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02/05/2015 13h59 - Atualizado em 07/05/2015 17h43

Lição do dia: olhar para o outro

Onde encontrar um bom amigo, como iniciar uma boa conversa e um lugar pra fazer um bom rango na Ufal são algumas das informações levantadas por Eduarda Meireles, nossa colaboradora do curso de Administração. Nesse texto, ela apresenta reflexões e questionamentos pessoais cujas respostas são encontradas na compreensão daqueles que cruzam seu caminho.

Um dia desses, antes de dormir, me peguei pensando se as pessoas que trabalham na Universidade têm acesso a ela. E a primeira coisa que imaginei foi como deveria ser frustrante trabalhar em um restaurante e não poder alimentar-se do que é servido... E, ainda pior, deveria ser viver à margem de uma fonte inesgotável de conhecimento e sequer poder experimentar um gole. Me entristeci com a real possibilidade e no dia seguinte fui em busca das respostas. Talvez este meu pensamento não passasse de uma utopia. Talvez o senhor de cabelos brancos, (até então desconhecido), que varre os corredores do bloco da FEAC [Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade], possuísse sim um curso técnico em serviços gerais ou estivesse incluído em qualquer outro programa de inclusão educacional dentro da universidade. Seria bom demais para ser verdade? Ou não, deveria ser apenas um sonho? 

Não estou falando que os funcionários devem ser alocados de alguma forma para os cursos de graduação. Porque, assim como os demais alunos que hoje estão abrigando qualquer uma das centenas de cadeiras do campus, eles também estão aptos a participar do exame seletivo. Também não afirmo que a Universidade tem culpa ou sequer qualquer responsabilidade sobre os que dali tiram o seu sustento. Mas não deveria ser ela o berço da universalização educacional? Não seria o papel da universidade propiciar que cada um, de forma livre e autônoma, reconhecesse nos demais a mesma esfera de direito que exige para si? 

É extremamente válida a reflexão sobre o quanto olhamos para nós mesmos e esquecemos de olhar para o próximo. Pretendo retomar este assunto na minha próxima passagem por aqui, com o desfecho das minhas conversas. Em busca de mais informações sobre este assunto, no entanto, por ora, deixarei em aberto, para que vocês também possam se juntar a mim na reflexão sobre este assunto...

No cotidiano da universidade nos deparamos com tantas oportunidades para fazer novos amigos, conhecer novos colegas, nos envolver em novos projetos, quem sabe até, encontrar alguém que faça balançar o seu coração... Por que não? Mas, na maioria das vezes, deixamos passar por estarmos concentrados demais nos nossos próprios problemas, ou na tela de um smartphone. Fora isso, somos perfeitamente comunicáveis e acessíveis para quem já nos conhece. Confesso que é bem mais cômodo lidar com quem já te aceita e possui afinidades com você, o desafio é abraçar o novo. É conhecer, aprender, experimentar, descobrir... Eu estou abraçando esse mundo novo e as oportunidades que ele me proporciona. E você?

Continuando com o Manual do Calouro:

> Descobri um restaurante "novo" esse mês, o Bira, no Ctec (bloco de Engenharia). Lá tem uma comidinha bem temperada e um pouco mais elaborada do que a do RU. O preço também é bastante amigo! - E por falar em amigo, o que mais comeu, quando estivemos por lá, pagou R$ 8,00;

> O ar-condicionado do auditório da Reitoria não funciona muito bem, portanto, quando for a algum evento por lá, vá mais à vontade. (Favor, não interpretar o "à vontade" como "de biquíni");

> Participei de uma palestra recentemente sobre a Redução da Maioridade Penal, organizada pelo pessoal do Centro Acadêmico Guedes de Miranda e FDA [Faculdade de Direito de Alagoas] e foi incrível! Segue o link para dar uma olhada no que rolou por lá; 

> Dica para hoje: essa semana conheci uma pessoa nova no restaurante do Ctec. Por não ter mesa vazia, acabamos dividindo e o papo foi massa! Então, porque não deixar a timidez de lado e pedir para dividir a mesa com alguém?

> Dica para sempre: acredito que o relógio da universidade caminha acelerado, porque os prazos passam voando!!! Vale aquela máxima: "por que deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje”?