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20/10/2016 12h11 - Atualizado em 20/10/2016 14h02

MatExpo reúne trabalhos elaborados por estudantes da educação básica

Eles foram avaliados por uma comissão encarregada de escolher as melhores propostas apresentadas

Os trabalhos inscritos foram avaliados por uma comissão para eleger as melhores propostas apresentadas

Thâmara Gonzaga - jornalista

Há muito a aprender sobre a matemática por meio de jogos, atividades esportivas e até materiais simples como palitos de fósforo. Os visitantes da MatExpo 2016 tiveram a oportunidade de conferir essas e tantas outras propostas que buscam tornar a matéria da área de exatas mais próxima dos alunos.

Promovida pelo Instituto de Matemática (IM) da Ufal, sob a coordenação do professor Isnaldo Issac, esta é a terceira vez que a exposição é realizada. Em três dias, de segunda até essa quarta-feira (19), o evento reuniu cerca de 30 equipes formadas por estudantes da educação básica, das redes pública e particular, e mais de 326 visitantes.

Da Escola Estadual Dr. Fernandes Lima, as estudantes do 1º ano, Gerlaine Torres, Milena Conceição, Alicia Nobel e Arleany Silva, apresentaram a ideia de estudar trigonometria por meio dos jogos. “Vimos o quanto seria interessante utilizar esse método para trabalhar o raciocínio e auxiliar aqueles que têm dificuldade em aprender o assunto”, defendeu Gerlaine.

Já a equipe do 2º ano do ensino médio da Escola do Sesi trouxe o Mapa de risco virtual. O aluno Paulo Vitor dos Santos explicou que o cálculo matemático pode auxiliar a diminuir os riscos em casas e empresas. “O programa parte da lógica e da programação para avaliar riscos físicos, químicos, ergonômicos e biológicos, após os espaços passarem por uma varredura feita por sensores”, esclareceu. Ele estava acompanhado dos colegas de turma Elaine do Nascimento, Cristiano da Silva, Gabriel Rosalindo e Milana dos Santos.

Os estudantes do Campus Maceió do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) utilizaram materiais simples, como papel, caneta e cédula de dinheiro para explicar conceitos como aceleração da gravidade. Os alunos do Colégio Fantástico de Maceió trouxeram vários jogos que unem o conhecimento matemático de geometria, aritmética básica e lógica com outras disciplinas, a exemplo da biologia.

Miguel Borges, de 11 anos, acompanhava cada explicação ao lado dos colegas de colégio. Estudante do ensino fundamental de uma escola particular de Maceió, ele contou que gosta da disciplina e que pela primeira vez visitava a MatExpo. “Gostei de tudo o que vi, mas gostei mais das apresentações do touch screen e de astronomia”, disse ele ao afirmar que quer participar novamente da exposição no próximo ano.

O fascinante mundo dos astros e sua relação com a matemática que tanto encantou o Miguel foi apresentado pela aluna do 3º ano do ensino médio, Solange Anjos. Ela é da Escola Estadual Geraldo Melo e encarou o desafio de participar sozinha da exposição. “Gosto muito de astronomia e falar sobre o assunto não é dificuldade para mim”, diz ela ao contar que pretende fazer um projeto e levar o tema para as escolas de ensino fundamental. “É o meu sonho falar sobre os planetas e nebulosas para as crianças, pois não tive nada disso na minha época”, relata.

Presente ao evento pela primeira vez, o professor de matemática Joaquim Farias defendeu a importância da MatExpo promovida pelo IM. “O evento devia ser bimestral ou então por semestre, pois cria uma cultura de gostar da matemática”, disse ele entusiasmado. “É muito importante, pois estimula outros jovens a pensar matematicamente e mostra os vários caminhos da área”, afirmou o professor da Escola Estadual Geraldo Melo, localizada no Graciliano Ramos.

Importância e avaliação positiva do evento

Para poder participar da MatExpo, os alunos precisam elaborar um projeto, o que requer estudo, dedicação e trabalho em equipe. A professora do IM e membro da comissão organizadora da exposição, Elisa Sena, ressalta  que “esse fato é muito importante pois incentiva os alunos a pesquisarem um tema e a se prepararem para apresentar”. “Aqui, eles encontram pessoas que têm o mesmo amor pela matemática. Por outro lado, a exposição também conquista a curiosidade daqueles que não gostam tanto de estudar a matéria e passam a se interessar mais pela disciplina”, diz.

Durante a exposição, os alunos com trabalhos inscritos são avaliados por uma comissão encarregada de escolher as melhores propostas apresentadas. A divisão é feita por níveis: um, do 6º ao 7º; dois, 8º e 9º; e três, que reúne a turma do ensino médio. Os três melhores de cada nível receberão medalhas.

Outro ponto positivo do evento apontado pela docente é a aproximação do espaço acadêmico da comunidade. “O interessante da MatExpo é trazer a comunidade para o ambiente da universidade, fazendo com que se familiarizam com a Ufal e com os nossos graduandos, uma vez que eles dão apoio às atividades”, destacou.

Sobre a boa avaliação dos participantes em relação ao evento, Elisa comemora. “Fico muito feliz com ideia da MatExpo, encabeçada pelo professor Isnaldo. É muito divertido e gratificante ver os alunos encarando a matemática de outra forma, trazendo curiosidade. Você percebe a empolgação deles durante a apresentação”, conta. Ela lembra que os impactos positivos da exposição também refletem no curso de licenciatura do Instituto. “O retorno dos professores participantes também é excelente. E isso acaba incentivando os nossos alunos, que são os futuros profissionais, e mostra que tem como se encantar com a matemática. Nos dias da exposição, os graduandos têm a possibilidade de ter contato com professores empolgados com a profissão e isso é muito bom”, reflete.