuro da migração: Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural foi o tema definido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (ONU/FAO) para este ano. O evento foi promovido pelo Projeto Colhendo Bons Frutos, da Faculdade de Nutrição (Fanut), em conjunto com os cursos de Agroecologia e Serviço Social.

Os processos migratórios decorrentes de guerras, desastres ambientais ou mesmo do deslocamento em busca de melhor emprego e moradia foram um dos focos do debate. “Trazemos esse tema, focando na necessidade de se ter políticas que favoreçam a permanência das pessoas nos seus locais de moradia, para que elas trabalhem e desenvolvam a sociedade local”, afirmou a professora Leiko Asakura, integrante da organização do evento.

A atividade trouxe também a discussão sobre o desenvolvimento rural das comunidades que trabalham com agricultura familiar e orgânica. A Feira Orgânica, montada ao lado da Biblioteca Central, oferece alimentos do campo para a cidade, favorecendo as comunidades produtoras, além de contribuir com o desenvolvimento econômico e social dos agricultores. “Trazer o debate para a Universidade faz com que as pessoas se tornem conhecedoras e mais participativas. Comprar um alimento orgânico traz um benefício para a família que consome e também beneficia os produtores”, complementou a professora.

A programação contou, ainda, com relatos de experiências dos produtores do Assentamento Zumbi dos Palmares, localizado no município de Branquinha. “A Feira representa muito para mim, é lá que ganho meu dinheiro. Antigamente a gente vendia para os atravessadores, hoje a gente vende diretamente para a comunidade. Se eu soubesse que era tão boa tinha começado antes”, contou Seu Naldo, como é conhecido pelos agricultores e professores do projeto Colhendo Bons Frutos. O evento reuniu docentes, técnicos e estudantes dos cursos de Nutrição, Serviço Social e Agroecologia da Ufal, com o objetivo de estimular o debate entre a comunidade acadêmica, consumidores e agricultores.

Unidade de Ensino Penedo promove segunda edição dos Jogos Internos

Estudantes garantiram vaga para jogar nas modalidades futsal e handebol

Jogos serão disputados em novembro na cidade de Penedo

Ascom Ufal

A Unidade de Ensino da Ufal em Penedo realizará, de 3 a 5 de novembro, a segunda edição dos Jogos Internos com o objetivo de integrar a comunidade acadêmica da cidade e incentivar a prática esportiva. As competições vão ocorrer no Ginásio da Escola Municipal Santa Luzia.

O evento é uma iniciativa do Centro Acadêmico de Sistemas de Informação e conta com a coordenação do Núcleo de Assistência ao Estudante (NAE), sob a supervisão da assistente social Joelma Trajano.

“Os jogos são abertos a toda comunidade acadêmica da Unidade Penedo: alunos, técnicos administrativos, docentes e servidores terceirizados. Este ano, abrimos inscrição para os discentes de outros cursos que quisessem compor a comissão organizadora. As inscrições das equipes ocorreram no mês de setembro e foram inscritas seis equipes para o futsal e cinco para o handebol”, detalha Joelma.

Estudantes de Engenharia de Produção, Engenharia de Pesca, Ciências Biológicas e Sistemas de Informação garantiram vaga para jogar nas modalidades esportivas acima citadas.

Inscrições abertas para Jornada Pedagógica para Músicos de Banda

Evento acontece de 16 a 19 de novembro na cidade de Marechal Deodoro

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

A primeira capital do Estado vai sediar um grande evento cultural e científico, de 16 a 19 de novembro. Marechal Deodoro vai reunir estudantes e profissionais na oitava edição da Jornada Pedagógica para Músicos de Bandas (JPMB), que este ano está inserida na programação comemorativa dos 200 anos de emancipação política do Estado. O evento é uma realização da Universidade Federal de Alagoas, junto com o Sesc e o Espaço de Compreensão e Invenção Musical (Ecim). As inscrições já estão abertas e são feitas online até 3 de novembro.

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição com dados pessoais, indicando as atividades que desejam participar e também responder a um questionário do grupo de pesquisa Metodologia Instrumental, do qual faz parte o professor Marcos Moreira, coordenador-geral da JPMB. A taxa de inscrição é R$ 15 mais um quilo de alimento não perecível. Os donativos serão entregues a instituições que atendem pessoas carentes de Marechal Deodoro.

No ato da inscrição, as pessoas podem escolher participar das oficinas realizadas pela manhã e à tarde ou apenas um dos turnos. “No horário da manhã, serão realizadas atividades específicas de instrumentos e educação musical. À tarde, serão os grupos especiais: oficina de frevo, ensaio de três bandas distintas e harmonia”, explicou Moreira.

Além das oficinas, os inscritos podem assistir gratuitamente a todas as atividades que vão acontecer durante a Jornada. “Nosso evento também proporciona um momento de integração, no qual dá oportunidade à população local e visitantes assistirem aos concertos na Igreja Santa Madalena e às apresentações na Praça do Convento”, anunciou o coordenador.

Abmus

Pela primeira vez, o 2º Congresso da Abmus - Associação Brasileira de Musicologia virá para Marechal Deodoro e acontecerá simultaneamente à JPMB. Os dois eventos vão promover um grande encontro com palestras, concertos, recitais, retretas de bandas, oficinas e mesas-redondas destinados a músicos de banda, professores, artistas e comunidade em geral.

De acordo com Moreira, a JPMB busca fazer essas parcerias entre academia e práticas musicais de modo a estreitar a interação com as instituições filarmônicas e a Educação. “Nossa Jornada, pretende promover um diálogo sobre políticas públicas e educacionais na região a partir do contexto instrumental na Lei 11.769/2008. Esta lei, segundo a ABEM [Associação Brasileira de Educação Musical], favorece espaço para uma discussão sobre o que se pode fazer para melhorar a educação brasileira e possibilita que se planeje essa inserção da música no sistema educacional no Brasil. Isso está ligado ao exercício da cidadania cultural, um direito de todo brasileiro e a escola é, ainda, o único espaço garantido constitucionalmente de acesso a toda a população”, destacou.

Parceria

Nessa oitava edição, a JPMB conta com a parceria institucional da Prefeitura de Marechal Deodoro, do Governo de Alagoas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), e do Consulado Honorário de Portugal em Maceió. Também são parceiras instituições brasileiras e portuguesas: a Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; o Conservatório de Tatuí-São Paulo; a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia; as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), da Paraíba (UFPB) e de Pernambuco (UFPE); o Instituto Piaget; a Universidade Nova Lisboa e o Conservatório de Música da Jobra.

O evento conta ainda com a parceria das empresas Hotel Ponta Verde, Weril, Grilo Musical, Barkley Brazil e JP Serviços Musicais. “A JP Serviços Musicais está responsável por toda logística para realização dos concertos solenes. A Barkley e a Grilo estarão com estandes montados durante o evento, com equipamentos profissionais para músicos”, completou Moreira.

 

Escola Técnica de Artes promove 1º Encontro Internacional de Percussão

Será dia 18 de novembro e contará com a participação de percussionista dinamarquês

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

Maceió vai sediar o 1º Percufal – Encontro Internacional de Percussão da Escola Técnica de Artes (ETA) da Universidade Federal de Alagoas. Será dia 18 de novembro, com programação intensa das 9h às 22h, com aulas, palestras, shows, concertos e presença confirmada de renomados artistas internacionais, professores de diversas regiões do Brasil e, claro, muita percussão alagoana. O dinamarquês Ronni Kot Wenzell será a atração internacional.

O Espaço Cultural, na Praça Sinimbu, será o palco dessas atrações. Ah, e tudo gratuito! É só chegar e aproveitar! O professor Augusto Moralez é o coordenador do evento e comemora a realização do Percufal.  “É com muita alegria que convido a todos a participarem do primeiro Percufal. É um sonho antigo que finalmente toma vida”, vibrou.

Entre as atrações confirmadas estão o Desvio Duo, com Rafael Alberto, de Minas Gerais, e Leonardo Gorosito, do Paraná; Leandro Lui, de São Paulo; Em 4 Formas, de Alagoas, com Paulo KeitaChina Cunha e Percuterista Roberi ReiDuo Massayó, também de Alagoas, com Felipe Burgos; grupo Percufal, apresentando Atarcizio AlexandreElisson Da Silva AraújoMylãnne SantanaRodrigo Melo e Alysson Pimentel; e João Carlos, de Pernambuco.

O Percufal, que dá nome ao evento, é o grupo de percussão da ETA e um dos projetos do Núcleo de Percussão (NUP) da Ufal, um programa de extensão coordenado por Moralez. Além do Percufal, o NUP tem mais dois projetos em andamento: Repertório Brasileiro para Vibrafones e Duo Massayó, aprovado em edital do Programa de Iniciação Artística (Proinart) da Universidade.

SERVIÇO

O quê: 1º Percufal – Encontro Internacional de Percussão
Quando: 18 de novembro, das 9h às 22h
Onde: Espaço Cultural, na Praça Visconde de Sinimbu, Centro de Maceió
Entrada franca

Orquestra Sinfônica da Ufal fará homenagem às crianças no próximo concerto

Será dia 26, no Teatro Deodoro, com entrada franca

Divulgação

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

De volta ao palco do Teatro Deodoro, na quinta-feira (26), a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Alagoas fará uma apresentação especial em homenagem às crianças. A regente Débora Borges escolheu três obras que farão a alegria dos pequenos e dos adultos também, já que elas estão no imaginário de todos. O concerto faz parte do Quinta Sinfônica e começa às 20h. A entrada é gratuita.

O público infanto-juvenil já está garantido. A Diretoria de Teatros de Alagoas, que é parceira da Ufal no projeto Quinta Sinfônica, já agendou a participação de 300 alunos das escolas municipais João XXIII, Olavo Bilac e Arnom de Melo e do Centro Educacional de Jovens e Adultos Professor Paulo Freire. Quem também tiver interesse em assistir é bom chegar uma hora mais cedo para garantir seu convite.

Serão executadas cinco peças, começando com Overture Nabucodonosor, de Giuseppe Verdi (1813-1901) e Sinfonia n. 101 – “The Clock”de Joseph Haydn (1732-1809). As três últimas serão uma homenagem às crianças, já que outubro é dedicado a elas. Serão as trilhas dos filmes Jurassic Park, de Joshua Williams, e Pirates of the Caribean, de Hans Zimmer, e a do jogo Super Mario Bros, de Koji Kondo.

Concerto didático

Esse mês de outubro, a Orquestra Sinfônica também está retomando os concertos pedagógicos, um projeto de extensão que busca difundir a música instrumental, tornar conhecidas peças de grandes compositores, do popular ao erudito. Começou durante a 8ª Bienal Internacional do Livro e o próximo será no Lar São Domingos, em Maceió, dia 31, a partir das 15h.

Com o concerto didático, a Orquestra quer se aproximar da comunidade, das crianças, dos jovens; quer ampliar o alcance da cultura erudita e promover a formação do público para concerto. A regente Débora Borges apresenta os músicos, os instrumentos, a que “família” eles pertencem, os sons que eles emitem. Tudo é bem didático para que as pessoas possam se familiarizar com esse mundo da música instrumental.

Quinta Sinfônica

O projeto Quinta Sinfônica está em sua sétima edição e é realizado pela Ufal, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL) e a Diretoria de Teatros de Alagoas (Diteal). Ao longo dos últimos anos, são oferecidos concertos gratuitos à comunidade, sempre na última quinta-feira do mês.

É um projeto de extensão da Universidade e vem conseguindo apresentar um repertório de músicas que vão do erudito ao popular.

SERVIÇO

O quê: Quinta Sinfônica
Quando: 26 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Deodoro
Entrada franca

O quê: Concerto didático
Quando: dia 31 de outubro, às 15h
Onde: Lar São Domingos, 
na Avenida Gustavo Paiva, 4291, Mangabeiras, Maceió.

 

Gestão busca apoio para recuperação dos Museus da Universidade

Museu de História Natural e Museu Théo Brandão estão nos projetos de reforma e restauração

Equipes da Ufal e do Iphan discutiram os detalhes técnicos

Lenilda Luna - jornalista

A reitora Valéria Correia reuniu-se, na manhã desta quinta-feira (19), com o superintendente substituto do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Alagoas, Sandro Araújo Gama, para discutir as reformas do Museu de História Natural (MHN) e Museu Théo Brandão (MTB). Também participaram da reunião as equipes da Superintendência de Infraestrutura (Sinfra) e da Pró-reitoria de Gestão Institucional (Proginst).

Sobre o Museu de História Natural, o representante do Iphan informou que vai reservar recursos que devem ser liberados para adequação de museus à um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com o Ministério Público Federal para corrigir danos ambientais. “O Museu de História Natural abriga o acervo arqueológico de Alagoas. Queremos construir, no prédio do antigo ICBS, um laboratório modelo para restauro de peças arqueológicas”, informou Sandro Gama.

A reitora Valéria Correia apresentou as propostas para a recuperação dos Museus da Ufal na última viagem à Brasília. “Conversamos com a presidenta nacional do Iphan, Kátia Bogéa, sobre a necessidade de investimentos para a conservação do acervo arqueológico que está sob a guarda da Ufal. Agora estamos discutindo os encaminhamentos com os representantes em Alagoas”, explicou a reitora.

Sobre o Museu Théo Brandão, o Iphan está contribuindo com o assessoramento no projeto de recuperação e restauro. “Encaminhamos um projeto ao Ministério do Turismo no início do ano para a recuperação do Museu. Na semana passada, em Brasília, o ministro Marx Beltrão sinalizou a liberação de R$ 3,5 milhões para esse fim. Vamos definir os detalhes técnicos para garantir esse investimento”, destacou a reitora.

 

Ufal e ALE promovem audiência sobre transporte estudantil em Arapiraca

O assunto moradia também fará parte do debate que busca melhorias para os estudantes do interior

Arte de divulgação

Ascom Ufal

Nesta segunda-feira, 23 de outubro, às 9h, no auditório do Sesi/Senai, em Arapiraca, será realizada a audiência pública Transporte e moradia estudantil: permanência e êxito acadêmico.

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Assembleia Legislativa Estadual e demais instituições de ensino superior convidam a comunidade universitária para participar desse debate sobre a problemática do transporte e moradia estudantil, na busca coletiva de soluções para atender a demanda dos estudantes, usuários dos transportes intermunicipais.

Com expansão das Instituições Federais de Ensino Superior, a Ufal mais que duplicou o número de vagas com o processo de interiorização. Por isso, a importância da audiência e o engajamento das universidades públicas, entes estaduais e municipais na concretização de ações que possibilitem as condições de permanência do estudante no ambiente acadêmico.

 Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Instituições Federais de Ensino Superior Brasileiras, realizada pelo Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), publicada em 2016, revelou a existência de uma parcela significativa de estudantes em situação de vulnerabilidade social que precisa de algum tipo de apoio do Estado para permanecer na universidade e concluir seus cursos. Tal apoio se daria através de projetos ou programas na área de transporte, moradia, creches, bolsas acadêmicas, entre outras.

Fórum de Saúde Mental da Ufal realiza debate sobre assédio

Encontro vai discutir o Programa de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual na Universidade

Programa de prevenção e combate ao Assédio Moral e Sexual será debatido

Ascom Ufal

O Fórum de Saúde Mental da Ufal Nise da Silveira realiza sua quarta reunião na próxima quarta-feira (25), às 9h, na sala 1 do Centro de Interesse Comunitário (CIC). O objetivo é fomentar e consolidar a contribuição da Universidade para a rede de atenção à saúde mental em Alagoas, dentro de um modelo reformado de saúde e de uma política de saúde mental para a instituição.

Durante a reunião haverá a participação da Coordenação de Qualidade de Vida no Trabalho (CQVT) e unidade do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass)l, que apresentará o Programa de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual na Ufal. 

Biohacking feminino é tema de roda de conversa

Projeto é desenvolvido dentro da disciplina de Gestão de Projetos, do curso de Administração

Arte de divulgação

Letícia Sant’Ana - estagiária de Jornalismo

Aprimorar habilidades pessoais e profissionais da mulher a partir do autoconhecimento é um dos objetivos do projeto biohacking feminino, desenvolvido dentro da disciplina de Gestão de Projetos, do curso de Administração. O biohacking é uma ferramenta que permite acessar informações sobre si mesma e para quem deseja entender como funciona, pode participar da roda de conversa sobre o tema no dia 25 de outubro, às 19h, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac).  

“É um momento para despertar a consciência através dos estudos sobre ciclos femininos. A ferramenta principal que a mulher tem é a menstruação, que sinaliza onde é que ela precisa se cuidar, por exemplo. Saber fazer a análise desses ciclos lunares biológicos permite acessar informações para se autoconhecer, e a partir disso, viver mais em harmonia”, contou a organizadora, Giselle Claudino.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas gratuitamente por meio de um formulário online, com certificado de duas horas. “Vamos dar assistência após a roda de conversa e quem sabe fazer com que outros eventos desse aconteçam para outras mulheres terem a oportunidade de desenvolver suas habilidades em alta performance, conhecendo sua natureza criativa a partir dessa conexão, que nos ajuda a crescer juntas”, reforçou Giselle.

Mais informações pelo email biohacking.feminino@gmail.com ou pelo telefone (82) 99904-0768.

Caravana da Ciência e Tecnologia oferece programação variada

'Matemática está em tudo' é inspiração para oficinas gratuitas

Arte de divulgação

Ascom Ufal

Abrindo a temporada de viagens a Caravana Itinerante de Ciência e Tecnologia de Alagoas 2017, inicia sua 13ª Edição realizando atividades no dia 25 de outubro, na Usina Ciência da Ufal.

O tema A matemática está em tudo é a motivação para diversas oficinas que acontecerão neste dia. Além dos shows de Física e Química e, sessões do planetário, estão programadas oficinas de: Biologia (com a Equipe Célula); Matemática e genética; A matemática do corpo e; Moda e matemática. Outras oficinas terão apoio de estudantes e professores da Ufal, como é o caso da Suporte básico à vida, com um grupo de alunos de Medicina; Movimento é vida, conduzida pela turma de Educação Física e, a oficina Matemática e artesanato natalino, com professoras do Núcleo de Divulgação e Popularização da C&T em Alagoas.

Com linguagem simples, lúdicas e interativas as oficinas foram desenvolvidas visando estimular os participantes para a reflexão sobre a importância da matemática e, as implicações sociais e ambientais de suas aplicações em nosso cotidiano.

O evento tem a coordenação da professora Lenilda Austrilino, que em parceria com a Usina Ciência realiza, há 13 anos, a Caravana de C&T, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, tendo apoio financeiro do CNPq, Fapeal e Secti.

As atividades são abertas ao público em geral, gratuitas e não necessitam de inscrições prévias.

O evento ocorrerá nas instalações da Usina Ciência, localizada na rua Aristeu de Andrade, 85, Farol, das 9h às 20 h.

Cineclube Elegbá homenageia mês das crianças com temática africana

Animação 'As aventuras do pequeno Kirikou' será exibida na próxima quinta (26), no Museu Théo Brandão

Arte de divulgação

Letícia Bezerra -  estudante de Relações Públicas

A edição deste mês do Cineclube Elegbá mostrará a animação Kirikou - Os animais selvagens. A escolha do filme é para celebrar o dia das crianças, comemorado em 12 de outubro. A exibição vai acontecer na próxima quinta-feira (26), às 15h, no auditório do Museu Théo Brandão.

O filme é uma animação francesa, que conta as histórias de aventura vividas por um pequeno menino africano, de altura inferior ao joelho de um adulto. O longa-metragem, dirigido por Bénédicte Galup e Michel Ocelot, dá sequência ao Kirikou e a Feiticeira e é dividido em quatro curtas. 

As histórias são contadas pelo avô de Kirikou e mostram o menino desvendando a savana africana, interagindo com animais selvagens, além de ajudar sua aldeia e seus companheiros de tribo contra as maldades da bruxa feiticeira Karabá.

O cineclube Elegbá integra os projetos do Fórum Mestre Zumba – pensamentos afro-ameríndios e acontece no MTB, na última quinta-feira de cada mês. A entrada é gratuita.

Manifestarte faz programação voltada às crianças

Evento será no Espaço Cultural, dia 28 de outubro

Arte de divulgação

Simoneide Araújo - jornalista colaboradora

Um projeto organizado por alunos de Teatro da Universidade Federal de Alagoas, o Manifestarte, chega na terceira edição com uma novidade para as crianças. No próximo dia 28, será apresentado Dando asas à imaginação e todos os holofotes estarão direcionados para os pequenos. Começa às 13h, no Espaço Cultural da Ufal, na Praça Visconde de Sinimbu.

Os organizadores do projeto convidam a comunidade para participar: “Venham todos, tragam seus filhos, sobrinhos, afilhados e participem com a gente nesta interação, afinal, os pequenos também têm muito que nos ensinar! Acompanhem o evento e fiquem por dentro da programação”. 

Vitória Souto, integrante do grupo, publicou em sua rede social: “Manifestarte surgiu para que as mais lindas manifestações artísticas alagoanas fossem mostradas ao público em um sábado onde se pode reunir a família e amigos para esse programa cultural maravilhoso, com muita música, teatro, dança e obras de arte! Teremos mais novidades em breve. Sintam-se todos convidados a participar desse evento totalmente gratuito e muito gostoso!”

O projeto acontece uma vez a cada mês e, segundo Vitória, o Manifestarte busca instigar a interação da comunidade com a Universidade. Nossa proposta é revelar e fomentar os talentos alagoanos. Sempre trabalhamos temas sociais onde instigamos a reflexão do público perante algum assunto, revelou.

SERVIÇO

O quê: Manifestarte - Dando asas à imaginação
Quando: 28 de outubro, às 13h
Onde: Espaço Cultural da Ufal, na Praça Visconde de Sinimbu
Entrada gratuita

 

Projeto Down Um Sorriso está na programação de evento nacional

Atividade da Faculdade de Odontologia da Ufal desenvolve ações preventivas e cuidados odontológicos aos pacientes com a síndrome

Segunda edição vai acontecer durante Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down

Izadora Garcia  - Relações Públicas

A segunda edição da Operação Down um Sorriso será realizada na próxima sexta-feira (27), das 9h às 17h, durante o 8º Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso. O principal objetivo é promover atividades educativas com pais, cuidadores e pacientes, exercitando neles noções de autonomia e autocuidado.

A ação coordenada pela professora Patrícia Nascimento, da Faculdade de Odontologia da Ufal (Foufal), vai orientar sobre a prevenção de doenças bucais, alimentação saudável e técnicas de higiene oral. P projeto busca levantar o perfil epidemiológico das doenças bucais nestes pacientes, dando continuidade às atividades iniciadas em março deste ano, durante a primeira edição do evento, na Ufal.

Segundo a coordenadora, os dados coletados ajudam a traçar um panorama inédito sobre a situação bucal das pessoas com síndrome de Down para o estado de Alagoas. “A coleta de dados será o passo inicial para que se possa conhecer o perfil da condição bucal das crianças com Síndrome de Down do nosso Estado a fim do planejamento de ações futuras”, observa Patrícia. 

A Operação Down Sorriso ocorrerá em forma de circuito e conta com diversas atividades lúdicas. Será a primeira vez que a saúde bucal terá um espaço de grande destaque dentro de um Congresso Brasileiro Sobre Síndrome de Down. O objetivo é chamar a atenção de toda a comunidade que estuda, convive ou que tem a síndrome para a importância da manutenção da saúde bucal.

8º Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down

A 8ª edição do Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down ocorrerá no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, entre os dias 26 e 28 de outubro. A expectativa dos organizadores é de receber cerca de três mil pessoas durante os três dias.

O evento contará com cerca de cem palestrantes, reconhecidos internacionalmente, abordando cinco eixos: Saúde, Educação, Produção de Conhecimento e Oportunidades. A Ufal é parceira do Congresso com atividades de extensão, divulgação e incentivo à comunidade acadêmica para participar.

As inscrições podem ser feitas pela plataforma Doity

Ufal convida para mobilização do Dia C da Ciência

Programação desta quarta terá ato na Praça Dom Pedro II e Jornada de Ética e Filosofia Política

Arte de divulgação

Ascom Ufal
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realiza nesta quarta-feira (25) o ato do Dia C da Ciência. A mobilização ocorre às 14h, na Praça Dom Pedro II,  em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas. A Gestão da Ufal vai disponibilizar ônibus para os membros da comunidade universitária que tenham interesse em participar do ato. A saída será às 13h, em frente à Reitoria, com retorno às 17h30.   
 
A reitora Valéria Correia ressalta que o convite é especial para pesquisadores, bolsistas e colaboradores dos programas de pesquisa e pós-graduação, já que a mobilização congrega as instituições de ensino superior e pesquisa de todo o país em defesa da ciência. 
 
"Temos a certeza que a conscientização e o apoio da sociedade são decisivos para a sobrevivência das universidades públicas, gratuitas e de qualidade, bem como a manutenção do financiamento público da ciência, tecnologia e inovação", ressalta no convite.
 
A realização do ato é do Colégio de Pró-reitores de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação das Instituições Federais de Ensino e do Fórum de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação (Forprop). 
Programação na Ufal
Como parte das atividades do Dia C da Ciência, o Grupo de Pesquisa em Ética e Filosofia Política convida a comunidade acadêmica para a 1ª Jornada de Ética e Filosofia Política da Ufal. A programação também ocorrerá nesta quarta-feira (25) e segue até a quinta (26), no miniauditório do Ichca. O evento conta com a presença da professora Maria das Graças de Souza, da Universidade de São Paulo (USP). 

 

A participação nas atividades enquanto ouvinte possibilitará a emissão de certificados de três horas para as comunicações, duas horas para as palestras e três horas para a conferência.

Curso ensina a elaborar projetos

Conteúdo é destinado à preparação para o Edital Proinart

Arte de divulgação

Diana Monteiro - jornalista

A Coordenação de Assuntos Culturais (CAC), da Pró-reitoria de Extensão (Proex), da Universidade Federal de Alagoas está com inscrições abertas para um curso de 20h que tem como foco ensinar a elaborar projetos de extensão para o Edital do Programa de Iniciação Artística (Proinart). O curso é aberto à comunidade em geral e será ministrado pela produtora cultural Anna Rodrigues.

A atividade é uma iniciativa dos alunos do curso de Teatro, por meio do Centro Acadêmico em parceria com a Proex e, segundo Anna, tem a finalidade de ampliar o número de projetos estruturados e competitivos. “O Edital Proinart será lançado no final do mês de novembro. Em 2016 fizemos um balcão de dúvidas sobre o edital quando ele foi aberto e percebemos que várias pessoas tinham dificuldade em entender e elaborar o projeto”, frisou.

Mais informações na CAC, localizada no Espaço Cultural da Ufal.